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- 2026-08-09 “Nota de pesar pelo falecimento de Joaquim Sarmento — Advogado, escritor, antigo Deputado à Assembleia da República e autarca, Joaquim Sarmento dedicou uma parte significativa da sua vida à causa pública e ao serviço da sua terra.
Em Lamego, onde desenvolveu uma parte importante da sua intervenção cívica e política, foi Vice-Presidente da Câmara Municipal, entre 1993 e 1997, Presidente da Assembleia Municipal, entre 1998 e 2001, e Vereador da Cultura, entre 2001 e 2005.
Ao longo deste percurso, deixou uma marca de dedicação à vida autárquica e, em particular, à valorização da cultura.
A cultura ocupou, aliás, um lugar central no seu percurso cívico e intelectual. Escritor de romance, crónica e teatro, Joaquim Sarmento defendia que a cultura deveria ter "um espaço maior" na vida pública, assumindo esse compromisso através da sua intervenção política, cívica e literária.
O seu percurso político e cultural foi reconhecido pela cidade de Lamego, que lhe atribuiu a Medalha de Ouro da Cidade e o primeiro Prémio de Mérito Cultural.
O Partido Socialista recorda Joaquim Sarmento como um socialista profundamente comprometido com a causa pública, com a cultura e com a sua região, deixando uma marca na vida política e cultural do país.
À sua família, amigos e a todos os que com ele partilharam o percurso político, autárquico e cultural, o Partido Socialista endereça as suas mais sentidas condolências.”
- 2026-07-31 “Rentrée Socialista em Olhão — Será uma oportunidade para reafirmar a força do projeto político do PS, renovar o compromisso com os portugueses e preparar o caminho para os desafios que temos pela frente, com confiança, proximidade e espírito de participação.
Em agosto, voltamos a encontrar-nos para afirmar uma alternativa de confiança para Portugal. Junte-se a nós. Porque o futuro constrói-se com a participação de todos. Contamos consigo!
Até Olhão!”
- 2026-07-31 “Construção da uma alternativa: esperança e confiança no futuro! — Há uma preocupação que atravessa hoje a vida de milhões de portugueses e que não pode ser ignorada pela política: o custo de vida.
Não é uma abstração económica. Está no preço dos alimentos, na fatura da eletricidade, no combustível, na prestação da casa, nas rendas, nas despesas com os filhos. Está na dificuldade crescente de tantas famílias em chegar ao fim do mês, mesmo quando trabalham e cumprem as suas responsabilidades. É, por isso, uma questão de justiça social, mas também de liberdade, de dignidade e de confiança no futuro.
A esperança e a confiança no futuro são, aliás, uma dimensão essencial da construção de uma alternativa política. Uma alternativa não se constrói apenas contra alguém. Constrói-se a partir das preocupações concretas das pessoas, com propostas credíveis, sentido de responsabilidade e uma visão para o país. É essa a diferença entre uma oposição que apenas reage aos acontecimentos e uma força política que se prepara, também, para governar.
Prova disso mesmo é a Rota pela Economia do Mar, percorrida pelo Secretário-Geral, José Luís Carneiro, no passado mês de junho, na qual procurou ouvir pescadores, empresários, investigadores, universidades e comunidades costeiras, com o objetivo de construir uma proposta política assente na competitividade, na inovação, na sustentabilidade ambiental e na coesão territorial. Foi a terceira grande iniciativa temática promovida por José Luís Carneiro, depois da Rota pela EN2 e da Rota pelo Ensino e Formação Profissional. Sempre com o propósito de ouvir os agentes de cada setor e de construir propostas para uma estratégia nacional de desenvolvimento económico.
O PS tem, neste caminho, uma responsabilidade acrescida. Somos um partido com uma história de transformação do país e com uma cultura de compromisso. Temos de saber ouvir quem trabalha, quem empreende, quem estuda, quem cuida, quem procura uma casa, quem espera por uma resposta na saúde ou na educação. E temos de transformar essa escuta em soluções. A construção da alternativa passa por aí: voltar a falar com o país real, compreender as suas inquietações e apresentar um projeto capaz de responder às suas expectativas.
É por isso que a questão do custo de vida é muito mais do que uma prioridade parlamentar ou uma bandeira política. É uma oportunidade para o PS demonstrar aquilo que quer ser: um partido próximo das pessoas, atento aos seus problemas e preparado para apresentar soluções.
Chegamos ao meio do verão com a sensação de missão cumprida, mas também com a certeza de que há muito ainda por fazer. O segundo semestre trará novos desafios e novidades, continuando o Ação Socialista a apresentar-se como um espaço de informação, reflexão e participação na vida do Partido Socialista, ao qual queremos acrescentar, cada vez mais, o debate.
Até lá, boas férias, bom descanso e boas leituras.
Em setembro, voltamos a encontrar-nos aqui, nas páginas do Ação Socialista.”
- 2026-07-31 “José Luís Carneiro afirma que "saúde está pior" e critica Governo por retirar utentes das listas de espera — "Hoje temos mais de 1 milhão e 600 mil pessoas sem médico de família. Temos, como se sabe, mais tempo de espera nas listas para cirurgias e mais tempo de espera para cirurgias oncológicas. Em todos estes indicadores, Portugal está pior", disse o líder socialista.
Em declarações aos jornalistas após a reunião, José Luís Carneiro apontou que, "mais grave do que isto, é o Governo querer resolver o problema das listas de espera tirando as pessoas das listas de espera".
"Tirando as pessoas para as chamadas cirurgias menos gravosas e também procurando tirar das listas de espera os cidadãos portugueses que vivem no estrangeiro. Isto é inaceitável e incompreensível", criticou.
José Luís Carneiro chamou ainda a atenção para a posição do bastonário da Ordem dos Médicos para as alterações ao Sistema Nacional de Acesso a Consulta e Cirurgia (SINACC), que definem que determinados procedimentos classificados como "pequena cirurgia" deixem de implicar a inscrição dos doentes na Lista de Inscritos para Cirurgia (LIC), ao contrário do que era feito até agora.
"O bastonário da Ordem dos Médicos pediu que se pondere essa decisão porque há falhas que estão detetadas e que são graves na igualdade das pessoas nos termos de acesso ao Serviço Nacional de Saúde", disse.
O Secretário-Geral do PS dirigiu, por isso, um apelo ao primeiro-ministro para que "esteja especialmente atento a esta mudança", uma vez que, acrescentou, as últimas mudanças a envolver plataformas tecnológicas "deram os resultados que são conhecidos de todos".
"O meu dever é o de ouvir atentamente as palavras de quem está a fazer o alerta. O alerta foi lançado pela ordem dos médicos e, do meu ponto de vista, o primeiro-ministro deve ouvir o alerta de quem recebe informação de todo o país", frisou.
José Luís Carneiro sustentou ainda que as dificuldades testemunhadas na visita a alguns dos serviços da unidade Amadora-Sintra, a cujos profissionais e administração deixou uma palavra de apreço, confirmam que a "saúde está pior" com as opções políticas tomas por este Governo.
"Cerca de 30% dos utentes sem médico de família significa uma sobrecarga nos cuidados de urgência hospitalar. E, portanto, isto é demonstração, factual, de que a saúde está pior do que estava quando este Governo assumiu função", vincou o líder do PS.”
- 2026-07-31 “PS privilegia estabilidade política, mas está preparado para governar e não teme eleições — Em entrevista ao programa Sob Escuta, da Rádio Observador, José Luís Carneiro reafirmou, esta sexta-feira, que os socialistas continuarão a privilegiar a estabilidade política, mas deixou claro que não receiam um eventual recurso a eleições.
"O Partido Socialista será parte responsável para garantir estabilidade política ao país, mas não tem medo de eleições", enfatizou, sublinhando que o PS tem vindo a preparar-se "nas várias áreas da governação, para responder aos cidadãos".
"Há um ano que tenho e que temos equipas diversificadas", referiu, reiterando que o PS dispõe já de "uma matriz económica para o país, para a modernização do Estado e das suas funções sociais", de modo a afirmar "um país mais competitivo a nível europeu e internacional, capaz de dar melhores condições de vida".
Embora reconheça que essa proposta continua em aperfeiçoamento, José Luís Carneiro sublinhou que os seus pilares fundamentais já estão definidos, reforçando que pretende demonstrar aos portugueses que "podem confiar na alternativa credível que o PS tem estado a desenvolver para o país".
O líder do PS reiterou que os socialistas continuarão a agir com responsabilidade institucional.
"O Partido Socialista é um grande partido que tem capacidade de convocatória para servir o país quando os portugueses assim o entenderem. Não é por nós que haverá crise política", apontou, sustentando, contudo, que "compete ao Governo não ser a principal fonte de instabilidade que o país tem vindo a conhecer".
Defendeu igualmente que a mesma atitude responsável deverá ser assumida pelo PSD caso os socialistas vençam futuras eleições.
Neste contexto, voltou a estabelecer uma clara distinção entre o projeto político dos socialistas e aquilo que classificou como "política espetáculo", defendendo uma alternativa governativa séria e responsável.
Numa referência às sondagens mais recentes, lembrou que "já começa a haver uma regularidade de estudos que mostram a AD em terceiro lugar", considerando que, nesse cenário, o PSD apenas poderá contribuir para a estabilidade democrática apoiando um Governo socialista.
Em sentido inverso, advertiu que uma eventual solução governativa da AD com o Chega significaria a morte do PSD.
Governo da AD é a principal fonte de instabilidade
Na entrevista à Rádio Observador, José Luís Carneiro dirigiu duras críticas à atuação do Governo da AD e responsabilizou diretamente o primeiro-ministro pela sucessão de crises políticas, apontando a incapacidade demonstrada pelo chefe do executivo para antecipar problemas e coordenar a ação governativa.
"A gestão de crise tem sido um falhanço completo do Governo", acusou, acrescentando que "não há liderança do Governo".
José Luís Carneiro lamentou igualmente aquilo que classificou como "triste espetáculo" das sucessivas crises provocadas pelo próprio executivo, apontando como exemplos a gestão dos incêndios e da crise dos exames nacionais.
Ao sublinhar que o Governo da AD continua sem responder aos principais problemas dos portugueses, nomeadamente no custo de vida, na saúde, nos salários e na habitação, o líder socialista deplorou o sucessivo incumprimento de compromissos assumidos, afirmando que Luís Montenegro "prometeu soluções simples e é vítima das promessas que fez".
Defesa das instituições e exigência de responsabilidades
Ainda sobre a atuação do executivo, José Luís Carneiro assinalou também que "a marca do Governo é que nunca assume responsabilidades", voltando a insistir na necessidade de preservar a credibilidade das instituições democráticas.
A propósito das polémicas envolvendo o ministro da Administração Interna, reiterou que a prioridade do Partido Socialista sempre foi proteger as instituições do Estado e salvaguardar a integridade da Polícia Judiciária.
Recordando a sua experiência enquanto ministro da Administração Interna, explicou que encontrou em Luís Neves "um servidor do Estado e um polícia respeitado", mas salientou que o exercício de funções políticas exige uma avaliação distinta.
José Luís Carneiro revelou igualmente que transmitiu ao primeiro-ministro que os factos conhecidos "fragilizam a autoridade política" do ministro da Administração Interna, considerando, porém, que cabe exclusivamente a Luís Montenegro decidir se o governante reúne condições para permanecer em funções.
Comissão de inquérito se persistirem dúvidas sobre os exames nacionais
Sobre a crise dos exames nacionais, o Secretário-Geral afirmou que o Partido Socialista pretende, antes de mais, garantir que o processo de candidatura ao ensino superior decorre sem novos prejuízos para alunos e escolas.
No entanto, deixou um aviso claro ao Governo: "Se até ao princípio de setembro não tivermos respostas claras e inequívocas sobre os vários níveis de responsabilidade e sobre as decisões tomadas, e depois de o processo de candidatura ao ensino superior, de forma a não prejudicarmos a vida dos alunos e das escolas, avançaremos com uma comissão de inquérito".”
- 2026-07-31 “PS quer que ministro da Educação dê explicações na Comissão Permanente — Numa declaração à comunicação social, na Sede Nacional do PS, em Lisboa, Marcos Perestrello sustentou que "o Ensino Superior tem funcionado, nas últimas décadas, com a precisão de um relógio suíço, mas este ano, por um conjunto de decisões que o Governo tomou de forma imprudente e mal preparada, essa precisão está a ser posta em causa".
Por isso, na conferência de líderes desta manhã, o Partido Socialista vai requerer a ida do ministro Fernando Alexandre à Comissão Permanente.
O socialista sublinhou que o governante tomou ontem a decisão de "adiar o início das aulas do secundário com o objetivo de permitir aos professores o tempo de descanso que vão necessitar por força do excesso de trabalho que lhes foi acometido para a classificação e revisão das provas nacionais". No entanto, "não adia o início das aulas do 3º ciclo, quando a maioria dos professores que dão aulas no 3º ciclo e no ensino secundário são os mesmos", criticou.
Ontem "foi também conhecida uma proposta da Ordem dos Advogados, que propõe a suspensão dos prazos de acesso ao Ensino Superior", comentou Marcos Perestrello, admitindo que este pedido deixa o PS "profundamente preocupado", uma vez que se baseia "na convicção de que não estão garantidas as regras de igualdade no acesso" ao Ensino Superior.
Governo continua em negação e a cometer os mesmos erros
O deputado do PS acusou o Governo de continuar "em negação" e mencionou a existência de vários episódios respeitantes à segunda fase dos exames nacionais "que repetem os problemas da primeira fase".
"Esses erros que se repetem deixam-nos profundamente preocupados, tanto mais que o Governo continua a adotar a mesma estratégia da primeira fase, que é negar a dimensão dos problemas e não apresentar uma proposta global para a resolução das injustiças e da quebra de igualdade de oportunidades", frisou.
Reforçando que "o ministro da Educação tem de prestar esclarecimentos", Marcos Perestrello defendeu que o governante tem de ir à Comissão Permanente explicar "globalmente como tenciona resolver o problema".
Questionado sobre a possibilidade de um pedido de uma Comissão Parlamentar de Inquérito sobre este caso, Marcos Perestrello referiu que, na semana passada, o Partido Socialista admitiu que, na ausência de uma explicação clara por parte do ministro a um conjunto de questões, não afastava "a essência de uma Comissão de Inquérito".
No entanto, neste preciso momento, "a Comissão de Inquérito não vai resolver o problema", porque se trata de "um escrutínio a posteriori daquilo que foi feito e não foi feito, para eventualmente não se repetirem os erros".
"Aquilo que nos preocupa nesta fase é perceber como é que o Governo vai garantir a igualdade no acesso ao Ensino Superior", asseverou.”
- 2026-07-30 “PS não se opõe a Comissão Permanente com os ministros da Administração Interna e da Justiça — Em declarações à Agência Lusa depois de o Chega ter proposto uma reunião da Comissão Permanente na próxima semana, Eurico Brilhante Dias esclareceu que "uma não oposição" do PS contribui para haver consenso em torno da realização da Comissão Permanente. "Foi assim que fizemos com a Iniciativa Liberal", que tinha pedido uma reunião extraordinária para esta semana, tendo sido indeferida pelo presidente da Assembleia da República, "e aqui da mesma forma com o Chega", vincou.
O presidente da bancada socialista explicou que a anuência a esta reunião "não precisa de ser expressa com votos favoráveis ou contra", bastando a não oposição dos partidos para que se realize.
Eurico Brilhante Dias defendeu que o ministro da Administração Interna ainda tem questões para explicar, em particular a "forma como é tomada a decisão quanto ao atrelado, as questões em torno da declaração de rendimentos e a não prestação dessa obrigação", bem como os pagamentos em numerário ao empreiteiro, que "parecem irregulares", uma vez que o limite máximo de pagamentos em numerário é de três mil euros.
No entanto, "estes esclarecimentos não podem afetar" o papel do ministro de "garantir a salvaguarda do património e das pessoas" durante a época de incêndios, avisou.
O líder parlamentar do PS reforçou que todas estas questões "merecem um esclarecimento cabal do ministro no Parlamento". Por isso, o Partido Socialista "não se oporá, procurando o consenso para que se realize a Comissão Permanente", disse.
"O Parlamento é um espaço de representação política e o ministro sabe que é no Parlamento que deve também esclarecer as dúvidas que são suscitadas pelos deputados", sustentou.”
- 2026-07-30 “PS considera que autoridade política do MAI está "fragilizada" e defende esclarecimentos no Parlamento — Após uma reunião com o primeiro-ministro, em São Bento, e poucos minutos antes da conferência de imprensa do ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro reiterou esta quarta-feira que o ministro deve prestar esclarecimentos na Assembleia da República "tão breve quanto possível", sublinhando que esse é o espaço próprio para o exercício do escrutínio democrático.
Num momento de crescente controvérsia em torno do titular da Administração Interna, o líder socialista fez questão de enquadrar a posição do PS como uma defesa das instituições democráticas e não como um ataque pessoal ao governante.
"A minha principal razão para pedir uma audiência com o primeiro-ministro tem a ver com a preocupação com as instituições e, entre elas, com a credibilidade e a confiança na Polícia Judiciária", afirmou, salientando o papel decisivo daquela força de investigação criminal no combate à criminalidade organizada, complexa e internacional e na administração da justiça.
O líder socialista explicou que voltou a solicitar esclarecimentos ao primeiro-ministro sobre as matérias que têm vindo a ser objeto de notícia pública e reconheceu que Luís Montenegro prestou diversas informações, algumas delas de forma detalhada.
Ainda assim, frisou, "essas explicações não substituem a obrigação de o ministro responder perante os deputados".
"O dever de transparência é de todos os titulares de cargos políticos", afirmou, reiterando que Luís Neves deve comparecer no Parlamento para responder às questões colocadas pelos representantes eleitos dos portugueses.
O Secretário-Geral criticou, por isso, a decisão da maioria que inviabilizou a audição do ministro na Comissão Permanente da Assembleia da República, na sequência de uma proposta apresentada pela Iniciativa Liberal, reafirmando que o PS continuará a pugnar para que esse escrutínio parlamentar aconteça.
Transparência não dispensa esclarecimentos no Parlamento
Ao mesmo tempo, afastou a hipótese de uma comissão parlamentar de inquérito, considerando que essa via poderia desviar o foco das questões essenciais e contribuir para o desgaste das próprias instituições democráticas.
O líder socialista identificou três matérias que, no entender do partido, continuam a exigir esclarecimentos: as alegadas construções irregulares em Reserva Ecológica Nacional (REN) e Reserva Agrícola Nacional (RAN), a não entrega da declaração à Entidade para a Transparência quando Luís Neves exercia funções na Polícia Judiciária e as questões relacionadas com a alegada remoção de prova que está a ser apreciada pelas autoridades judiciárias.
Sobre este último ponto, José Luís Carneiro assinalou tratar-se da dimensão mais sensível do caso, lembrando que existem diligências em curso por parte da Justiça, cujo trabalho deve decorrer com total independência.
Apesar da firmeza das críticas, o Secretário-Geral do PS insistiu que o partido não pretende transformar o caso numa disputa em torno de pessoas, frisando que a "grande preocupação" dos socialistas "é mesmo a da salvaguarda das instituições democráticas".
Autoridade política do ministro "está fragilizada"
Foi nesse enquadramento que transmitiu ao primeiro-ministro a sua avaliação política de que "a autoridade política do ministro da Administração Interna está fragilizada", por entender que os factos conhecidos afetam a posição de quem tutela as forças de segurança e tem responsabilidades diretas sobre a aplicação da lei.
José Luís Carneiro voltou, contudo, a distinguir claramente as responsabilidades institucionais, reiterando que não compete ao PS pedir a demissão dos membros do executivo.
"Essa é uma competência e uma responsabilidade do primeiro-ministro", lembrou, insistindo antes que Luís Montenegro e o próprio ministro devem proceder a uma "avaliação rigorosa" sobre "a existência, ou não, de condições políticas para a continuidade no exercício das funções".
O líder socialista apelou a que o debate decorra com equilíbrio, rejeitando quer condenações antecipadas quer ilibações precipitadas, sustentando que a confiança dos cidadãos nas instituições exige transparência, escrutínio democrático e respeito pelo trabalho da Justiça.”
- 2026-07-27 “Encontro Nacional: Mulheres Socialistas debatem nova agenda para a igualdade e reforço da participação política — "Quando se adia a igualdade, adia-se também uma democracia mais justa e mais completa. Adia-se o desenvolvimento e com isso adia-se o país. E é precisamente por isso que as Mulheres Socialistas têm hoje uma responsabilidade acrescida", considerou a Presidente das MS-ID, Carla Eliana Tavares.
A sessão de abertura do encontro contou com as intervenções de Rosa Aparício, coordenadora da Estrutura Concelhia de Aveiro, Ana Marta Matos, presidente da Estrutura Federativa de Aveiro, e Sónia Fertuzinhos, presidente da Comissão Política Nacional das MS-ID. Foi um momento de acolhimento, de partilha e de afirmação da importância da participação política das mulheres em todos os níveis de decisão.
Seguiram-se os grupos de trabalho temáticos, onde se refletiu e debateu sobre áreas fundamentais para a construção da nova agenda para a igualdade, nomeadamente versando os temas da organização interna e participação democrática e cívica; de uma nova agenda económica e social; do território, sustentabilidade e justiça intergeracional; da prevenção e combate à violência contra as mulheres, saúde das mulheres e direitos sexuais e reprodutivos; e de uma agenda integrada para a igualdade.
Deste trabalho conjunto resultaram contributos, propostas e prioridades para uma ação política próxima das pessoas, dos movimentos sociais e de todos os territórios, porque só há verdadeiro desenvolvimento com igualdade e só existe verdadeira liberdade de escolha quando as oportunidades não dependem da geografia nem do lugar onde se nasce.
Na sessão de encerramento, que contou com as intervenções de Hugo Oliveira, presidente da Federação Distrital de Aveiro do PS, Carla Eliana Tavares, Presidente Nacional das Mulheres Socialistas, e José Luís Carneiro, Secretário-Geral do Partido Socialista, ficou clara a determinação de transformar este debate em ação política concreta, como tem sido sempre exemplo no PS que liderou as grandes transformações sociais no nosso país.
Carla Eliana Tavares reafirmou o compromisso de colocar a nova agenda para a igualdade entre as prioridades deste mandato, construindo-a junto das pessoas, dos movimentos sociais e no território, com "uma estrutura mais próxima, participada e preparada para responder aos desafios do presente e também aos desafios do futuro".
"Hoje, aqui, em Aveiro, foi o ponto de encontro de mulheres de diferentes gerações, de diferentes territórios e com diferentes percursos. Mas todas elas unidas por uma mesma vontade: participar, contruir e transformar. Queremos reforçar o papel das Mulheres Socialistas com mais participação, com mais proximidade e, sobretudo, com mais capacidade de intervenção política", disse ainda a líder das MS-ID.
O Secretário-Geral do PS reforçou o compromisso do Partido Socialista com a igualdade, sublinhando que estamos, antes de tudo, a falar de direitos humanos. Um compromisso próprio de um partido humanista e progressista, que coloca a dignidade das pessoas, a justiça social e a liberdade no centro da sua ação.
Entre as prioridades assumidas estão o combate às desigualdades salariais, a redução da precariedade e a defesa de melhores condições de trabalho.
Este Encontro Nacional traduziu-se, para as MS-ID, em novas ideias, mais força e a certeza de que a igualdade não é um tema secundário nem uma promessa distante, mas sim uma prioridade política e uma condição essencial para o progresso do país.”
- 2026-07-27 “José Luís Carneiro quer redução do IVA sobre combustíveis e explicações de Luís Montenegro — O Secretário-Geral do PS voltou a desafiar o executivo da AD a aliviar a carga fiscal sobre os combustíveis e exigiu que o primeiro-ministro explique aos portugueses por que razão recusou as propostas socialistas para mitigar o impacto da subida dos preços.
Depois de, no domingo, ter acusado o Governo de Luís Montenegro de beneficiar financeiramente da escalada dos preços dos combustíveis, José Luís Carneiro reforçou esta segunda-feira, em Paredes, a necessidade de uma resposta política imediata, reiterando a proposta socialista de redução temporária do IVA.
"O Governo deve aceitar as medidas de política apresentadas pelo PS e o primeiro-ministro tem o dever de responder aos portugueses por que razão é que as não aceitou e por que razão é que teima a continuar a fustigar os portugueses com impostos sobre os combustíveis", afirmou.
O líder socialista sustentou que o agravamento dos preços decorre do aumento da carga fiscal aplicada aos combustíveis, referindo que os consumidores enfrentam um acréscimo de 9,5 cêntimos por litro de gasóleo e de mais de seis cêntimos por litro de gasolina.
Perante este cenário, José Luís Carneiro voltou a defender a proposta apresentada pelo PS na Assembleia da República para reduzir temporariamente o IVA sobre os combustíveis de 23% para 13%, medida que, vincou, permitirá atenuar o impacto da subida do preço do crude nos mercados internacionais.
"O Governo deve adotar medidas, as medidas que nós apresentámos no Parlamento (…), para garantir que os efeitos que resultam do aumento do crude em termos internacionais não se façam sentir desta forma na vida das famílias", insistiu.
Governo agrava o esforço das famílias
Na véspera, em Vila Nova de Gaia, José Luís Carneiro já tinha acusado o executivo do PSD/CDS-PP de retirar proveito do agravamento dos preços dos combustíveis, sustentando que o Estado arrecada mais receita fiscal à medida que os preços sobem.
O Secretário-Geral salientou que os portugueses pagam atualmente mais de 44 cêntimos de impostos por litro de gasóleo e mais de 30 cêntimos por litro de gasolina, acusando o executivo de estar "a lucrar com os sacrifícios dos portugueses".
Lembrou que, desde a tomada de posse do atual Governo, os portugueses já suportaram mais de 1.048 milhões de euros em impostos sobre os combustíveis, num contexto em que o aumento do custo de vida continua a pressionar os orçamentos familiares, devido à subida dos preços dos bens essenciais, da habitação e dos transportes.
O líder socialista acrescentou ainda que a proposta do PS para reduzir temporariamente o IVA sobre os combustíveis foi rejeitada na Assembleia da República pela AD, Chega e Iniciativa Liberal, reiterando que o Governo de Luís Montenegro dispõe de instrumentos para aliviar os encargos das famílias e das empresas, mas continua a recusar utilizá-los.
Crise nos exames continua sem resposta
Questionado também sobre a crise dos exames nacionais, José Luís Carneiro rejeitou qualquer tentativa de desvalorizar o problema, depois de ter contactado com empresários locais e com uma aluna do ensino secundário que continua sem conhecer a classificação do exame de Português.
Ao assinalar que se trata de uma situação com consequências concretas na vida das famílias e dos estudantes, José Luís Carneiro considerou que desvalorizar esta situação revela incapacidade para compreender a realidade vivida pelos portugueses.
Numa referência às declarações do líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, que classificou a situação como um "caso pequeno", o líder do PS concluiu: "Quem faz afirmações dessa natureza demonstra que está fora da realidade das pessoas que fazem a vida comum no dia-a-dia".”
- 2026-07-27 “José Luís Carneiro reafirma compromisso do PS com a igualdade salarial — "A igualdade salarial é um dos grandes objetivos políticos das mulheres socialistas, que hoje realizam um encontro nacional para assumir a agenda pela igualdade de direitos, de oportunidades e de dignidade de vida. Entre as prioridades políticas, a igualdade salarial é uma daquelas em que estamos mais concentrados. E eu, enquanto Secretário-Geral do PS, quero assumir esse compromisso", afirmou José Luís Carneiro.
O líder socialista vincou que o compromisso da igualdade salarial assume uma relevância tanto maior uma vez que tem efeitos "não apenas nas condições de vida presente, mas também nas condições de vida futura, particularmente por altura da idade da aposentação".
"Está demonstrado que, entre aqueles que mais sofrem com o aumento do custo de vida, estão as mulheres. Se nós olharmos para os números, vemos que em Portugal há cerca de 300 mil crianças que vivem em circunstâncias de pobreza e grande parte dessas 300 mil crianças estão ao cuidado das mães, das mulheres", observou, reiterando que "temos de encontrar os mecanismos que estejam ao nosso dispor para garantir o combate à desigualdade salarial".
Na sua intervenção, José Luís Carneiro alertou também para "uma agenda populista, demagógica e retrógrada" que está hoje em voga, e que é uma agenda conservadora, que quer andar para trás nos direitos conquistados ao logo das últimas décadas, que importa combater.
"Porque quando se fala dos direitos das mulheres, fala-se de direitos humanos. E é isso que nós estamos aqui a reafirmar. O PS a reafirmar os seus compromissos com os direitos humanos, com a igual dignidade do desenvolvimento pleno entre mulheres e homens no conjunto da nossa sociedade", garantiu.
Dirigindo-se às mulheres socialistas presentes no encontro e à sua presidente nacional, Carla Eliana Tavares, o líder socialista reafirmou o compromisso do partido com uma agenda ativa de defesa de direitos, de mais igualdade e de futuro.
"Caras camaradas, sei bem da vossa força, da vossa determinação, dos propósitos e firmeza da Carla Tavares. E contam com o PS e eu conto com as mulheres socialistas para continuarmos a fazer do PS a casa da igualdade de oportunidades para todos", afirmou.”
- 2026-07-24 “PS envia questões ao ministro da Educação e avançará para Comissão de Inquérito se as respostas não forem esclarecedoras — Numa declaração à comunicação social, na sede nacional do Partido Socialista, o líder parlamentar considerou que "este processo de exames criou uma barafunda" que é necessário esclarecer.
Por isso, "o Partido Socialista ainda hoje irá endereçar ao ministro dos Assuntos Parlamentares um conjunto alargado de questões" e espera que "essa resposta venha até ao início do mês de setembro" por parte do ministro da Educação. Se tal não acontecer, "terminado que esteja o processo de acesso ao Ensino Superior, o Partido Socialista tomará a iniciativa de lançar uma Comissão Parlamentar de Inquérito", assegurou.
Eurico Brilhante Dias considera que o mais correto é, em primeiro lugar, fazer perguntas, "protegendo as famílias e os alunos". E defendeu que deve ser realizada uma auditoria externa independente ao Ministério da Educação, "promovida com os critérios e com os parâmetros que a Assembleia da República venha a determinar".
O presidente da bancada socialista recordou que aconteceram vários fenómenos "de forma sequencial e não exaustiva", tais como "provas com páginas não digitalizadas, digitalizações ilegíveis, respostas entregues incompletas aos classificadores com outras folhas de continuação, páginas de provas de um aluno inseridas na prova de outro aluno, convocação para classificadores de professores indisponíveis ou aposentados, professores convocados para corrigir disciplinas que não lecionam".
"Há a fixação de provas em que muitos alunos se dirigem à pauta e têm a sua nota suspensa, ou até com o número de avaliação impossível com valores negativos", lamentou Eurico Brilhante Dias, acrescentando que na segunda fase, que hoje termina, "a Sociedade Portuguesa de Matemática identifica um erro na elaboração do exame".
De entre as várias questões, o Partido Socialista quer apurar qual é o fundamento técnico para a decisão de digitalização, qual foi a fundamentação para anunciar a generalização a 11 de setembro, sem ter informação precisa ou ocultando a informação sobre os problemas, e por que motivo foi constituído apenas um centro de digitalização único no país inteiro.
Lembrando que o "porta-voz de um partido político que apoia o Governo" – Sebastião Bugalho – diz que há a possibilidade de sabotagem, Eurico Brilhante Dias quer conhecer essa sabotagem.
O Partido Socialista recorda que, no passado, as provas eram guardadas em cofre e, este ano, assistimos à entrada de todos os exames num armazém. E quer que o ministro da Educação explique o motivo para tanta gente que nada tinha que ver com o processo ter tido acesso a essa infraestrutura, desde assessores do governante, a elementos do EduQA e do Júri Nacional de Exames.
Ministro da Educação é responsável pelo lançamento das pautas
Eurico Brilhante Dias acusou ainda o ministro Fernando Alexandre de ser "politicamente responsável pelo lançamento das pautas no dia 17 de julho", que eram "imprecisas e foram promotoras de desigualdade" entre os alunos, uma vez que nem todos tinham nota.
"Se o processo tinha problemas, hoje, passada uma semana, nós continuamos a ter alunos que não têm a sua nota da primeira fase", sustentou.
Para a bancada do PS é "evidente que se ao fim de 30 anos estamos nesta circunstância, é porque este Governo tomou um conjunto de decisões que colocaram vários alunos e famílias não só na incerteza, mas também na desigualdade", atacou.
Questionado sobre o anúncio do Chega de que irá avançar com uma Comissão de Inquérito sobre os mandatos do ministro Luís Neves na direção nacional da Polícia Judiciária (PJ), Eurico Brilhante Dias estranhou que numa altura em que está a "decorrer um processo que coloca em causa milhares e milhares de alunos", o partido de extrema-direita se foque num "caso individual de integridade de um membro do Governo".
O presidente do Grupo Parlamentar do PS acusou o Chega de pretender fragilizar a PJ e questionou se tal se deve "às investigações sobre as ligações do Movimento 1143 ao Chega", ou "pelas ligações do Movimento Armilar Lusitano, que tinha uma lista de alvos indesejáveis e que tem inequívocas ligações ao Chega", ou mesmo "porque tem algum receio sobre as investigações que ligam alguns financiadores ao Chega e à extrema-direita".”
- 2026-07-24 “José Luís Carneiro afirma legado reformista de Mário Soares como referência para os desafios da democracia — No encerramento da sessão evocativa dos 50 anos da tomada de posse do I Governo Constitucional, realizada esta quinta-feira, na sede nacional do Partido Socialista, em Lisboa, José Luís Carneiro afirmou que a experiência governativa liderada por Mário Soares constitui "uma mensagem para o presente e para o futuro", salientando que as principais reformas então concretizadas nasceram da capacidade de construir consensos e de colocar o interesse nacional acima de interesses imediatos e divergências políticas.
O líder do PS recordou que o executivo saído das primeiras eleições legislativas após a aprovação da Constituição de 1976 lançou as bases do Estado de direito democrático, promovendo a despartidarização da Administração Pública, o pluralismo na comunicação social, o reforço da justiça, a afirmação do poder local democrático, a autonomia regional e a afirmação do lugar de Portugal no mundo, designadamente através da aposta no projeto europeu.
Destacou igualmente que o Governo de Mário Soares "apostou na reconciliação nacional, criando condições para sarar divisões e para unir os portugueses em torno de um projeto comum", num período crítico para o país.
Diálogo e responsabilidade democrática
Um dos aspetos mais valorizados por José Luís Carneiro foi precisamente o facto de todas essas reformas terem sido concretizadas por um executivo minoritário.
"Tudo foi feito sem maioria absoluta, o que exigiu diálogo, respeito pelas instituições e um profundo sentido de responsabilidade democrática", enfatizou.
Para o Secretário-Geral, esta permanece uma das maiores lições da história democrática portuguesa, demonstrando que "a democracia não se afirma pela imposição", mas pela capacidade de construir consensos, respeitar a diversidade de opiniões e fortalecer as instituições.
Ao estabelecer um paralelismo entre 1976 e o contexto atual, o líder socialista alertou para fenómenos como a desconfiança nas instituições, a polarização, a fragmentação social e o crescimento dos discursos populistas e simplistas.
"Hoje, como então, a democracia enfrenta desafios" que exigem "coragem, temperança e ponderação", afirmou, frisando que governar é escolher com responsabilidade, respeitar as regras democráticas, fortalecer as instituições e colocar o interesse coletivo acima de agendas imediatas e oportunistas.
Neste contexto, sustentou ainda que o exemplo do I Governo Constitucional prova claramente que "a justiça social e o respeito pela legalidade são compatíveis", mesmo em etapas de maior exigência política, defendendo que o aprofundamento da democracia continua a ser a resposta aos extremismos e aos radicalismos.
José Luís Carneiro acrescentou ainda que "a democracia exige coragem para decidir, coragem para dialogar e coragem para resistir a tudo o que a possa fragilizar", contrapondo esta visão àquilo que classificou como uma "hiperpolítica inconsequente", assente em "respostas simplistas para problemas complexos".
Um legado que continua a projetar o futuro
Citando excertos do discurso de Mário Soares na tomada de posse do I Governo Constitucional, quando identificou a habitação, a assistência médica e hospitalar e a segurança social como as principais carências do país, José Luís Carneiro considerou que essas palavras, proferidas há meio século, "são bem certeiras e tão úteis aos dias de hoje".
"Não há como não aprender com as lúcidas lições que a História se encarrega de nos mostrar", apontou o líder socialista, antes de defender que o legado do I Governo Constitucional "não pertence apenas ao passado", constituindo "uma exigência permanente no presente e uma responsabilidade para o futuro".
"Cabe-nos, a nós, estar à altura dos caminhos que então foram abertos", declarou José Luís Carneiro, concluindo a sua intervenção com uma garantia deixada aos portugueses: "Os portugueses podem contar com a determinação do PS e dos seus órgãos dirigentes para continuar com este legado".
A sessão evocativa contou ainda com intervenções do presidente do Partido Socialista, Carlos César, da historiadora Maria Inácia Rezola, do professor catedrático da Universidade Católica José Miguel Sardica, do antigo membro do I Governo Constitucional Rui Vilar e de Isabel Soares, filha de Mário Soares, assinalando os 50 anos do primeiro executivo constitucional da democracia portuguesa.”
- 2026-07-24 “O diálogo social e entre os partidos centrais da democracia é hoje, como em 1976, "essencial e a caução do regime" — Falando na abertura da sessão evocativa dos 50 anos do I Governo Constitucional, liderado por Mário Soares, que teve lugar na sede nacional do PS, em Lisboa, Carlos César afirmou que "não há nunca razão definitiva" para Portugal pensar que está "condenado a parar no tempo ou a andar para trás", e que "sejam quais forem as contrariedades conjunturais", deve-se "continuar a confiar nas capacidades e nos destinos do país".
"Mesmo nos tempos que vivemos, seja no plano europeu e internacional, seja face à avaliação que por estes dias fazemos do atual Governo da República, incluindo as complicações que têm envolvido as figuras e os mandatos do primeiro-ministro, do ministro da Presidência, da ministra da Saúde, da ministra do Trabalho, do ministro da Educação ou do ministro da Administração Interna", acentuou.
Carlos César considerou, depois, que se deve trabalhar sempre com o objetivo de fazer "melhor no presente pelo futuro", defendendo que hoje, como há 50 anos, o "diálogo social e o diálogo entre os partidos centrais da democracia, que se alternam nas suas propostas, são essenciais e são a caução do regime".
Observando que há o hábito de olhar para Portugal "em plano inclinado ou com sucessivas crises de estima", o Presidente socialista argumentou que "há progressos que animam a história económica e social" dos últimos 50 anos do país e que "não se devem apenas ao curso inevitável dos tempos".
"Foi por esforço dos portugueses e por lideranças como as de Mário Soares que fizemos esse percurso", frisou, acentuando que "as orientações, iniciativas e vitórias do PS" foram "decisivas para a consolidação progressiva e contínua" do caminho que se seguiu após a Revolução de Abril.
Lembrando que "coube a Mário Soares, por vontade expressa dos portugueses, a liderança do processo de pacificação" do país, Carlos César sublinhou que a evocação dos 50 anos da tomada de posse do I Governo Constitucional não deve ser feita "com qualquer saudosismo", mas sim pelo seu papel na história do país, que contribuiu para "moldar a consciência de várias gerações".
"Os socialistas fazem e devem fazer para que a memória não se apague nem se subverta, mas também para evidenciar a mudança desencadeada e todos os progressos que esse novo período gerou", enfatizou o Presidente do PS.”
- 2026-07-23 “PS assinala legado do primeiro Governo de Mário Soares como marco fundador da democracia portuguesa — A iniciativa decorre esta quinta-feira, na sede nacional do PS, em Lisboa, e reunirá antigos membros do I Governo Constitucional, académicos e dirigentes socialistas para uma reflexão sobre a importância histórica do executivo que tomou posse a 23 de julho de 1976, na sequência das primeiras eleições legislativas realizadas ao abrigo da Constituição aprovada nesse ano.
A sessão evocativa inicia-se com a intervenção do presidente do partido, Carlos César, seguindo-se um debate sobre o significado do I Governo Constitucional, moderado pelo antigo presidente da Assembleia da República Augusto Santos Silva, com a participação da historiadora Maria Inácia Rezola e do professor catedrático José Miguel Sardica.
Num segundo painel, dedicado à experiência governativa desse executivo, intervirão dois dos seus antigos ministros, Rui Vilar e António Barreto, sob moderação de Isabel Soares, filha de Mário Soares.
A iniciativa será encerrada pelo Secretário-Geral do PS, que, na antevisão da sessão comemorativa, sublinhou o papel histórico daquele Governo na consolidação da democracia portuguesa.
"Mostrou que era possível ter um executivo baseado no poder democrático, tendo como limite dos seus poderes a Constituição, o respeito pelas liberdades públicas, o diálogo com as oposições e a valorização da concertação social", sublinha o líder socialista numa declaração escrita.
No mesmo texto, José Luís Carneiro considera ainda que o I Governo Constitucional demonstrou "o compromisso duradouro do PS com os valores democráticos", evidenciando "a fidelidade" do partido "à democracia pluralista e representativa, europeia e ocidental".
"Hoje, passados 50 anos, o PS continua a ser essa garantia. Somos a casa comum da democracia", garante o Secretário-Geral.
O contributo socialista para a consolidação da democracia
A sessão evocativa organizada pelo PS pretende assinalar "um momento fundador da democracia portuguesa", promovendo simultaneamente uma reflexão sobre o contributo dos sucessivos governos socialistas para a consolidação do sistema democrático, do Estado Social e do desenvolvimento de Portugal.
Vencedor das eleições legislativas de 1976, com 34,89% dos votos e 107 deputados, o Partido Socialista formou o I Governo Constitucional, liderado por Mário Soares, o primeiro executivo legitimado pelas urnas no quadro da nova Constituição democrática.
Este primeiro executivo constitucional permaneceu em funções até janeiro de 1978, constituindo uma etapa decisiva para a estabilização das instituições democráticas e a normalização da vida política portuguesa após o período revolucionário.
Além de Mário Soares, como primeiro-ministro, integraram o I Governo Constitucional, em representação do Partido Socialista, Henrique de Barros, ministro de Estado; Jorge Campinos, ministro sem Pasta; António Sousa Gomes, ministro do Plano e Coordenação Económica; António de Almeida Santos, ministro da Justiça; Henrique Medina Carreira, ministro das Finanças; José Medeiros Ferreira, ministro dos Negócios Estrangeiros; António Lopes Cardoso, ministro da Agricultura e Pescas; Walter Rosa, ministro da Indústria e Tecnologia; António Barreto, ministro do Comércio e Turismo; Francisco Marcelo Curto, ministro do Trabalho; Mário Sottomayor Cardia, ministro da Educação e Investigação Científica; Armando Bacelar, ministro dos Assuntos Sociais; Emílio Rui Vilar, ministro dos Transportes e Comunicações; e Eduardo Pereira, ministro da Habitação, Urbanismo e Construção.”
- 2026-07-23 “PS está a construir uma alternativa pronta para governar — Em entrevista divulgada esta quinta-feira, o líder do PS sustenta que os socialistas estão a preparar um projeto de governação credível e responsável, capaz de assumir funções executivas "em qualquer momento e circunstância" em que for chamado a fazê-lo.
"Estou convencido, cada vez mais, de que isso virá a acontecer", afirma José Luís Carneiro, quando questionado sobre a possibilidade de vir a ser primeiro-ministro.
"É por isso que estou tão concentrado na construção de uma alternativa que seja exequível, de confiança, para a qual tenhamos recursos financeiros", acrescenta.
O Secretário-Geral socialista explica que essa alternativa assenta numa nova abordagem para a economia, a modernização do Estado e o reforço das suas funções sociais.
"Não temos pressa para chegar ao poder, mas temos vindo a preparar uma alternativa para que, se formos chamados, estejamos preparados para assumir todas as responsabilidades", sublinha, vincando que "o percurso de construção de uma alternativa do PS é hoje já claro para quem começa a olhar para uma alternativa política de governo".
Constituição e pensões são prioridades para a avaliação do OE2027
Quanto ao Orçamento do Estado para 2027, José Luís Carneiro identifica as matérias que o PS considera essenciais para a avaliação da proposta do Governo da AD.
"As áreas vitais são as que têm a ver com a salvaguarda dos valores constitucionais, garantir a segurança das pensões, quer as que estão a pagamento, quer a formação das pensões futuras", sublinha, apontando igualmente a necessidade de assegurar a continuidade dos projetos financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), garantindo a transição para novos instrumentos de financiamento, bem como uma preparação atempada do próximo quadro comunitário, do qual dependerá uma parte significativa do investimento público nacional.
O líder socialista reafirma ainda a preocupação do partido com a proteção do sistema público de pensões, advertindo que "o que não se pode colocar em causa é a estrutura de financiamento, porque isso poderia vir a significar colocar em causa a segurança das pensões".
Considera ainda indispensável que o próximo Orçamento dê resposta às necessidades que permanecem por resolver na sequência das tempestades, acusando o Governo de Luís Montenegro de ter executado apenas uma parte reduzida das medidas prometidas para apoiar famílias, empresas e autarquias.
Questionado sobre o sentido de voto do PS, deixa claro que neste momento "todas as hipóteses estão em aberto", admitindo que os socialistas aguardarão pela proposta do Governo e pelos compromissos que vierem a ser assumidos.
Reforçar a democracia local e relançar a regionalização
Entre as iniciativas políticas já calendarizadas, José Luís Carneiro anuncia que o Partido Socialista apresentará, em setembro, a sua agenda para o poder local democrático, adiantando que o pacote incluirá uma nova lei eleitoral autárquica, uma nova lei das finanças locais, a revisão do Estatuto dos Eleitos Locais, uma proposta relativa ao referendo sobre a regionalização e a reposição da Inspeção-Geral das Autarquias Locais.
Sobre a regionalização em particular, o Secretário-Geral do PS sublinha que Portugal continua a ser "um dos países mais centralistas de toda a União Europeia", defendendo que o debate deve centrar-se no reforço da legitimidade democrática das atuais cinco Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) e na preparação de uma consulta às populações sobre o modelo de eleição dos seus responsáveis.
Defesa dos valores constitucionais e disponibilidade para o diálogo
Relativamente à revisão constitucional, José Luís Carneiro reafirma que a salvaguarda dos valores constitucionais constitui uma prioridade para o Partido Socialista e entende que o Governo da AD deveria concentrar-se em responder aos problemas concretos dos portugueses.
"O país tem outras necessidades que passam bem sem a revisão da Constituição", afirma, apontando como prioridades a habitação, a saúde, a economia, os salários e a educação, áreas em que considera que o executivo de Montenegro "não está a ser capaz de dar" as respostas que os portugueses esperam.
Sem prejuízo dessa firmeza na defesa dos valores constitucionais, José Luís Carneiro reafirma a importância de manter um diálogo institucional com o chefe de Governo sobre matérias estruturantes para o futuro do país.
"O diálogo com o primeiro-ministro é desejável e deve ser estimulado", reitera, revelando que espera voltar a reunir-se com Luís Montenegro, ainda em julho ou em setembro, para abordar questões relacionadas com a segurança e defesa, iniciativas legislativas essenciais e o Orçamento do Estado para 2027, vincando que esse diálogo deve servir a defesa do interesse nacional e a preparação das soluções de que Portugal necessita.”
- 2026-07-23 “José Luís Carneiro exige responsabilidades políticas e transparência ao Governo — "Não pedimos a demissão dos ministros porque a composição do executivo é uma escolha do primeiro-ministro e também é sua decisão a exoneração", afirmou.
Ainda assim, José Luís Carneiro não poupou críticas a Fernando Alexandre na gestão da crise dos exames nacionais.
"Se se aplicassem os critérios da meritocracia ao ministro da Educação, ele não os preencheria para estar no lugar onde está", declarou, acusando o titular da pasta da Educação de nunca assumir responsabilidades políticas e de procurar responsabilizar os serviços e estruturas sob a sua tutela.
"Atinge um nível da inimputabilidade política e devem pedir-se responsabilidades ao primeiro-ministro", acrescentou.
O líder do PS confirmou também que o partido mantém em aberto a possibilidade de requerer uma comissão parlamentar de inquérito, mas recusou avançar de forma precipitada.
"Não queremos ser factor de perturbação e de intranquilidade num momento que já de si é muito sensível", explicou, lembrando que continuam a ser corrigidas falhas identificadas no processo.
Sobre a polémica em torno do ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro rejeitou as acusações de falta de firmeza do PS. "Essas acusações ao PS são injustas: nem esteve em silêncio, mas também não fez julgamentos na praça pública precipitados", sublinhou, distinguindo este caso do que envolve o ministro da Educação por se tratarem de "matérias diferentes e de gravidade distinta".
O Secretário-Geral exigiu, no entanto, que o ministro da Administração Interna preste "todos os esclarecimentos com toda a transparência", advertindo que, sem explicações "factuais, rigorosas" e sujeitas a escrutínio, a sua autoridade política "corre esse risco" de ficar diminuída.
O líder socialista salientou que Luís Neves "serviu o interesse público na Polícia Judiciária durante várias décadas" e tinha "prestígio e autoridade", porém apontou que o governante deve agora demonstrar que os seus atos "são compatíveis com a legalidade e com a ética".
"Ele sabe melhor do que ninguém que a clareza das explicações relativas aos factos conhecidos é essencial", declarou.
Quanto ao calendário, o líder socialista considerou que os esclarecimentos "já deviam ter sido dados" e que "pecam por tardios", manifestando ainda a expectativa de que os inquéritos em curso pela Procuradoria-Geral da República e pela Polícia Judiciária sejam céleres, por entender que contribuirão para o prestígio das instituições.”
- 2026-07-22 “Nota de Pesar pelo falecimento de Luís Represas — Portugal perde uma das suas vozes mais marcantes, um artista que soube transformar a música em memória, emoção e compromisso. O seu legado permanecerá vivo nas canções que atravessaram gerações e, de forma muito especial, em "Timor", um hino de esperança, liberdade e solidariedade que acompanhou a luta de um povo e marcou profundamente a consciência de tantos portugueses. (RTP)
Neste momento de profunda tristeza, evocamos a sua obra com gratidão e respeito.
À família, aos amigos e a todos os que hoje sentem esta perda, o Partido Socialista apresenta as mais sentidas condolências.
Que a sua voz e a sua música continuem a inspirar as gerações futuras. Descansa em paz.”
- 2026-07-21 “Nota de Pesar pelo falecimento de Fernando Menezes — Natural da ilha do Faial, Fernando Menezes dedicou uma parte significativa da sua vida ao serviço público e à causa da Autonomia dos Açores. Deputado à Assembleia Legislativa Regional durante mais de década e meia, exerceu as funções de Presidente do Grupo Parlamentar do Partido Socialista e presidiu ao Parlamento açoriano entre 2000 e 2008, período durante o qual contribuiu de forma decisiva para o fortalecimento das instituições autonómicas e para a afirmação democrática da Região.
Ao longo do seu percurso político e cívico, distinguiu-se pelo sentido de responsabilidade, pela dedicação à causa pública e pelo compromisso permanente com o desenvolvimento dos Açores e o bem-estar dos açorianos. A sua ação deixou uma marca relevante na vida política regional e no Partido Socialista dos Açores.
Neste momento de dor e consternação, o Partido Socialista endereça à sua família, amigos e camaradas as mais sentidas condolências, associando-se à homenagem de gratidão e reconhecimento pela sua vida de serviço aos Açores e a Portugal.”
- 2026-07-21 “Ministro da Educação será conhecido como Fernando Alexandre "O Negligente" — Depois da audição do ministro Fernando Alexandre na Comissão de Educação e Ciência, Eurico Brilhante Dias comentou, em declarações à comunicação social, que "um dos aspetos mais importantes do dia de hoje é o facto de o senhor ministro dizer que não recebeu um relatório do antigo responsável pelo Júri Nacional de Exames" sobre o teste-piloto de Filosofia, realizado em 2025, que "redundou num conjunto alargado de erros".
Ou seja, o governante decidiu avançar para um modelo de avaliação dos exames "de forma negligente", uma "negligência grosseira que colocou em causa os exames do ano 2026 e a vida de milhares de alunos e famílias", criticou.
"O ministro da Educação foi negligente e incompetente", o que lhe vale a atribuição do cognome "Fernando Alexandre 'O Negligente'", atacou Eurico Brilhante Dias, afirmando esperar que o governante explique como tomou a decisão de avançar com o modelo de avaliação mesmo "não tendo recebido um relatório, que diz que não existe".
O líder parlamentar do PS defendeu que, na passada sexta-feira à noite, quando as notas começaram a ser afixadas, o Governo deveria ter tomado a decisão "de garantir que todos os alunos recebiam as notas ao mesmo tempo para que a igualdade de circunstâncias pudesse ser assegurada", o que não aconteceu, uma vez que há notas que não foram atribuídas, notas negativas e exames trocados.
Eurico Brilhante Dias referiu o momento em que o ministro "acusou as famílias de serem imprudentes" por terem marcado férias depois do período dos exames nacionais e assegurou que, na verdade, "imprudente foi quem avançou de forma negligente com este processo de exames sem estarmos preparados".
O presidente da bancada socialista disse mesmo que "o ministro da Educação chegou ao mesmo patamar da ministra da Saúde".”
- 2026-07-21 “PS volta a fazer história no SNS com a criação da carreira de médico dentista — Ao ver aprovada a sua iniciativa legislativa, o PS dá passos para garantir uma oferta adequada no SNS que permite assegurar a universalidade e equidade no acesso a uma componente essencial da saúde, com o envolvimento de médicos dentistas devidamente enquadrados e valorizados, pondo fim aos vínculos precários, condições amplamente defendidas pelo seu Secretário-Geral, José Luís Carneiro.
O PS, através do seu Grupo Parlamentar, fez este percurso, ouvindo e envolvendo os sindicatos representativos do setor que nunca negaram a participação e foram também um estímulo para este desfecho, bem como outros intervenientes, quer no plano individual, quer associativo. Foi ponto de honra para o PS saber auscultar.
Carreira Especial de Medicina Dentária
A nova lei estabelece a carreira de médico dentista nas entidades públicas empresariais integradas no SNS e nos restantes serviços e organismos da Administração Pública que prestam cuidados de saúde oral, definindo igualmente o respetivo regime jurídico e as regras de acesso e progressão na carreira.
Com esta aprovação, é finalmente reconhecida a especificidade técnica e científica da medicina dentária no SNS, criando um enquadramento profissional próprio que permitirá atrair, fixar e valorizar médicos dentistas, contribuindo para uma resposta mais qualificada, estável e abrangente aos utentes.
O diploma assegura a integração dos médicos dentistas que atualmente exercem funções no SNS noutras carreiras, salvaguardando a remuneração, a antiguidade, o tempo de serviço e os restantes direitos adquiridos. Prevê igualmente mecanismos de reconstituição da carreira e valorização da experiência profissional acumulada no serviço público, não esquecendo os prestadores de serviços que asseguraram continuadamente a resposta.
Para o Partido Socialista, esta aprovação representa um marco na consolidação da saúde oral como uma componente essencial do SNS. A criação de uma carreira própria permite reforçar a capacidade de resposta dos serviços públicos, promover a estabilidade das equipas e garantir melhores condições para o desenvolvimento dos programas de prevenção, diagnóstico e tratamento das doenças orais.
Ao reconhecer a diferenciação dos médicos dentistas e ao criar condições para a sua valorização profissional, é dado um contributo decisivo para melhorar o acesso dos portugueses aos cuidados de saúde oral e para fortalecer um SNS mais moderno, mais qualificado e mais capaz de responder às necessidades da população.
Com a criação da carreira marcou-se uma nova era que o PS pretende ver implementada e que continuará a contar com o seu contributo, não só com a exigência de concretização do passo seguinte, onde cabe ao Governo proceder à regulamentação, mas também com a devida vigilância quanto à abertura dos novos consultórios de medicina dentária inscritos pelo PS no PRR. Em cada concelho, pelo menos, um consultório nos cuidados primários de saúde no SNS deve ser realidade. Este é mais um desafio que terá o empenho do PS.”
- 2026-07-20 “Exames nacionais: Governo tem de apresentar soluções justas de calendário — "Não há soluções mágicas para resolver uma embrulhada destas", lamentou o socialista em declarações à comunicação social na sede nacional do PS, em Lisboa, defendendo ser da "responsabilidade do Governo trabalhar com as instituições para encontrar o melhor caminho possível".
O socialista incentivou o ministro Fernando Alexandre a "olhar para o calendário com atenção e adaptá-lo em todas as medidas em que isso seja necessário, para proteger todos aqueles que estão a ser prejudicados ou que possam ser prejudicados por esse processo".
Para Porfírio Silva, é "incompreensível que o ministro apareça a dizer que está tudo tranquilo" e que "não vê intranquilidade nenhuma nas escolas".
O socialista atirou ao ministro a responsabilidade política de "não ter consultado os órgãos técnicos", designadamente o Júri Nacional de Exames, "sobre se havia condições ou não para generalizar o teste-piloto do ano passado" do exame de Filosofia.
Acusando o ministro de atuar como quem quer "ter um pino na lapela a dizer 'eu fiz uma reforma'", Porfírio Silva asseverou que "um governante não pode prejudicar as vidas de dezenas de milhares de alunos e de famílias, desconsiderar aquilo que os organismos técnicos lhe dizem e avançar alegremente para algo que é uma ensarilhada enorme e que está a causar imensa perturbação".
Como Fernando Alexandre tinha dito que as notas dos exames do secundário seriam publicadas na passada sexta-feira, foi criada uma "confusão" apenas para "priorizar o calendário político das promessas do ministro", em vez de se "priorizar a segurança, a confiabilidade e a credibilidade do processo", censurou.
"A homologação das pautas só devia ter sido feita quando se tivesse a certeza de que se estava a transmitir pautas fidedignas a toda a gente", vincou.
Taxa de 25 euros deve ser abolida
Porfírio Silva considerou, em seguida, ser "um bocado estranho" o Governo ter ficado satisfeito pelo facto de a plataforma ter corrigido "os erros que ela própria provoca".
O deputado do PS pediu ainda ao ministro para reconsiderar a gratuitidade da reapreciação dos exames nacionais do ensino secundário, abolindo a taxa de 25 euros, tendo em conta as falhas no processo de classificação. Para muitos alunos "está em causa terem a certeza de que cada um tem a sua prova correta", disse.”
- 2026-07-20 “José Luís Carneiro dinamiza diálogo com jovens e autarcas sobre desafios do poder local e da participação cívica — A cerimónia reuniu largas dezenas de militantes e simpatizantes, num ambiente de entusiasmo e confiança, contando ainda com a presença de muitos jovens, antigos autarcas, antigos dirigentes do partido, presidentes de junta e diversas personalidades que fizeram questão de se associar a este momento de renovação e afirmação do PS em Fafe.
Na sua intervenção, Jose Luis Carneiro agradeceu a todos quantos marcaram a vida do PS em Fafe e deixou uma mensagem de incentivo e confiança no trabalho que será desenvolvido pela nova direção concelhia, agradecendo especialmente ao seu presidente, Antero Barbosa, toda a dedicação e competência que tem demonstrado enquanto autarca e o tanto que os socialistas portugueses lhe estão gratos por essa entrega à causa pública.
No diálogo que manteve com vários dos jovens presentes, em que esteve presente o tema dos exames nacionais e as incertezas que o processo gerou nos alunos que preparam o seu futuro, o líder do PS deixou uma garantia: "os jovens como uma prioridade não pode ser apenas uma frase de circunstância". "É uma exigência", vincou.
Cinco décadas de intervenção política em Fafe
Foi ainda inaugurada a exposição dedicada aos 50 anos da história do Partido Socialista em Fafe, que percorre cinco décadas de intervenção política, autárquica e cívica, prestando homenagem a todos aqueles que contribuíram para afirmar o PS como uma força determinante no desenvolvimento do concelho.
Na sua intervenção, Antero Barbosa agradeceu a presença de todos e a confiança depositada na equipa agora empossada, sublinhando que este é o momento de unir o PS em torno de um projeto comum.
"Este é o tempo de juntar vontades, valorizar todos aqueles que querem dar o seu contributo e construir um Partido Socialista ainda mais próximo das pessoas. Queremos um partido aberto, participativo e unido, preparado para ouvir, para mobilizar e para responder aos desafios que Fafe tem pela frente."
Antero Barbosa destacou ainda que a nova Comissão Política e o novo Secretariado representam um equilíbrio entre experiência e renovação, reunindo pessoas de diferentes gerações e percursos, unidas pelo compromisso de servir o Partido Socialista e o concelho de Fafe.
Com a tomada de posse dos novos órgãos, o PS/Fafe inicia uma nova etapa, determinada a reforçar o trabalho junto dos militantes, das instituições e da comunidade, afirmando-se como uma força política unida, preparada para contribuir para o futuro de Fafe.”
- 2026-07-20 “José Luís Carneiro exige resposta urgente para proteger alunos e famílias — O Secretário-Geral do PS defendeu que o executivo deve agir com urgência para restabelecer a confiança no processo dos exames nacionais, considerando essencial encontrar rapidamente uma solução para o atual impasse vivido por milhares de estudantes e respetivas famílias.
Perante aquilo que descreveu como um "quadro de grande imprevisibilidade e de instabilidade", José Luís Carneiro alertou que subsistem dúvidas quanto às classificações suspensas, aos pedidos de reapreciação e ao próprio calendário de candidatura ao ensino superior, apontando a necessidade de uma resposta política imediata.
Nesse sentido, o líder socialista considerou urgente que o primeiro-ministro reúna com o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas, com vista a assegurar uma articulação eficaz entre o ensino secundário e o ensino superior.
"É preciso conferir total fiabilidade às classificações e, por outro lado, é preciso dar tranquilidade às famílias e, igualmente, tranquilidade às instituições do ensino superior", afirmou, defendendo que estas instituições sejam ouvidas pelo Governo.
José Luís Carneiro sublinhou que existe "uma interface que é preciso garantir entre o ensino secundário e o ensino superior", indicando que a reunião proposta pelo PS deve servir para avaliar um eventual prolongamento do prazo de candidatura ao ensino superior.
O Secretário-Geral esclareceu, contudo, que os alunos cujas classificações já se encontram validadas devem poder iniciar normalmente as candidaturas, defendendo apenas que seja criada uma margem temporal que permita proteger quem continua afetado pelos atrasos.
Ajustar calendário para garantir segurança e equidade
"Do ponto de vista da segurança do processo, é desejável que possa haver prolongamento do prazo de candidaturas ao ensino superior", afirmou, apontando igualmente a necessidade de ponderar um adiamento de um ou dois dias da segunda fase dos exames nacionais, de modo a garantir que os estudantes possam conhecer as classificações em condições de segurança e exercer plenamente os seus direitos de reapreciação.
"É desejável que possa haver um eventual adiamento para que este processo possa ser feito com segurança, com estabilidade, quer para os alunos, quer também para as próprias famílias", frisou.
Segundo o líder socialista, esta solução permitirá criar melhores condições para a realização da segunda fase dos exames e reduzir as desigualdades entretanto criadas entre os alunos que já conhecem as suas classificações e aqueles que continuam sem acesso às respetivas notas.
"Cria-se uma almofada que vai aliviar a sobrecarga temporal" provocada pelos pedidos de reapreciação das provas, explicou, acrescentando que acredita que "as instituições de ensino superior verão com bons olhos esta possibilidade".
Governo chamado a assumir responsabilidades
Perante a situação criada, José Luís Carneiro voltou a responsabilizar politicamente o Governo de direita, considerando que os problemas verificados no processo de avaliação externa resultam de falhas da tutela da Educação e exigem, por isso, "uma resposta política".
No sábado, em Fafe, o líder socialista acusou Fernando Alexandre de não assumir as responsabilidades inerentes ao cargo, assinalando que "um ministro que não assuma as suas responsabilidades deixa de ser ministro, mesmo que lá esteja".
O Secretário-Geral insistiu, contudo, em que a responsabilidade política última cabe a Luís Montenegro.
"É o primeiro-ministro que tem de dizer se quer manter os ministros que não assumem responsabilidades", afirmou, considerando que o chefe do executivo da AD é o principal responsável por ter permitido o avanço de um processo que classificou como "imprudente".”
- 2026-07-16 “Exames nacionais: PS exige respeito pela comunidade educativa e não exclui comissão de inquérito — "O Partido Socialista, como muitos e muitos portugueses, está profundamente consternado com a situação que vivem dezenas de milhares de alunos, de famílias e de professores, com a sua vida escolar e o seu futuro imediato ensarilhado com toda esta perturbação do processo dos exames", afirmou Porfírio Silva, deputado e membro da comissão parlamentar de Educação e Ciência, numa declaração no final da reunião do Secretariado Nacional do PS.
O foco do PS, sublinhou, é que a publicação das pautas das notas seja feita na sexta-feira "com rigor e com fiabilidade", o que é agora o mais importante para que alunos, famílias e professores possam "seguir em frente".
"É pensando nessas pessoas que o Partido Socialista espera que no próximo dia 17 as pautas sejam efetivamente publicadas, com todo o rigor e confiabilidade, correspondendo rigorosamente ao que cada aluno fez na sua prova e com classificação que corresponda exatamente ao que os professores classificadores viram e classificaram", apontou.
No entanto, avisou Porfírio Silva, o apuramento das responsabilidades por tudo aquilo que aconteceu "não está encerrado", não excluindo uma comissão de inquérito aos exames nacionais caso continue a "falta de esclarecimentos" por parte do Governo.
"Se isto continuar assim e a falta de esclarecimentos continuar a ser esta, nós não podemos excluir a necessidade de uma Comissão Parlamentar Inquérito para saber, efetivamente, tudo aquilo que se passou e porque é que se passou desta maneira", disse.
O deputado e dirigente socialista criticou duramente o método seguido até agora pelo ministro da Educação, de "sacudir a água do capote" sistematicamente e não assumir as suas responsabilidades: "são as escolas, são as famílias que marcaram férias de acordo com o calendário escolar que estava aprovado desde o ano passado, são os agrafadores".
"E agora, pela boca do primeiro-ministro, também são os professores os responsáveis e responsáveis com dolo, porque aquilo que o primeiro-ministro disse foi que há resistências e, portanto, há perturbação causada pelos próprios professores", acrescentou, apontando que esta declaração de Luís Montenegro "é ainda mais grave e mais surpreendente" porque "se há alguma coisa que está a funcionar neste momento, são os professores classificadores".
Vincando que o Partido Socialista não está contra que se façam reformas e que se tentem introduzir novas ferramentas tecnológicas que possam beneficiar o trabalho dos alunos e das escolas, Porfírio Silva observou, contudo, que "não há maior inimigo de uma reforma do que alguém que se diz reformador, mas é imprudente e incompetente na sua implementação".
"Esta não é uma questão tecnológica, porque foi feito um [projeto] piloto no ano passado e vemos hoje que não se tiraram lições nenhumas das dificuldades, das falhas e dos erros detetados. Isso já não é uma falha tecnológica, já não é um azar da primeira vez. É incompetência, é imprudência política, é falta de respeito pelas pessoas cujas vidas dependem desse trabalho", garantiu.
"Neste momento, o que é importante é que no dia 17 as pautas sejam publicadas, com rigor, com fiabilidade, e isso possa permitir aos alunos, às famílias e aos professores seguir em frente. A seguir teremos de entrar numa fase de escrutínio da responsabilidade política", concluiu o deputado e dirigente socialista.”
- 2026-07-16 “Estado da Nação: Primeiro-ministro falha nos momentos críticos do país — No debate sobre o Estado da Nação, José Luís Carneiro garantiu que o país "está pior do que estava há dois anos" e comentou que "a nação tem o sentimento de que, por vezes, não encontra o Estado, o Estado não encontra o Governo e as oposições não encontram um primeiro-ministro para liderar, coordenar e comandar politicamente o Governo".
Criticando o primeiro-ministro por ter ido assistir a um jogo do Mundial de Futebol, nos Estados Unidos da América, quando se instalou o caos por causa da correção dos exames nacionais, José Luís Carneiro admitiu que esperava "uma palavra de responsabilidade e um pedido de desculpa às famílias e aos jovens". No entanto, o país assistiu a "uma palavra de leviandade num festival de música que não foi capaz de reconhecer os graves erros na avaliação e na classificação dos nossos alunos", lamentou.
O Secretário-Geral do PS desafiou o primeiro-ministro a esclarecer se amanhã, como esperado, as classificações serão publicadas e terão "o rigor que devem ter", suscitando a confiança das famílias e dos alunos. No entanto, se isso não acontecer, José Luís Carneiro quer apurar se haverá algum plano de contingência "para garantir confiança neste momento fundamental" para os jovens.
Governo demonstra insensibilidade e incompetência
O líder do Partido Socialista acusou Luís Montenegro de "falhar nos momentos críticos fundamentais do país", como aconteceu nas crises em 2025, "em que a insensibilidade não foi capaz de fazer com que cancelasse uma festa da AD para servir o país quando este ardia".
O primeiro-ministro mostrou também "insensibilidade e incompetência para responder às tempestades" do início deste ano, atacou José Luís Carneiro, frisando que todas as dúvidas foram eliminadas com a publicação do relatório da Presidência da República e com a "confissão da ex-ministra da Administração Interna", quando admitiu que o Governo não estava preparado e não tinha competência nem meios para responder às tempestades.
Deixando críticas à atuação do Governo da AD em áreas como a habitação e a saúde, José Luís Carneiro assinalou que está planeado para agosto "um grande número" do Executivo para "apresentar as 26 mil casas que foram planeadas, projetadas e cujo financiamento foi preparado pelos governos do PS". O Secretário-Geral do PS pediu ao primeiro-ministro "coragem e humildade para dizer que essas casas que vão ser entregues foram planeadas, lançadas e financiadas pelos governos do PS".”
- 2026-07-16 “Governo está "descoordenado e ausente na resolução dos problemas do país" — Durante o encerramento do debate sobre o Estado da Nação, na quinta-feira, Eurico Brilhante Dias focou-se na área da educação para constatar que "décadas de confiança num sistema foram atiradas para o lixo". Para o líder parlamentar do PS, instalou-se uma "barafunda" depois da "terraplanagem do Ministério da Educação".
No caos que se instalou no país com a correção dos exames nacionais do secundário, o ministro da tutela "antes de assumir as suas responsabilidades, jogou o jogo do passa-culpas" e "até os agrafadores tinham culpa", criticou.
"No meio desta confusão, os professores deste país não vão esquecer-se que o Governo tentou que a responsabilidade fosse sua", assegurou.
Eurico Brilhante Dias constatou que, durante o debate desta tarde, saiu uma notícia que adiantava que o Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (EduQA) desmentiu o ministro da Educação e que, afinal, será necessário realizar um requerimento para poder aceder às provas após a correção. E acusou o executivo de "falta de competência".
Dirigindo-se a Fernando Alexandre, o presidente da bancada do PS assinalou que "é um homem conhecido por defender muitas das teses neoliberais", entre elas a meritocracia. "Se respeita a meritocracia, sabe que esse lugar que ocupa já não devia ser ocupado por si", atacou.
Governo assenta a estratégia numa fezada
Rotulando o Governo da AD com a marca da "insensibilidade", Eurico Brilhante Dias garantiu que o executivo "assenta a sua estratégia numa fezada, com amuletos de pouca eficácia, onde a cada problema surge uma desculpa".
"O Governo da AD anda a jogar às escondidas com os portugueses nas tempestades, no apagão, nos incêndios, na barafunda dos exames nacionais, na morte trágica na sequência da greve do INEM, ou na execução do PRR", enumerou.
Citando o social-democrata Aníbal Cavaco Silva, o líder parlamentar do PS asseverou que "um Governo que, passados seis meses, se desculpa com o Governo anterior, passa a si próprio um atestado de incompetência".
No final da sua intervenção, Eurico Brilhante Dias avisou que "a vida dos portugueses não é um jogo de casino – nem podemos depender de quem acha que vai ter sorte ao jogo" – e comentou que "há cada vez mais portugueses a perceber que só com o PS voltarão a ter um Governo que governe para todos".”
- 2026-07-16 “Portugal está pior: PS aponta falhanços do Governo na saúde, economia, habitação e educação — No final da reunião da Comissão Política Nacional, realizada esta quarta-feira à noite, André Moz Caldas defendeu que o balanço antecipado do Estado da Nação confirma o falhanço da ação governativa em áreas essenciais, reafirmando o PS como uma alternativa credível para o país.
O dirigente socialista sustentou que a avaliação feita pelo PS coincide com a perceção dos portugueses, referindo que os mais recentes estudos de opinião apontam para um sentimento de degradação da situação nacional.
"A perspetiva da Comissão Política Nacional não é diferente da da maioria dos portugueses, pelo menos de acordo com o estudo de opinião hoje conhecido: o país está pior do que estava há um ano", afirmou Moz Caldas, salientando que os cidadãos identificam a saúde como o principal problema do país, seguindo-se o próprio Governo e, em terceiro lugar, o custo de vida.
"O Governo que devia ser fonte de soluções, é visto pelos portugueses como um dos principais problemas do país", vincou.
Na declaração aos jornalistas, o membro do Secretariado Nacional do partido fez um balanço particularmente crítico da ação governativa, sustentando que o executivo da AD não só falhou sucessivamente na resposta às principais crises nacionais como está a apresentar resultados aquém dos alcançados pelos governos do PS.
"O Governo, efetivamente, falhou. Falhou na gestão das crises: o ano passado no apagão e dos fogos rurais. No início deste ano, nas tempestades. Falhou na saúde. Falhou na economia, apresentou-se a eleições com um cenário económico fantasioso e agora celebra resultados inferiores aos dos governos socialistas que tanto criticavam. Falhou na habitação, contribuindo para a aceleração dos preços das casas e das rendas. Falhou na mitigação dos efeitos da inflação e do aumento do custo de vida. Está a falhar clamorosamente na educação", prosseguiu.
Salientou depois que a dimensão destes problemas demonstra uma falha de liderança política ao mais alto nível, deixando claro que "um falhanço tão transversal não é responsabilidade dos ministros individualmente", mas antes "é consequência da falta de liderança e de coordenação do primeiro-ministro".
André Moz Caldas acusou ainda Luís Montenegro de não assumir plenamente as responsabilidades inerentes ao cargo.
"Ausente ou em silêncio em momentos críticos, o primeiro-ministro não tem estado à altura da responsabilidade da função", atirou.
Perante este cenário, garantiu que o Partido Socialista continuará a exercer uma oposição exigente, centrada na apresentação de soluções para os portugueses.
"O Governo continuará a tentar lançar as culpas para terceiros, a desviar as atenções e estender cortinas de fumo. O PS continuará a fazer oposição responsável e firme e a apresentar-se como alternativa de confiança para os portugueses", assegurou.
PS condena declarações de Montenegro sobre os exames nacionais
Na mesma ocasião, Moz Caldas deplorou as declarações feitas no dia anterior por Luís Montenegro, a propósito dos sucessivos problemas que se têm registado no processo de correção dos exames nacionais, considerando que representam "uma falta de respeito para com os professores".
O dirigente socialista afirmou que o chefe do Governo insinuou que os docentes poderiam ter contribuído deliberadamente para prejudicar alunos e famílias, classificando essa atitude como inaceitável.
Defendeu ainda que, apesar de divergências passadas entre o PS e os professores, os socialistas nunca colocaram em causa o profissionalismo da classe.
Questionado sobre a possibilidade de uma comissão parlamentar de inquérito ao processo dos exames nacionais, André Moz Caldas explicou que o partido entende que este instrumento de fiscalização não deve ser banalizado.
Não excluindo totalmente essa possibilidade, assinalou que existem ainda outros mecanismos parlamentares e institucionais que podem ser acionados para apurar responsabilidades.
O dirigente socialista garantiu igualmente que o PS não tomará qualquer iniciativa que possa perturbar o desenrolar do processo antes da divulgação das classificações, manifestando o desejo de que as pautas possam ser publicadas na sexta-feira, permitindo aos estudantes conhecer os seus resultados e prosseguir com serenidade o percurso escolar e académico.”
- 2026-07-16 “Professores não são responsáveis pelo caos criado pela leviandade do Governo — "A responsabilidade não é dos professores, não é das famílias, não é dos jovens, a responsabilidade reside exclusivamente em decisões políticas do Governo de desmantelar o Ministério da Educação", acusou o socialista em declarações à comunicação social depois de o ministro Fernando Alexandre ter acusado publicamente, mais uma vez, os professores pela situação.
Vincando que se trata de uma "situação da maior gravidade", Marcos Perestrello lamentou que o primeiro-ministro e o ministro da tutela responsabilizem os professores pelo "caos que o Governo lançou sobre a classificação dos exames" e sublinhou que "há vários professores a afirmarem publicamente que não foram chamados a classificar exames".
O parlamentar acusou mesmo o executivo de "leviandade": "O caos lançado sobre os exames, que põe em causa a confiança no sistema, foi lançado pela leviandade do Governo, que desmantelou as estruturas do Ministério da Educação, reduzindo-as a metade, que ignorou os problemas negativos que o teste-piloto de Filosofia do ano passado revelou".
"O Partido Socialista tudo fará para pressionar e forçar o Governo a encontrar uma solução para o problema que o próprio Governo criou", assegurou.
Ministro devia ter apresentado plano de contingência
Salientando que "o sistema de classificação dos exames tem funcionado, nas últimas décadas, como um relógio suíço", Marcos Perestrello comentou que o "ministro da Educação devia ter sido capaz de apresentar um plano de contingência para resolver o problema", o que não aconteceu.
E também dirigiu críticas às palavras de Luís Montenegro, que, "depois de mais de uma semana de silêncio, incapaz de dirigir uma palavra aos alunos, às famílias e aos professores, veio também ele lançar a responsabilidade sobre os professores".
O primeiro-ministro disse ainda que "o país precisa de arriscar para evoluir". Ora, garantindo que o que se passa na classificação dos exames "não é arriscar", o deputado do PS aconselhou Luís Montenegro a não pôr em causa e a não jogar "com a vida dos portugueses em momentos-chave fundamentais para o futuro dos nossos jovens".”
- 2026-07-14 “COMUNICADO — O Partido Socialista recebeu com profunda preocupação a notícia da detenção de Domingos Simões Pereira, Presidente da Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau.
Os profundos laços históricos de amizade e cooperação que unem Portugal e a Guiné-Bissau justificam que o Partido Socialista acompanhe com particular atenção a evolução da situação naquele país. Fá-lo no mais escrupuloso respeito pela soberania da Guiné-Bissau e pela autonomia das suas instituições, mas também tendo presente os princípios do Estado de direito democrático, da legalidade e da proteção dos direitos fundamentais, valores que orientam as relações entre ambos os países.
Neste contexto, o Partido Socialista apela a que sejam plenamente respeitados todos direitos, a dignidade e a integridade física de Domingos Simões Pereira, em conformidade com a Constituição da Guiné-Bissau e com as obrigações internacionais assumidas pelo Estado guineense.
No mesmo sentido impõe-se que sejam desenvolvidos todos os esforços para preservar a paz, a democracia e o regular funcionamento das instituições democráticas.
Apelamos ainda à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) para que aja com a máxima urgência, monitorize de perto esta crise e exerça a pressão diplomática necessária para assegurar a normalidade democrática na Guiné-Bissau.”
- 2026-07-13 “Governo está a transformar a crise numa "oportunidade fiscal" e a agravar ainda mais o custo de vida dos portugueses — "O Governo transformou uma crise geopolítica numa oportunidade fiscal. O Estado não pode ser o único que ganha quando todos os outros perdem", repudiou o secretário nacional André Moz Caldas, em conferência de imprensa na sede nacional do partido, em Lisboa.
"Mas há uma coisa mais grave, uma coisa que o Governo tem omitido e escondido dos portugueses. O Governo da AD aumentou os impostos sobre os combustíveis e mantém esse aumento hoje ao fim de cinco meses de agravamento dos preços", apontou o dirigente socialista.
O Governo de Luís Montenegro, criticou ainda, "recusa alterar as suas projeções para a inflação" e "limita-se a esperar, passivamente, que o conflito no Médio Oriente termine e que o problema se resolva por si".
Recordando que os socialistas já levaram ao Parlamento, mais do que uma vez, propostas para reduzir os impostos sobre os combustíveis, que foram rejeitadas, Moz Caldas defendeu que "é ao Governo que cabe agir neste momento".
"O PS não exclui, contudo, retomar iniciativas na frente parlamentar se o Governo continuar a não responder aos problemas do aumento do custo de vida com que os portugueses e as portuguesas se confrontam", disse.
O membro da direção do PS acentuou que "o Governo limita-se a não agir, mantém os impostos que os portugueses pagam por litro exatamente no mesmo valor do início da crise em março deste ano".
"Hoje, os portugueses pagam mais cerca de 6,2 cêntimos de impostos por cada litro de gasolina e mais 9,7 cêntimos de impostos por cada litro de gasóleo do que pagavam quando este Governo iniciou funções em 2024", contabilizou, reiterando que "os portugueses estão pior, mas o Governo está a ganhar cada vez mais dinheiro com os impostos sobre os combustíveis".
Acesso de membros do Ministério da Educação aos exames nacionais exige explicação
Na conferência de imprensa, André Moz Caldas exigiu também esclarecimentos ao Governo sobre o noticiado acesso de membros do Ministério da Educação aos exames nacionais, que pode pôr em causa a "credibilidade do processo", considerando que, se esses esclarecimentos não forem prestados de forma cabal, será "cada vez mais inevitável" um inquérito parlamentar.
"Quanto às questões dos exames, aquilo que veio a público ontem numa reportagem de um canal de televisão deixa-nos particularmente alarmados. Ao que parece, o senhor ministro, o senhor secretário de Estado e o pessoal dos respetivos gabinetes tiveram acesso ao espaço em que estão concentradas as provas de exames", observou.
O dirigente socialista salientou que, face à gravidade do que foi noticiado, o PS aguarda por um "desmentido da parte do Ministério da Educação" em relação ao que foi noticiado na reportagem, considerando que se isso não acontecer "está irremediavelmente quebrada à confiança no processo de avaliação dos exames".
"Precisamos de saber se todo este pessoal assinou declarações relativamente aos impedimentos, como é obrigatório para todos aqueles que manuseiam as provas de exames nacionais e, acima de tudo, é preciso compreender por que razão é que foram violadas as regras de confidencialidade que estão associadas ao processo, uma vez que este pessoal não está legalmente habilitado para contactar com estas provas", vincou.
Para André Moz Caldas, "não está em causa apenas se os exames vão estar corrigidos a tempo ou não", mas "toda a credibilidade do processo de correção de exames e toda a transparência".
"Por isso é cada vez mais inevitável que o PS se aproxime do acompanhamento de medidas de inquérito parlamentar se o Governo não responder cabalmente a todas as inquietações que as famílias portuguesas, os estudantes e os professores neste momento estão a viver", enfatizou.”
- 2026-07-13 “Exames nacionais: José Luís Carneiro exige explicações ao Governo e admite avançar com inquérito parlamentar — José Luís Carneiro defendeu, este sábado, que o Governo da AD deve assumir responsabilidades perante alunos, famílias, professores e escolas, não afastando a possibilidade de o PS propor uma Comissão Parlamentar de Inquérito, caso os esclarecimentos se mostrem insuficientes.
À margem do Congresso Federativo do PS de Braga, em Vieira do Minho, o líder socialista classificou como "gravíssimos" os problemas conhecidos nas últimas horas, referindo situações em que professores receberam provas de disciplinas diferentes daquelas que devem avaliar e denúncias de orientações para que exames incompletos fossem classificados.
"Quero neste momento pedir responsabilidades ao primeiro-ministro. O primeiro-ministro não pode continuar a desvalorizar aquilo que é um assunto muito grave para milhares de pessoas", afirmou o líder socialista, considerando que estas ocorrências colocam em causa "a fiabilidade do processo", constituindo ainda "uma fraude no processo de avaliação".
O Secretário-Geral criticou igualmente a resposta do executivo às dificuldades verificadas, defendendo que o problema não se resolve através do pagamento de horas extraordinárias aos docentes encarregues da correção dos exames.
"Estou a chamar o primeiro-ministro para explicar como é que vai garantir a fiabilidade do processo. Os professores não estão à venda. Como é que vai garantir a fiabilidade e a confiabilidade deste processo? Porque o que se passa é demasiadamente grave e todos os portugueses têm de ter consciência disto", declarou.
José Luís Carneiro deplorou ainda a falta de sensibilidade do Governo da AD perante uma situação que afeta milhares de estudantes, precisamente numa fase decisiva do seu percurso académico.
Milhares de candidaturas ao ensino superior podem estar em risco
Para o Secretário-Geral socialista, as falhas conhecidas colocam em causa a confiança na escola pública e podem ter consequências sérias para os candidatos ao ensino superior, alertando para o risco de um elevado número de pedidos de reapreciação das provas e para a necessidade de assegurar que todo o processo decorra com transparência e rigor.
Perante tal situação, avisou: "Não podemos deixar de parte a hipótese de uma Comissão de Inquérito, porque as circunstâncias são demasiadamente graves, particularmente para milhares de famílias, milhares de alunos, que andaram doze anos a preparar as suas candidaturas e o seu futuro percurso profissional".
José Luís Carneiro sustentou que o executivo deve reconhecer os erros e explicar o que falhou, defendendo que essa é a única forma de restaurar a confiança dos portugueses.
Advertiu ainda que a divulgação das classificações, prevista pelo Governo para sexta-feira, 17 de julho, não elimina as dúvidas existentes sobre a robustez do processo, considerando que persistem incertezas quanto à avaliação de muitos alunos e às respetivas candidaturas ao ensino superior.
Na sua intervenção, o líder do PS apelou diretamente ao primeiro-ministro para que assuma responsabilidades políticas pela situação.
"Tem de meter a mão na consciência", rematou.”
- 2026-07-13 “Congressos federativos: PS reforça alternativa ao Governo e define prioridades para o desenvolvimento do país — Depois de participar nos congressos de Viana do Castelo, Braga, Algarve, Portalegre e FAUL, José Luís Carneiro sublinhou que o Partido Socialista está a construir um projeto de governação assente na participação dos autarcas, dos dirigentes, dos militantes e da sociedade civil, recusando tanto a política de propaganda como a lógica da divisão.
No encerramento do Congresso da Federação da Área Urbana de Lisboa (FAUL), o Secretário-Geral considerou que os sucessivos ataques dirigidos ao PS pelo partido que suporta o Governo demonstram que os socialistas estão "no caminho certo para afirmar uma alternativa e para servir Portugal".
"O Partido Socialista está de novo a reconstituir uma grande esperança no futuro do nosso país", salientou, defendendo que essa alternativa está a ser construída "com as comunidades locais", através de prioridades claras e de "uma hierarquia de respostas para os problemas dos portugueses".
O líder do PS reiterou que o partido não pretende antecipar um programa de Governo completo, mas está já a definir as suas linhas orientadoras.
"Não temos pressa, mas não podemos perder tempo na construção dessa alternativa", vincou, apelando ao envolvimento de todos os socialistas nesse trabalho coletivo.
José Luís Carneiro destacou ainda a forte participação registada ao longo dos congressos federativos, considerando particularmente significativo o envolvimento de muitos jovens, mulheres, militantes e simpatizantes, sinal de "um partido vivo e empenhado em reconstruir uma relação de confiança com a sociedade civil".
Do Alto Minho ao Algarve: uma estratégia para todo o país
Ao longo deste percurso, o PS foi também assumindo compromissos concretos adaptados às necessidades de cada território.
Em Viana do Castelo, defendeu um Pacto Nacional para o Desenvolvimento do Alto Minho, centrado na mobilidade, no reforço do Serviço Nacional de Saúde (SNS), na habitação, na economia do mar e na cooperação com a Galiza.
Em Braga, reafirmou a aposta na inovação, na ciência, na tecnologia e na competitividade empresarial como motores do crescimento económico e da criação de emprego qualificado.
Já no Algarve, os socialistas colocaram a habitação, a saúde e os recursos hídricos no centro das prioridades regionais, com José Luís Carneiro a defender um programa de habitação dirigido à classe média e aos jovens e a continuidade de investimentos estratégicos como a dessalinizadora, considerada "essencial para responder aos desafios das alterações climáticas".
Em Portalegre, o Secretário-Geral apresentou uma visão de desenvolvimento territorial baseada na celebração de contratos regionais de desenvolvimento, assumindo como prioridades o reforço das infraestruturas rodoviárias e ferroviárias, o investimento no setor agroalimentar e a conclusão da Escola da Guarda Nacional Republicana, projeto que classificou como "uma questão de honra".
Também na Área Urbana de Lisboa, o líder socialista insistiu em colocar a habitação no centro da agenda política, defendendo um Plano Metropolitano que permita aumentar a construção e a reabilitação habitacional, de modo a garantir o acesso a casas a preços acessíveis para as famílias e para os jovens.
Alternativa responsável construída no diálogo
Durante os congressos federativos do PS do fim de semana, José Luís Carneiro voltou igualmente a dirigir críticas ao Governo da AD, acusando-o de falhar em todas as áreas essenciais para o país.
O Secretário-Geral do PS sustentou ainda que o executivo tem recusado as propostas socialistas para áreas estruturais como a habitação, o novo aeroporto de Lisboa ou a TAP, entre muitas outras, sublinhando que o partido tem procurado apresentar alternativas responsáveis sempre que aponta falhas à atuação da equipa chefiada por Luís Montenegro.
Com este ciclo de congressos federativos, o Partido Socialista afirma-se como uma força política mobilizada para construir uma alternativa de Governo, ancorada no diálogo com os territórios, na valorização das pessoas e na definição de prioridades que respondam aos desafios do desenvolvimento, da coesão social e da qualidade de vida dos portugueses.”
- 2026-07-10 “PS acusa AD de agravar crise da habitação com rendas mais altas e despejos mais fáceis — Falando aos jornalistas, à margem da inauguração da nova sede da Federação Regional do Baixo Alentejo do PS, José Luís Carneiro advertiu que as alterações ao Novo Regime do Arrendamento Urbano (NRAU) colocam em causa o equilíbrio que deve existir entre proprietários e arrendatários.
Na ocasião, o Secretário-Geral socialista reconheceu a importância de garantir "segurança e previsibilidade para quem arrenda os seus imóveis", contrapondo, porém, que essa proteção não pode ser alcançada à custa das pessoas mais frágeis.
"É preciso cuidar, particularmente, das populações mais idosas e mais frágeis, que vivem nos grandes centros urbanos, nomeadamente na Grande Lisboa e no Grande Porto, que não podem e não devem ser confrontadas com alterações estruturais que coloquem em causa o mínimo de dignidade com que as pessoas devem viver", avisou, apontando que as novas regras visam, na prática, "facilitar os despejos".
Na sequência destas declarações, André Moz Caldas reforçou, esta sexta-feira, em Lisboa, a oposição socialista ao diploma, criticando tanto o seu conteúdo como a opção do Governo por recorrer a uma autorização legislativa, impedindo assim uma discussão aprofundada na Assembleia da República, em sede de especialidade.
O dirigente do PS alertou que, num contexto em que os preços do arrendamento continuam em máximos históricos, a antecipação do fim do travão às rendas dos novos contratos eliminará o principal mecanismo de moderação criado pelo programa Mais Habitação, transformando esta alteração "num estímulo ao aumento dos preços".
Acrescentou ainda que a possibilidade de exigir três rendas antecipadas e cauções sem limite legal dificultará ainda mais o acesso ao mercado de arrendamento, enquanto o novo regime para os contratos anteriores a 1990 poderá traduzir-se em aumentos abruptos das rendas e em maior incerteza para muitos inquilinos idosos.
Moz Caldas fez, contudo, uma distinção relativamente ao encurtamento do prazo dos despejos por incumprimento, considerando positiva a simplificação do procedimento "quando o despejo é efetivamente devido".
"O Partido Socialista não defende o incumprimento", enfatizou, deixando claro que o PS reconhece que a morosidade dos processos constitui um problema para as senhorias e para a confiança no mercado.
O dirigente socialista questionou ainda a oportunidade política do anúncio do diploma antes das férias parlamentares, uma vez que este apenas poderá ser discutido em setembro, admitindo que o PS poderá recorrer aos mecanismos parlamentares de apreciação, caso o Governo mantenha a opção pela autorização legislativa.
O programa Mais Habitação, aprovado em 2023 pelo anterior executivo socialista, constituiu o maior pacote legislativo de habitação em democracia, assentando numa estratégia que conciliava o apoio às famílias, a proteção dos senhorios e o reforço da oferta habitacional.
Entre as medidas implementadas destacavam-se o apoio extraordinário à renda para agregados com elevada taxa de esforço, a bonificação dos juros do crédito à habitação, o travão ao aumento das rendas nos novos contratos, a garantia pública de rendas para proteger simultaneamente senhorios e inquilinos, incentivos fiscais ao arrendamento de longa duração, mecanismos de proteção dos contratos anteriores a 1990 e instrumentos para reforçar a construção de habitação acessível.
O contraste entre os dois modelos é evidente: enquanto o Mais Habitação procurou responder simultaneamente às necessidades das famílias, dos proprietários e da oferta habitacional, o pacote agora apresentado pelo executivo de Luís Montenegro centra-se na facilitação dos despejos, no agravamento das exigências financeiras de acesso ao arrendamento e na eliminação de mecanismos que limitavam os aumentos das rendas.
Apesar de o Governo da AD ter passado os últimos dois anos a anunciar a revogação do Mais Habitação, várias das medidas que foram implementadas pelos socialistas demonstraram eficácia, designadamente com o apoio extraordinário à renda a abranger centenas de milhares de famílias e a bonificação dos juros do crédito à habitação a proteger a classe média durante o período de maior subida das taxas de juro.”
- 2026-07-10 “PRR: José Luís Carneiro exige garantias para proteger investimentos municipais — À margem da inauguração da nova sede da Federação Regional do Baixo Alentejo do PS, em Beja, José Luís Carneiro afirmou, esta quinta-feira, que "o Governo deve reunir e estabelecer compromissos claros com a Associação Nacional dos Municípios, tendo em vista garantir que os investimentos que estavam contratualizados e planeados ao abrigo do PRR tenham continuidade de financiamento futuro, desejavelmente com as mesmas taxas de comparticipação".
O líder socialista alertou para a crescente preocupação manifestada por autarcas de todo o país quanto ao futuro destes investimentos, sublinhando que a falta de garantias financeiras poderá levar alguns municípios a abandonar projetos já previstos ou em execução.
"Tenho sentido muitos autarcas do país preocupados com o futuro de muitos desses investimentos", mas também com "vontade de desistirem e se desresponsabilizarem em termos de garantias financeiras futuras", avisou.
José Luís Carneiro advertiu igualmente que essa situação teria consequências negativas para os territórios e para a concretização de equipamentos públicos, salientando que, se tal acontecer, "poderá haver muitos equipamentos por todo o país que ficarão meio concluídos e meio por concluir".
Perante este cenário, o Secretário-Geral exigiu que o executivo assegure estabilidade e previsibilidade às autarquias, garantindo a continuidade dos projetos já aprovados e evitando que o fim do PRR comprometa investimentos estratégicos para o desenvolvimento local.
"É preciso que o Governo dê garantias claras aos autarcas de todo o país, por intermédio da ANMP, de que haverá financiamento no futuro quadro comunitário, nos mesmos termos que estava previsto no PRR", insistiu.”
- 2026-07-10 “Data para notas dos exames também é "dia de avaliação" para Luís Montenegro — "O ministro da Educação já chumbou na época normal, que estava agendada para o dia 14, já só lhe resta a época de recurso, que será no dia 17. Mas esse dia é um dia de avaliação não apenas para o ministro, mas também para o primeiro-ministro", afirmou o dirigente socialista, em declarações aos jornalistas, na sede do partido, em Lisboa.
Questionado sobre as declarações de Luís Montenegro à SIC, na noite de quinta-feira, durante o festival NOS Alive, sobre a situação grave que se vive na educação, disse estranhar o contexto escolhido e usou da ironia.
"Não deixa de ser impressionante que a comunicação social agora só encontra o primeiro-ministro em 'flash interview' de jogos de futebol e em festivais", criticou.
Para André Moz Caldas, "o problema é muito profundo" e é preciso ver "se não está relacionado com o desmantelamento das estruturas do Ministério da Educação que o ministro Fernando Alexandre empreendeu".
"E se não há riscos colocados também no concurso nacional de acesso ao ensino superior e a abertura do ano letivo", acrescentou.
Sobre os números avançados na véspera pelo Governo de que 75% dos exames já estão corrigidos, o dirigente socialista lembrou que "cada ponto percentual de provas de exame nacional por corrigir são três mil provas".
"Portanto, com os números de ontem [quinta-feira], não podemos estar tranquilos de maneira nenhuma", sublinhou.”
- 2026-07-09 “Exames nacionais: José Luís Carneiro lamenta "insensibilidade atroz" do primeiro-ministro perante uma crise "como não há memória" — Falando aos jornalistas à margem da iniciativa ´Rota pela Economia do Mar', em Algés, José Luís Carneiro sublinhou que este é "um assunto demasiado grave, que afeta milhares de alunos e milhares de famílias", criticando o responsável máximo do Governo por "até agora e incompreensivelmente" não dar "uma palavra de tranquilidade, de confiança, às famílias".
Em causa estão as falhas identificadas durante o processo de avaliação dos cerca de 300 mil exames nacionais do 11º e 12º anos, que levaram o Governo a adiar as datas de divulgação dos resultados da 1º fase, assim como o calendário das provas da 2ª fase.
"O ministro da Educação disse ontem [quarta-feira] que estava satisfeito porque havia apenas 7% de falhas nos exames nacionais. 7% de falhas são mais de 21 mil provas que não têm para já solução em relação à classificação dos exames", apontou o líder socialista, salientando que a responsabilidade pela gravidade do que se está a passar cabe, em primeiro lugar, a quem chefia o Governo.
"O primeiro-ministro mostra uma insensibilidade atroz na forma como desconsidera matérias de uma grave condição para aquilo que é a vida das famílias. Isso para mim é que é, de facto, neste momento, muito relevante", insistiu.
O Secretário-Geral do PS sublinhou ainda que esta é "uma crise no modelo de avaliação" como "não há memória".
"O Presidente do Conselho Nacional de Educação afirmou que, em 30 anos que tem de vida dedicada aos modelos de avaliação e ao acompanhamento do ensino, não conhece uma crise com esta extensão e com esta profundidade", vincou José Luís Carneiro.
Solidariedade com população e autarcas de Almada
O Secretário-Geral do PS expressou ainda uma palavra "de solidariedade ao povo de Almada, à sua população, à autarca [Inês de Medeiros] e aos autarcas do município", exortando o Governo a "mobilizar todas as suas forças" para ajudar a resolver os problemas de abastecimento de água que estão a afetar o concelho.
"Hoje está prevista uma reunião entre a ministra do Ambiente e a presidente da Câmara", referiu, salientando que esta será também uma ocasião para a governante explicar as afirmações que fez, quando disse que a Câmara Municipal da Almada não se candidatou ao PTRR para fins de investimento na rede da água, o que, como notou o líder do PS, "não corresponde à verdade".
"Aquilo que se pede aqui é que o Ministério do Ambiente mobilize todas as suas forças para responder a estas necessidades", apelou.
O Secretário-Geral do PS alertou também que os problemas no abastecimento de água poderão ocorrer "muitas vezes" no futuro, noutras regiões do país, defendendo que é imprescindível haver "um cuidado de gestão integrada das bacias hidrográficas".”
- 2026-07-09 “PS apresenta 30 medidas para fazer da economia azul uma prioridade estratégica para o desenvolvimento do país — O encerramento da iniciativa decorreu na manhã desta quinta-feira, no Aquário Vasco da Gama, em Algés, Oeiras, reunindo representantes da indústria alimentar ligada às pescas, da construção e reparação naval, da aquacultura, da investigação e da inovação, da navegação e dos transportes marítimos, num momento dedicado à consolidação das propostas resultantes de mais de um mês de contactos com os principais agentes da fileira, dos Açores ao continente e à Madeira.
No final deste percurso de auscultação, o Secretário-Geral do PS, José Luís Carneiro, assegurou que o trabalho desenvolvido no terreno terá continuidade na ação política dos socialistas.
"Estamos a concluir hoje o roteiro que fiz pela Economia do Mar e daremos toda a prioridade política a este tema, quer na Assembleia da República, quer na preparação das propostas políticas para servir o nosso país no futuro próximo", afirmou.
Agência Portuguesa para o Mar
Entre as principais novidades avançadas pelo líder socialista destaca-se a proposta de criação de uma Agência Portuguesa para o Mar, entidade destinada a integrar os diferentes serviços públicos ligados ao setor e a simplificar a articulação entre o Estado, as empresas, os centros de investigação e os restantes agentes da economia azul.
Trata-se, salientou José Luís Carneiro, de uma estrutura que permitirá responder de forma mais eficaz aos desafios de "um setor que representa cerca de 4% da riqueza produzida em Portugal e aproximadamente 4% do emprego nacional".
Aos jornalistas, o Secretário-Geral do PS explicou ainda que as propostas socialistas terão diferentes calendários de concretização, adiantando que algumas serão apresentadas desde já no Parlamento, enquanto outras integrarão a estratégia política do partido para o desenvolvimento do país e o programa político com que se apresentará a futuras responsabilidades governativas.
"Há propostas que temos intenção de avançar o mais rapidamente possível em sede parlamentar, mas há outras que integrarão a matriz para o desenvolvimento da economia do país (…), mas também haverá depois propostas que incluirão uma proposta política que virá a ser integrada no nosso programa político para o futuro governo do nosso país", pontualizou, minutos antes de realizar uma visita ao Aquário Vasco da Gama.
Agenda socialista para o crescimento
O conjunto de propostas apresentado pelo PS assenta numa visão integrada para o desenvolvimento da economia azul. Entre as medidas previstas contam-se a atualização da Estratégia Nacional para o Mar 2030, a criação de um Conselho Nacional para o Mar e a aprovação de uma Estratégia Nacional de Segurança Marítima.
Os socialistas advogam igualmente a revisão do enquadramento legal do espaço marítimo e dos seus recursos, bem como uma maior ambição europeia no apoio à economia azul sustentável e à cooperação marítima.
O documento propõe ainda reforçar o Fundo Azul, dar sequência ao Plano de Afetação das Energias Renováveis offshore, bem como melhorar a articulação entre as administrações portuárias. Defende igualmente medidas de apoio à indústria conserveira, designadamente na gestão das quotas de pescado, na autonomia energética e nos processos de licenciamento.
A modernização da frota e dos portos de pesca, a valorização da pesca sustentável, a atração de jovens para o setor, a integração dos trabalhadores imigrantes embarcados e a aposta na qualificação profissional ligada às atividades do mar completam um conjunto de iniciativas que pretende reforçar a competitividade de um dos setores estratégicos da economia portuguesa.
Oportunidade histórica para Portugal
A este propósito, José Luís Carneiro destacou também a importância estratégica da revisão da plataforma continental portuguesa, atualmente em apreciação nas Nações Unidas, sublinhando o impacto que essa decisão poderá ter para o futuro do país.
É que, apontou, esta revisão "permitirá que Portugal passe de 1,7 milhões de quilómetros quadrados para mais de 4 milhões de quilómetros quadrados", podendo reforçar significativamente o posicionamento internacional do país.
"Tornará Portugal uma das maiores regiões marítimas do mundo", enfatizou, considerando que este novo enquadramento representa "uma oportunidade histórica para o desenvolvimento nacional".
"Abre portas a uma imensidão de oportunidades para o país, para a economia, para o emprego, para o futuro e para o desenvolvimento sustentável", vincou o líder socialista.
Iniciada a 8 de junho, a Rota pela Economia do Mar percorreu diferentes regiões do país para ouvir empresas, trabalhadores, associações, universidades, centros de investigação e restantes intervenientes da economia azul.
Com este trabalho de proximidade, o Partido Socialista conclui um diagnóstico alargado sobre os principais desafios do setor e reafirma o compromisso de colocar a valorização do mar no centro de uma estratégia nacional orientada para o crescimento económico, a criação de emprego qualificado, a inovação e a proteção dos oceanos.”
- 2026-07-07 “PS não quer crise política e espera que Governo se concentre em dar resposta aos problemas das pessoas — Em declarações aos jornalistas no concelho de Machico, à margem de mais uma iniciativa da Rota pela Economia do Mar, o Secretário-Geral do PS manifestou estranheza pelas declarações recentes do líder do CDS-PP e ministro da Defesa, Nuno Melo, aludindo a um eventual cenário de crise política, aconselhando os partidos que suportam o Governo a dar "resposta aos problemas das pessoas".
"O Governo tem tido uma atitude relativamente incompreensível […] desde que assumiu funções há dois anos", disse, apontando que, por um lado, "promete e não cumpre", e, por outro, "quando lhe fazem o escrutínio sobre aquilo que prometeu e não cumpriu procura vitimizar-se".
José Luís Carneiro referiu, entre outras promessas não cumpridas, que o executivo liderado por Luís Montenegro "comprometeu-se em garantir respostas para a saúde", mas "os problemas têm-se vindo a agravar", assim como na área da habitação e da economia.
"Eu compreendo que o Governo queira fugir às suas responsabilidades, mas tem de as assumir e tem de governar o país, porque foi por isso que ganhou as eleições", reforçou o líder socialista.”
- 2026-07-07 “PS reafirma compromisso com uma nova estratégia para valorizar o mar e reforçar a autonomia das Regiões — Foi esta a visão reafirmada, esta terça-feira, por José Luís Carneiro, no encerramento da deslocação à Madeira integrada na Rota pela Economia do Mar, assumindo o compromisso de fazer deste setor um dos motores do crescimento do país e de aprofundar simultaneamente a participação das regiões autónomas na sua valorização.
No segundo e último dia da visita à Madeira, o líder do PS visitou o Museu da Baleia, no Caniçal, contactou com pescadores e participou numa viagem de observação da fauna e da flora na reserva natural da Ponta de São Lourenço, onde destacou o papel da ciência, da investigação e da valorização da biodiversidade na construção de uma economia mais inovadora e sustentável, apontando estas áreas como "essenciais para criar novas oportunidades de desenvolvimento".
"Temos de fazer da economia do mar uma prioridade fundamental", afirmou, recordando que foi durante a anterior governação socialista que foi aprovada uma agenda para afirmar Portugal como um país de referência neste domínio.
Perante os jornalistas, o líder socialista assinalou igualmente que a revisão da plataforma continental portuguesa em curso nas Nações Unidas poderá colocar Portugal entre os países com maior área marítima do mundo, abrindo novas oportunidades para as futuras gerações.
Por isso, criticou o Governo da AD por não ter colocado este setor entre as prioridades da sua ação.
Governo deve concretizar compromissos com a Madeira
Na presença da presidente do PS/Madeira, Célia Pessegueiro, José Luís Carneiro anunciou que pretende incluir a economia do mar entre os pilares do projeto de interesse comum que deseja desenvolver com as regiões autónomas, fazendo deste setor "um dos esteios fundamentais da diversificação económica da Região e da criação de novas oportunidades para as mais jovens gerações".
Defendeu ainda que o executivo chefiado por Luís Montenegro deve concretizar os compromissos assumidos relativamente à ligação marítima por ferry entre a Madeira e o Continente, divulgando os estudos cuja realização foi aprovada pela Assembleia da República.
"Queremos que o Governo não faça como tem feito noutras políticas, que é fazer anúncios de planos e de pacotes – já foram 26 pacotes de medidas – que, depois, nunca passam dos 'Power Points'", exigiu, acrescentando que chegou a hora de o Governo da República "mostrar como é que pretende implementar essa proposta com a qual se comprometeu".
Relativamente às pescas, o Secretário-Geral defendeu o reforço dos apoios aos combustíveis, a mobilização de financiamento para modernizar as embarcações, sobretudo ao nível da segurança e da operação, garantindo que o Partido Socialista continuará a acompanhar a questão das quotas pesqueiras, designadamente do atum, nos parlamentos nacional e europeu.
Mais autonomia para valorizar os recursos do mar
No primeiro dia da deslocação à Madeira, o líder socialista tinha já apresentado uma das propostas estruturantes desta estratégia, durante a visita à Estação de Biologia Marinha do Funchal, defendendo que uma futura revisão constitucional deverá permitir uma maior participação das regiões autónomas dos Açores e da Madeira na gestão dos recursos do mar.
"Na futura revisão da Constituição, no domínio da autonomia das regiões autónomas, deveremos encontrar instrumentos para que estas participem mais ativamente na valorização dos recursos do mar e também nos benefícios dessa mesma gestão", enfatizou.
Na mesma ocasião, recordou que a economia do mar representa atualmente cerca de 4% da riqueza nacional e mais de 4% do emprego, considerando "incompreensível que não esteja no centro das prioridades políticas do Governo".
Sustentou, assim, o reforço do investimento na investigação científica e na inovação, sublinhando que centros como a Estação de Biologia Marinha do Funchal constituem um exemplo da ligação entre conhecimento e desenvolvimento económico.
José Luís Carneiro reafirmou também o papel estratégico da Madeira e dos Açores nesta visão para o país, considerando que ambas as regiões representam "uma porta de entrada do mundo em Portugal e na Europa" e defendendo que o seu potencial deve ser plenamente integrado numa estratégia nacional para a economia do mar.”
- 2026-07-06 “José Luís Carneiro exige que primeiro-ministro peça desculpa por "situação grave" nos exames nacionais — "O ministro da Educação e o Governo permitiram que se instalasse o caos nas escolas e, mais grave do que isso, o ministro faltou à sua responsabilidade na Assembleia da República, porque procurou esconder a gravidade do que estava a passar", apontou José Luís Carneiro, no sábado, à margem do Congresso da Federação socialista do Porto.
O líder socialista comentou assim o anúncio, pelo ministro Fernando Alexandre, das alterações ao calendário de exames e do adiamento dos resultados devido às falhas no processo informático, levando a que alguns docentes não tivessem ainda recebido as provas para avaliar.
Uma situação que José Luís Carneiro considerou "absolutamente grave", criticando a "total insensibilidade" do Governo face ao "caos instalado num dos momentos mais vitais da vida das famílias", e repudiando as declarações do ministro Fernando Alexandre, que procurou culpar os diretos das escolas, os professores e até os pais, pelo facto de terem programado as suas férias, , quando estes o fazem "contando que o Governo cumpra o seu dever".
"Eu, se fosse primeiro-ministro, nesta altura já tinha vindo pedir desculpa às famílias portuguesas", disse.
"Isto é de uma grande gravidade e eu exijo ao primeiro-ministro que peça desculpa às famílias, que peça desculpa aos professores e que peça desculpa às escolas deste país", reforçou o líder socialista.
PS ao lado dos portugueses que estão a passar por momentos difíceis
Sobre os incêndios e a situação de calor extremo que está a atingir o pais, José Luís Carneiro manifestou também "solidariedade e apoio a todos os esforços que estão a ser feitos por parte das forças e serviços de segurança, os bombeiros portugueses e às populações".
"O PS está ao lado daqueles que estão a passar por momentos muito difíceis", afirmou.”
- 2026-07-06 “PS reforça alternativa para responder aos desafios do país — No final da jornada de sábado, o Secretário-Geral do PS sublinhou o ambiente vivido nos congressos e reforçou a confiança na capacidade do partido para responder aos principais desafios do país.
"Estive nos Congressos Federativos Distritais do Porto, de Setúbal e de Leiria. Em todos encontrei a mesma convicção: há um Partido Socialista unido, com energia, ideias e vontade de construir uma alternativa séria para Portugal", afirmou, vincando ser "desta diversidade de pessoas, experiências e territórios que nasce a força dos socialistas".
Afirmando terminar um dia de muito trabalho "ainda mais confiante", assegurou que continuará "a percorrer o país, a ouvir as populações e a apresentar respostas para os desafios da economia, da habitação, da coesão territorial, da descentralização e das alterações climáticas".
"É com trabalho, proximidade e sentido de responsabilidade que construiremos um futuro melhor para Portugal", enfatizou.
Porto: Regionalização e desenvolvimento
A primeira etapa da jornada do passado dia 4 decorreu no Congresso Federativo do Porto, em Vila do Conde, onde José Luís Carneiro reafirmou que o Partido Socialista está comprometido com uma estratégia clara de descentralização.
Nesse contexto, assumiu como prioridade política voltar a colocar a regionalização no centro do debate nacional, defendendo que os portugueses devem ser chamados a pronunciar-se sobre esta reforma estrutural.
Perante os congressistas, José Luís Carneiro apelou ainda aos militantes para estarem preparados para aprofundar "o esforço e o percurso da descentralização", um instrumento essencial para aproximar as decisões dos cidadãos e reforçar o desenvolvimento económico, social e territorial.
Ao mesmo tempo, criticou a atuação do Governo da AD em áreas fundamentais, apontando falhas na habitação, educação, saúde e economia, contrapondo ainda uma visão assente no crescimento económico, na valorização dos jovens, na modernização tecnológica, na competitividade e na criação de mais riqueza.
Relativamente à saúde, o líder do PS anunciou que o partido está a preparar uma proposta estruturada para modernizar o SNS, "reforçando os cuidados de saúde primários, melhorando a articulação com os hospitais e assegurando maior autonomia e responsabilização das administrações hospitalares".
Na ocasião, criticou o facto de muitos hospitais continuarem a funcionar sem planos e orçamentos atualizados, situação que, frisou, compromete a capacidade de resposta do sistema e exige uma intervenção urgente do executivo de Luís Montenegro.
Setúbal: Habitação e sustentabilidade ambiental
Já em Setúbal, o foco incidiu sobre dois dos principais desafios que se impõem ao distrito sadino: a sustentabilidade ambiental da Península de Setúbal e a necessidade de reforçar a oferta de habitação acessível no Alentejo Litoral.
Perante estes desafios, o Partido Socialista assumiu o compromisso de promover soluções modernas para a gestão de resíduos e de mobilizar todos os parceiros para responder às necessidades habitacionais, defendendo que o desenvolvimento económico só faz sentido quando é acompanhado por mais qualidade de vida, maior coesão social e igualdade de oportunidades.
Durante a sua intervenção, José Luís Carneiro recordou igualmente que, ao longo do último ano, o PS tem apresentado propostas concretas em domínios essenciais para o futuro do país, lamentando que o Governo tenha optado por ignorar contributos que poderiam servir melhor o interesse nacional.
Reiterou, por isso, que os socialistas continuarão a apresentar soluções, a fiscalizar a ação governativa e a preparar uma alternativa credível para Portugal.
Leiria: Reconstrução e resiliência
A jornada de sábado passou ainda por Leiria, onde o Partido Socialista assumiu o compromisso de transformar o distrito num território-piloto de reconstrução e resiliência climática, na sequência das tempestades e dos fenómenos meteorológicos extremos que afetaram a região no início deste ano.
A propósito, José Luís Carneiro defendeu a necessidade urgente de acelerar a reconstrução das infraestruturas, proteger as populações e reforçar o investimento na floresta, na inovação, no conhecimento e na economia, preparando o território para enfrentar os desafios das alterações climáticas e criando oportunidades de desenvolvimento.
Os congressos federativos voltaram a evidenciar um Partido Socialista unido, próximo das populações e empenhado em responder às necessidades dos diferentes territórios nacionais.”
- 2026-07-06 “José Luís Carneiro critica ausência do primeiro-ministro com país em situação de alerta — Em declarações aos jornalistas, no Funchal, à margem de uma deslocação à Região Autónoma da Madeira, José Luís Carneiro disse que esperava que Luís Montenegro "tivesse os pés no país", num momento em que os portugueses enfrentam muitas dificuldades, do caos nos exames nacionais à situação de alerta devido aos incêndios, uma ausência que considerou ser "incompreensível".
José Luís Carneiro referiu que, em 2022, o então primeiro-ministro António Costa e o na altura Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, cancelaram uma deslocação oficial a Moçambique numa altura crítica de incêndios.
"Não apenas é grave não estar cá na altura em que o país está em situação de alerta, como é grave também que o primeiro-ministro não tenha uma palavra, um pedido de desculpas às famílias e, tão importante como o pedido de desculpas, explicar às famílias o que é que está a ser feito para garantir a confiabilidade e a segurança nos termos em que os alunos são avaliados para efeito de candidatura ao ensino superior", completou o líder socialista.”
- 2026-07-03 “Governo tem de desmentir declarações do PSD ou admitir que não cumpriu a lei do OE — Em resposta às declarações do deputado Hugo Carneiro do PSD sobre a aprovação do projeto de lei do PS que força o Estado a pagar o prémio salarial que devolve as propinas aos recém-formados e garante que o incentivo é acumulável com o regime do IRS Jovem, que disse que este diploma pode levar o país para uma situação de défice, António Mendonça Mendes deixou claro que "só haverá desequilíbrio nas contas públicas se o Governo incumpriu a lei quando apresentou o Orçamento do Estado".
Em declarações aos jornalistas, o socialista solicitou mesmo ao ministro de Estado e das Finanças que desminta o deputado do PSD, porque "não desmentir significa que o ministro faltou com a Assembleia da República ao não cumprir a lei" do Orçamento do Estado.
De acordo com António Mendonça Mendes, "ou o PSD veio hoje tentar alarmar os portugueses, mentindo, ou veio assumir que o Governo não cumpriu a lei".
O deputado do PS recordou que "quando o Orçamento do Estado para 2026 foi aprovado, estava em vigor o decreto-lei, aprovado no tempo do PS, que garante aos estudantes do ensino superior a divulgação das suas propinas durante os primeiros anos do mercado de trabalho".
Avisando que "não está na disponibilidade de um Governo" a opção de cumprir ou não cumprir a lei, António Mendonça Mendes reafirmou que a declaração do PSD "não é mais do que uma mentira ou um assumir de que houve um incumprimento da lei há poucos meses".”
- 2026-07-03 “É o momento de cumprir com os portugueses — No encerramento do debate agendado pelo PS sobre medidas temporárias de mitigação do custo de vida dos portugueses, o líder parlamentar socialista usou da ironia para comentar que "a direita democrática – com a extrema-direita – procura sempre uma agenda alternativa" à qual denominou "a agenda B e B, que é a agenda das burcas e das bandeiras", com o único propósito de "fugir aos problemas dos portugueses".
"Não contam com o PS para fugir aos problemas", asseverou.
PS garante pagamento do prémio salarial aos recém-formados
Entre as iniciativas legislativas que estiveram a votação, foi aprovado o projeto de lei do PS que força o Estado a pagar o prémio salarial que devolve as propinas aos recém-formados e garante que o incentivo é acumulável com o regime do IRS Jovem, apesar do voto contra de PSD, do CDS e da IL.
Com esta proposta, o PS recupera uma iniciativa já anteriormente apresentada – e rejeitada pela direita parlamentar em julho de 2025 -, para contestar o facto de o Governo continuar sem instruir a Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) a abrir o prazo para os jovens solicitarem ao fisco o pagamento do prémio que lhes é devido.
O incentivo foi criado pelo Governo do PS em 2023, por decreto-lei, para que os jovens trabalhadores – até ao ano em que fazem 35 anos – possam pedir ao Estado (via AT) a devolução das propinas como reconhecimento da conclusão da licenciatura ou do mestrado.
No projeto, o PS lembra que "o formulário eletrónico legalmente necessário para a apresentação dos requerimentos referentes aos anos de 2025 e 2026" ainda não foi disponibilizado, impedindo que "milhares de potenciais beneficiários" recebam o incentivo.
Os socialistas pretenderam, assim, que o prémio fique consagrado "em lei da Assembleia da República", para reforçar "as garantias da sua execução" e "salvar os direitos dos beneficiários que ficaram impedidos de apresentar requerimento nos anos de 2025 e 2026 por razões exclusivamente imputáveis à administração".
Para garantir que um jovem recebe o prémio e, ao mesmo tempo, continua a usufruir das regras do IRS Jovem, a bancada socialista propôs também que fique escrito que "o prémio salarial de qualificações é cumulável com o regime" do IRS Jovem.”
- 2026-07-03 “Congressos Federativos: José Luís Carneiro apresenta compromissos do PS com o desenvolvimento dos territórios — O Secretário-Geral do Partido Socialista, José Luís Carneiro, participa este sábado, dia 4, nos congressos federativos do Porto e de Setúbal, que assinalam a conclusão do processo eleitoral interno do PS e reafirmam a estratégia socialista de proximidade aos territórios, renovação das estruturas e construção de uma alternativa sólida de governação.
A primeira sessão terá lugar às 12h30, no Pavilhão do Centro Comunitário de Caxinas, em Vila do Conde, onde decorrerá o Congresso Federativo do Porto.
Ao final da tarde, pelas 19h00, o Secretário-Geral participará no Congresso Federativo de Setúbal, no Cineteatro João Mota, em Sesimbra.
Após a eleição dos novos presidentes das federações socialistas para um mandato de dois anos, este ciclo de congressos representa um momento de definição das prioridades políticas para cada distrito, através da aprovação das respetivas moções de estratégia global e da apresentação de compromissos orientados para responder aos desafios concretos de cada região.
A presença de José Luís Carneiro nestes congressos traduz a aposta do Partido Socialista na valorização das estruturas federativas e na proximidade às populações.
Responder às prioridades de cada distrito
Em cada congresso, o Secretário-Geral subscreverá um "Compromisso Prioritário para o Desenvolvimento do Distrito", documento que identifica objetivos estratégicos e medidas destinadas a potenciar o crescimento regional.
No distrito do Porto, o Partido Socialista colocará a regionalização no centro da agenda política, defendendo uma reforma estrutural do Estado que permita aproximar as decisões dos cidadãos, promover uma maior eficiência das políticas públicas e assegurar um desenvolvimento territorial mais equilibrado.
Os socialistas consideram que o atual modelo excessivamente centralizado limita o aproveitamento das capacidades económicas, científicas e empresariais da região Norte, assumindo a liderança de um processo que concretize uma reforma prevista na Constituição e sucessivamente adiada.
Já em Setúbal, o compromisso socialista articula duas prioridades fundamentais para o futuro do distrito: a sustentabilidade ambiental e o acesso à habitação.
Na Península sadina, o PS defende uma resposta estrutural para a gestão dos resíduos urbanos, através da criação da primeira Central de Valorização Energética a sul do Tejo, integrada num modelo metropolitano de gestão ambiental.
No Alentejo Litoral – onde o forte investimento económico tem agravado a pressão sobre o mercado habitacional –, os socialistas propõem a celebração de um Contrato Regional para a Promoção da Acessibilidade à Habitação, mobilizando o Estado, os municípios, a Comunidade Intermunicipal do Alentejo Litoral, o tecido empresarial e os restantes parceiros institucionais para aumentar a oferta de habitação acessível e responder às necessidades de jovens, famílias e trabalhadores.
Um ciclo de afirmação política em todo o país
Após as sessões deste sábado, José Luís Carneiro estará presente nos congressos federativos de Braga e do Algarve, a 11 de julho, encerrando a sua participação neste ciclo no Congresso da Federação da Área Urbana de Lisboa (FAUL), no dia 12.
Ao longo deste ciclo serão igualmente confirmadas as novas equipas dirigentes das federações socialistas, conjugando a continuidade de várias lideranças com a eleição de novos responsáveis.
Para o Partido Socialista, esta renovação das estruturas reforça a capacidade de mobilização política e de proximidade aos territórios, consolidando a preparação de uma alternativa de Governo para Portugal.”
- 2026-07-03 “PS quer que ministro da Educação perceba que tem de agir em vez de passar culpas — O Ministério da Educação decidiu hoje alterar o calendário da avaliação dos exames nacionais do ensino secundário, depois de o processo de correção dos exames ter ficado marcado por atrasos na disponibilização das provas para avaliação, por problemas informáticos relacionados com a classificação eletrónica e por casos de professores convocados para corrigir exames de disciplinas que não lecionam.
Ora, perante estes casos que já se sabia que estavam a acontecer, o ministro Fernando Alexandre "esteve no Parlamento há dois dias em estado de negação, desvalorizando e dizendo que muitos dos problemas que estavam a ser denunciados eram fenómenos das redes sociais", criticou.
Já hoje, o ministro da Educação "deu, pela primeira vez, um sinal de que tem de estar preparado para se ajustar à realidade, tendo mexido agora no calendário" de avaliação, notou o deputado do PS em declarações à comunicação social.
Assegurando que o Partido Socialista deseja que "essa mexida seja a última necessária", para que tudo corra bem a partir de agora, Porfírio Silva frisou que "cada ano escolar tem alguns momentos especialmente exigentes em termos organizativos", como a colocação de professores, a abertura do ano letivo e os exames nacionais. E defendeu que "em cada um destes momentos, para além de toda a máquina administrativa, é evidente que a responsabilidade política primeira é do Governo – do ministro e do primeiro-ministro".
Lamentando que o governante ache que "as responsabilidades nunca são dele", o vice-presidente da bancada socialista sustentou que "esse estado de negação é extremamente prejudicial a algo que o país precisa de ter e manter, que é a confiança num pilar da credibilidade do sistema educativo, que é precisamente o sistema de exames".
O Partido Socialista espera que o "ministro perceba que é agindo que se resolvem os problemas e não atirando as responsabilidades para outros", disse.
"Queremos que o ministro resolva os problemas e que deixe de estar distraído", asseverou Porfírio Silva.”
- 2026-07-02 “José Luís Carneiro comprova casas do PRR por entregar em Grândola — A visita surge na sequência das declarações proferidas no encerramento das Jornadas Parlamentares do PS dedicadas ao custo de vida, quando Secretário-Geral denunciou que o Governo da AD mantém casas concluídas sem as colocar ao serviço das famílias.
Perante as tentativas de desmentir estas declarações, o líder socialista optou por demonstrar no terreno aquilo que havia denunciado.
"Vi que houve uma sofreguidão para tentar desmentir aquilo que eu tinha afirmado. Como se vê, aquilo que eu tinha afirmado é factual", afirmou.
A visita contou com a presença dos deputados socialistas Nuno Fazenda e André Pinotes Batista, que têm acompanhado este processo na Assembleia da República, e do presidente da Junta de Freguesia de Azinheira dos Barros, Pedro Ruas, que explicou o impasse que continua a impedir a utilização das habitações.
Durante a deslocação, o líder do PS recordou que as dez moradias foram financiadas pelo PRR, no âmbito de decisões tomadas pelos governos socialistas, mas aguardam há cerca de dois anos que o Estado lhes dê uma utilização.
"Isto significa que as pessoas podem confiar na palavra do Secretário-Geral do PS", reforçou, voltando a confrontar o executivo de Luís Montenegro, questionando se pretende que "o povo se esqueça de que foram obras planeadas, lançadas, executadas pelos governos do PS" ou se aguarda "algum ato eleitoral" para proceder à sua entrega.
Governo conhece o problema, mas as casas continuam fechadas
"Em qualquer circunstância, isto seria inadmissível, inaceitável e merece, naturalmente, o nosso repúdio", afirmou José Luís Carneiro, sublinhando que o Governo da AD não pode alegar desconhecimento da situação, uma vez que os deputados do PS têm vindo a alertar repetidamente para o caso na Assembleia da República.
Acrescentou ainda que existem outros exemplos semelhantes no país, envolvendo não apenas habitação, mas também equipamentos sociais que continuam sem cumprir a sua função.
As dez habitações, de tipologias T1, T2 e T3, representam um investimento de cerca de 1,5 milhões de euros e destinavam-se inicialmente à autonomização de vítimas de violência doméstica e de tráfico de seres humanos.
Apesar de estarem concluídas desde outubro de 2024, permanecem encerradas, enquanto milhares de famílias enfrentam dificuldades no acesso à habitação.
Perante os jornalistas, José Luís Carneiro assinalou que o caso de Azinheira dos Barros demonstra que a verdade não se apaga com propaganda.
As casas estão concluídas e podem ser utilizadas. Na perspetiva do Partido Socialista, o que continua por cumprir é a responsabilidade do Governo da AD de colocar estes investimentos públicos ao serviço das pessoas.
O PS exige, por isso, que o executivo deixe de adiar decisões e entregue estas habitações a quem delas precisa, defendendo que, perante a crise da habitação, não há lugar para desculpas quando existem respostas já prontas e famílias à espera.”
- 2026-07-02 “Custo de vida: Medidas do Governo serviram sobretudo para propaganda — "Há cada vez mais portugueses obrigados a fazer contas impossíveis no final do mês" e é nestes momentos que "precisávamos de um Governo presente, capaz de aliviar os encargos das famílias e das empresas", mas esse é um "Governo que infelizmente não temos", sustentou o socialista durante o debate agendado pelo PS sobre medidas temporárias de mitigação do custo de vida dos portugueses.
João Torres acusou o Governo de ter encarado, "desde o início, esta crise como uma oportunidade fiscal" e assegurou que as medidas "insuficientes" que apresentou "foram tímidas e chegaram a poucos", tendo servido "sobretudo para efeitos de propaganda". E avisou que "a propaganda nunca resiste ao teste mais básico do confronto com a realidade".
"O Governo tem ficado aquém das necessidades do país", lamentou o vice-presidente da bancada do PS, admitindo que não é de surpreender, principalmente tratando-se do Executivo que "tem a mesma natureza e apoio partidário do espaço político que quis ir para além da troika, que quis cortar direitos, que quis cortar pensões e que encarou a austeridade como uma opção política".
De acordo com João Torres, "essa matriz continua hoje bem visível, porque quando surgem dificuldades, a primeira resposta do Governo é pedir que cada um resolva sozinho os seus problemas".
Governo de braços cruzados
No entanto, este debate não é só sobre o passado, é sobretudo sobre o futuro e "é por isso que o Partido Socialista volta a trazer à Assembleia propostas de carácter temporário, mas claras e que continuam por concretizar", tais como "a redução do IVA dos combustíveis, o IVA zero para bens essenciais, apoios efetivos à agricultura, às pescas, à indústria electro intensiva", enumerou o deputado.
No final da sua intervenção, João Torres comentou que "a imagem que os portugueses guardam do Governo em momentos de crise ou de dificuldade é de uma equipa de braços cruzados", que "nunca assume responsabilidades".”
- 2026-07-01 “PS denuncia que Governo não está a entregar casas prontas por aguardar "novo ciclo eleitoral" — No encerramento das jornadas parlamentares do PS, que decorreram na Área Metropolitana de Lisboa e dedicaram-se ao tema do aumento do custo de vida, José Luís Carneiro informou que lhe foi reportado que "há hoje casas prontas a habitar que estão prontas há um ano e meio".
Estranhando a decisão de o Governo da AD não as entregar, o Secretário-Geral do PS concluiu que o executivo só pode estar "à espera de um novo ciclo eleitoral, em que as casas das pessoas vão servir de cenário eleitoral para o eleitoralismo que o Governo nos habituou".
"Não são apenas casas para alojamento de emergência, mas também alojamentos destinados à jovens famílias", referiu, acusando o Governo de ter uma atitude "absolutamente inaceitável e desumana".
José Luís Carneiro adiantou que combinou com quem lhe reportou esta informação "fazer uma visita a esses mesmos edifícios que estão prontos para serem habitados para exibir ao país o ridículo", principalmente tratando-se de "um país que carece de habitação para as jovens famílias, para os mais idosos, para as mulheres vítimas de violência doméstica".
Estes edifícios "estão fechados há um ano e meio, porque o Governo quer guardar estes pequeninos trunfos, criados pelos outros, para efeitos de eleitoralismo político", criticou.
PM deve explicações sobre exames nacionais
José Luís Carneiro exigiu também ao primeiro-ministro explicações sobre o que está a falhar na correção dos exames nacionais: "O primeiro-ministro tem o dever, é um imperativo ético, é da sua maior responsabilidade explicar às famílias portuguesas o que está a falhar".
Sublinhando que "as famílias portuguesas vivem inquietas, estão ansiosas porque estão a viver uma das fases mais importantes da vida dos seus filhos", o Secretário-Geral afirmou que o PS tem recebido informações de vários diretores de escolas e professores com "situações absolutamente incompreensíveis" e que, "a confirmarem-se, é a primeira vez que acontece em relação à época nacional de exames".”
- 2026-07-01 “"Estamos a construir uma alternativa para servir Portugal" — No discurso de encerramento proferido esta terça-feira, José Luís Carneiro defendeu que os dias de trabalho no terreno confirmaram as dificuldades sentidas pelas famílias, garantindo que o PS continuará a colocar as pessoas no centro da sua ação política.
Ao sublinhar que as jornadas socialistas permitiram ouvir trabalhadores, empresários, estudantes, profissionais e instituições sociais, o Secretário-Geral do PS assegurou que o partido está focado em preparar o futuro do país.
"Não estivemos preocupados em construir uma alternativa para ganhar eleições. Estivemos e estamos concentrados em construir uma alternativa para servir Portugal. Uma alternativa séria. Credível. Consistente. Uma alternativa que coloque as pessoas em primeiro lugar", vincou.
José Luís Carneiro traçou de seguida um retrato crítico da situação económica e social do país, alertando para o agravamento do custo de vida e para o aumento do endividamento das famílias portuguesas que, enfatizou, reflete as crescentes dificuldades em suportar "despesas essenciais".
Criticou igualmente a opção do executivo de Luís Montenegro de aumentar a receita fiscal proveniente dos combustíveis, defendendo que "as famílias precisam de mais apoio e não de mais impostos".
Saúde e habitação exigem respostas urgentes
Na área da saúde, o líder socialista acusou o Governo de não cumprir a promessa de garantir médico de família a todos os portugueses, apontando como exemplo a situação verificada na Unidade de Saúde do Lumiar, onde a esmagadora maioria dos 30 mil utentes continua sem esse acompanhamento.
Esta realidade demonstra, frisou, que o problema reside na incapacidade do executivo da AD para reforçar o Serviço Nacional de Saúde e não na pressão migratória.
"O que aqui está em causa é mesmo a incapacidade e a incompetência do Governo para responder às necessidades da Saúde", acusou, deixando simultaneamente uma palavra de reconhecimento aos profissionais de saúde que continuam a assegurar o funcionamento do SNS apesar da escassez de recursos.
Na habitação, o Secretário-Geral contrapôs as dificuldades atualmente sentidas pelas famílias ao trabalho desenvolvido pelos governos socialistas, salientando que muitos dos investimentos atualmente em execução, "literalmente por todo o país", resultam do planeamento realizado pelo PS.
Acusou, por isso, o atual executivo de não dar seguimento ao trabalho deixado pelos governos socialistas, lembrando que continuam por entregar às populações empreendimentos habitacionais já concluídos.
Responder ao custo de vida e reforçar os serviços públicos
José Luís Carneiro abordou ainda a situação dos transportes, valorizando os investimentos realizados pela anterior governação do PS na ferrovia e defendendo que o Governo deve prestar esclarecimentos sobre o futuro das concessões, garantindo sempre a segurança e a qualidade do serviço prestado aos passageiros.
Quanto ao aumento do custo de vida, reiterou que o Partido Socialista voltará a apresentar propostas destinadas a proteger famílias e pensionistas dos efeitos da inflação e da guerra, desafiando os partidos que anteriormente as rejeitaram a mudar de posição.
"Chega um momento em que é preciso escolher: ou se está do lado das famílias, ou se está do lado da propaganda", atirou.
O líder socialista aproveitou ainda para manifestar preocupação com os problemas registados na classificação dos exames nacionais, deplorando o facto de milhares de jovens e famílias viverem dias de ansiedade devido à demora na resposta por parte do Governo da AD, "num momento decisivo para o acesso ao ensino superior".
No encerramento das Jornadas Parlamentares, José Luís Carneiro reiterou que o PS continuará a percorrer o país e a apresentar soluções para os principais problemas dos portugueses.
"Portugal precisa de respostas. Precisa de competência. Precisa de um Governo que governe. É para isso que estamos a trabalhar. Não para vencer eleições. Mas para merecer a confiança dos portugueses e servir Portugal", concluiu.”
- 2026-06-29 “PS vai voltar a apresentar na AR propostas para baixar custo de vida — "Não queremos que as pessoas saiam do essencial" e, por isso, o Grupo Parlamentar do PS dedicou as suas jornadas ao modo como se pode "fazer face ao aumento do custo de vida que resulta da inflação", indicou, em declarações aos jornalistas no primeiro dia das jornadas parlamentares do PS, à chegada de uma viagem de comboio entre Sintra e Lisboa
José Luís Carneiro enumerou as propostas que o PS já apresentou na Assembleia da República – que tiveram o voto contra da AD e do Chega – e que os socialistas vão voltar a apresentar com um agendamento potestativo: "Reduzir o IVA para zero para os bens alimentares essenciais, diminuir o IVA sobre os combustíveis e também sobre a eletricidade e o gás, bem como apoiar os agricultores e os pescadores nos seus custos produtivos".
O líder do Partido Socialista admitiu esperar que "a AD tenha consciência e tenha sensibilidade para aquilo que verdadeiramente preocupa as pessoas no seu quotidiano" e criticou a "insensibilidade do Governo para estas matérias".
"Aquilo que eu vejo é o Governo preocupado com matérias ideológicas, sempre a procurar encontrar mecanismos de combate e de clivagem ideológica aliando-se para esse efeito com o partido da extrema-direita e verdadeiramente insensível a estes temas que dizem respeito à vida das pessoas", lamentou.
José Luís Carneiro defendeu ser muito importante que a agenda mediática não caia "naquilo que é hoje uma tendência para haver fatores de distração do essencial para a vida das pessoas" e avisou que isso "leva a que as pessoas se desvinculem das democracias e dos valores democráticos, porque entendem que as democracias não respondem às suas preocupações".
"Nem sempre aquilo que tem mais interesse mediático é aquilo que responde às necessidades das pessoas", alertou.
José Luís Carneiro lamenta manobras de diversão ideológica conduzidas pelo Governo com o Chega
Nas suas declarações, o líder socialista considerou também que "as manobras ideológicas que o Governo tem conduzido com o Chega" são a prova de que o executivo da AD está "em contramão numa autoestrada", voltando a criticar a "insensibilidade" do Governo quanto ao aumento do custo de vida.
"A minha expectativa é que o Governo faça inversão de marcha, porque há muito tempo que o Governo está em contramão numa autoestrada e em grande velocidade, o que só pode dar mau resultado", admitiu José Luís Carneiro.
Defendendo que "as manobras ideológicas que o Governo tem conduzido com o Chega são a prova dessa contramão em grande velocidade", o Secretário-Geral do PS criticou "o modo como os partidos que constituíram momentaneamente uma maioria têm procurado distrair as atenções dos portugueses" e deu um exemplo: "Vocês já ouviram falar, como eu também, de um OVNI chamado Fundo Soberano. Isto foi há oito dias. Já ouviram mais falar desse assunto? Talvez não tenha pegado".
Estas "manobras de diversão ideológica" fazem com que "as atenções mediáticas saiam daquilo que é o essencial", explicou José Luís Carneiro, frisando que "o essencial hoje é o custo de vida, a habitação, a saúde, os rendimentos, a economia".”
- 2026-06-29 “Carlos César defende que o PS é a única alternativa democrática ao Governo — No encerramento da reunião da Comissão Nacional do PS, que decorreu este domingo em Lisboa, Carlos César considerou que o entendimento alcançado entre o Governo e o Partido Socialista em torno da Prestação Social Única (PSU) não traduz uma mudança substancial na orientação política do executivo.
Pelo contrário, o dirigente socialista defendeu que a relação entre a AD e o Chega continua a marcar a atuação do atual Governo.
Na sua intervenção, César afirmou que o executivo viveu "nos últimos tempos sob sequestro do Chega" e sustentou que, apesar de ter sido "maltratado e enganado sucessivamente" pelo partido de André Ventura, o primeiro-ministro "revela inequivocamente estar tocado pela Síndrome de Estocolmo".
"Ele no fundo gosta deles e voltará para eles", afirmou, considerando que a aproximação entre PSD e Chega permanece como traço dominante da atual maioria.
Perante este cenário, Carlos César defendeu que a sociedade portuguesa reconhece cada vez mais a necessidade de uma alternativa assente nos valores democráticos.
"Está cada vez mais evidente que a alternativa ao extremismo não são os menos extremistas, mas sim os não extremistas. E isso reduz a alternativa ao Governo em funções ao Partido Socialista", declarou.
O Presidente do PS destacou ainda que os debates realizados ao longo da Comissão Nacional evidenciaram "o espírito e o sentido com que o Partido Socialista está hoje na sociedade portuguesa", sublinhando que os socialistas têm demonstrado responsabilidade e sentido de Estado na forma como se relacionam com o executivo.
"Demonstramos por isso que somos, sobretudo, a favor do bom governo e isso tem um significado na forma como estruturamos a nossa conduta e a nossa relação com o Governo da República", concluiu.”
- 2026-06-29 “José Luís Carneiro anuncia para breve revisão dos estatutos em processo que será "muito participado" — "A revisão dos estatutos é um objetivo que nós levaremos muito em breve à Comissão Nacional, mas que terá uma equipa preparada. Aquilo que eu queria garantir a todas e a todos é que queremos que seja uma revisão muito participada", disse.
A equipa que terá a missão de coordenar o processo, explicou, irá às concelhias e às federações promover "sessões de debate e de esclarecimento, para que as alterações, mais do que serem boas alterações no papel, sejam alterações interiorizadas na cultura de fazer política e no modo como se organiza o PS".
"É isso que nós temos de continuar a ser, um partido que se transforma, que inova, que se moderniza e que, simultaneamente, é fator de modernização e de transformação da sociedade portuguesa", defendeu.
O líder socialista afirmou ainda o objetivo de modernizar o partido para a transição digital, nomeadamente no que respeita a avaliar as condições de avançar "para outros sistemas de quotização", que permitam "maior autonomia individual, maior autonomia e responsabilidade coletiva" na forma como se contribui o financiamento do próprio PS.
Na sua intervenção, na parte final da reunião, José Luís Carneiro referiu também que, um ano passado sobre a sua eleição como Secretário-Geral, vê o PS "unido e coeso".
"Queria deixar-vos ficar, ao fim deste ano de liderança do PS, uma palavra de gratidão porque, pese embora uma outra divergência, que é natural, que é normal, que é saudável, eu tenho contado com o PS unido e coeso naquilo que são os grandes propósitos políticos nacionais e o grande propósito é servir o país", disse.
Para José Luís Carneiro, esta "coesão" e "a vontade de servir o país" são "inquebrantáveis" no PS.
"E a coesão e a nossa vontade de servir o país com este ideal de um país que cresce economicamente, mas que é justo socialmente, mobiliza-nos a todos e vai levar-nos de novo a uma maioria no futuro", antecipou o líder socialista.”
- 2026-06-29 “Visão estratégica na Rota pela Economia do Mar — Prova disso mesmo é a Rota pela Economia do Mar, percorrida pelo Secretário-Geral, José Luís Carneiro, neste mês de junho, na qual pretendeu ouvir pescadores, empresários, investigadores, universidades e comunidades costeiras para construir uma proposta política assente na competitividade, na inovação, na sustentabilidade ambiental e na coesão territorial.
Quando completa o primeiro aniversário na função de Secretário-Geral do PS, esta é já a terceira grande iniciativa temática promovida por José Luís Carneiro, depois da Rota pela EN2 e da Rota pelo Ensino e Formação Profissional. Sempre com o objetivo de ouvir os agentes de cada setor e de construir propostas para uma estratégia nacional de desenvolvimento económico.
Portugal possui uma das maiores áreas marítimas da Europa, mas continua a aproveitar apenas uma pequena parte do seu potencial económico. Nesse contexto, a rota pretendeu funcionar como um "farol" para a necessidade de devolver prioridade estratégica ao mar, à economia azul e ao Atlântico como fator de desenvolvimento nacional.
Uma das ideias mais repetidas é a de que Portugal está a desaproveitar um dos seus maiores ativos estratégicos. José Luís Carneiro recordou que a economia do mar representa atualmente cerca de 4% do PIB e do emprego nacional, defendendo que o país deve recuperar a ambição de elevar esse contributo para 7%, através de uma aposta consistente na economia azul, nas novas tecnologias, na ciência e na valorização do potencial atlântico português.
Como José Luís Carneiro tão bem sublinhou na Comissão Nacional do passado domingo, "se a economia cresce menos e perde competitividade, a culpa não é do Partido Socialista", ou "se Portugal registou um défice superior a 30 mil milhões de euros nas exportações de bens em 2025, a culpa não é do Partido Socialista", e até "se o investimento direto estrangeiro caiu mais de 5 mil milhões de euros, a culpa não é do Partido Socialista". São tudo falhanços do Governo. Do Governo da AD, responsável por as famílias viverem pior, por a habitação continuar inacessível e por a saúde continuar a falhar.
Um exemplo de como o Governo navega à vista e sem visão estratégica: há dias, Montenegro anunciou um fundo soberano. Espanto!
Ora, no passado (2023), o PS tinha proposto um fundo estruturante, mas esse era um fundo com fundos, criado para acolher o superavit do país (entretanto dizimado): seriam dois mil milhões de euros iniciais para, no futuro (agora, em 2026), começar a acudir a investimentos contracíclicos, sobretudo num cenário pós-PRR e de eventual diminuição dos fundos europeus destinados às áreas da coesão.
Hoje temos uma proposta apresentada pelo Governo para a criação de um fundo soberano que é uma incógnita: com que fundos e para quê, em concreto? Provavelmente, não passará de uma proclamação política, integrada numa qualquer estratégia de comunicação, para passar o tempo até ao slogan seguinte…”
- 2026-06-29 “"Os portugueses podem contar com o Partido Socialista" — Na abertura da Comissão Nacional do PS, este domingo, em Lisboa, José Luís Carneiro começou por recordar que assumiu a liderança do partido com o único compromisso de "servir Portugal", garantindo que, em todas as decisões tomadas ao longo deste primeiro ano, colocou "sempre o interesse do país acima de qualquer interesse partidário ou pessoal".
O Secretário-Geral socialista destacou, como uma das principais conquistas recentes, o facto de o partido ter impedido a concretização da contrarreforma laboral proposta pelo Governo da AD e de ter garantido alterações que asseguram uma implementação mais justa e transparente da Prestação Social Única (PSU).
Classificando esse desfecho como "uma vitória do Partido Socialista", José Luís Carneiro frisou que se tratou igualmente de "uma vitória de 5 milhões, 334 mil e 700 trabalhadores", de milhares de famílias e da "dignidade do trabalho e da justiça social".
"Os portugueses podem contar com o Partido Socialista", garantiu, sublinhando que o trabalho desenvolvido demonstra que o PS está preparado para apresentar soluções concretas para as preocupações e necessidades das famílias.
Quatro prioridades para responder aos problemas do país
Considerando que o trabalho do PS "está longe de terminar", o líder socialista definiu quatro grandes prioridades para os próximos meses.
A primeira passa pela apresentação de uma proposta económica orientada para o aumento da produtividade e da competitividade, centrada na investigação, na inovação tecnológica, na qualificação dos trabalhadores e na diversificação dos mercados externos, com José Luís Carneiro a insistir na necessidade de assegurar que o crescimento económico caminhe lado a lado com a valorização do trabalho.
A segunda prioridade está focada na redução do impacto do aumento do custo de vida. Neste domínio, o líder socialista acusou o executivo de Luís Montenegro de ter erguido "um muro de insensibilidade perante as dificuldades das famílias", criticando fortemente o agravamento da carga fiscal sobre os combustíveis, que deplorou por ser "uma forma de retirar rendimento aos portugueses".
Entre as prioridades apresentadas figura ainda a valorização das pensões mais baixas, defendendo que os pensionistas precisam de respostas concretas para fazer face ao aumento do custo de vida.
Por último, José Luís Carneiro exigiu maior sensibilidade e competência do Governo para enfrentar três das principais preocupações dos portugueses — habitação, rendimentos e saúde —, considerando que estes domínios exigem políticas eficazes e não opções marcadas por disputas ideológicas.
"O Governo não está a funcionar"
No discurso de abertura da Comissão Nacional, José Luís Carneiro traçou um balanço particularmente crítico da atuação do executivo da AD, lamentando os "dois anos perdidos" para o país.
"Senhor primeiro-ministro, Luís Montenegro, tire a cabeça da areia. O seu Governo não está a funcionar", enfatizou, contrapondo que o PS, na oposição, apresentou propostas concretas e oportunas, como as respostas defendidas para os incêndios, a habitação, a saúde, a justiça, a economia do mar, a defesa ou o Orçamento do Estado.
"Sempre que Portugal enfrentou momentos difíceis, estivemos presentes. Nós apresentámos soluções concretas e em tempo útil", lembrou, acrescentando que "o Governo não funciona", mas "o Partido Socialista tem demonstrado que existe uma alternativa sólida, responsável e credível".
Na parte final da intervenção, José Luís Carneiro responsabilizou o executivo pelos problemas económicos e sociais que o país enfrenta, desde a perda de competitividade ao agravamento das dificuldades das famílias, defendendo que os portugueses reconhecem que existe uma alternativa política.
O líder socialista criticou ainda a relação entre a AD e o Chega, acusando os dois partidos de protagonizarem sucessivas aproximações e afastamentos, enquanto deixam por resolver os problemas concretos das populações.
"Os portugueses podem não acompanhar todas as manobras políticas da AD e o Chega e nem perceber o namoro que umas vezes é feito com beijos, outras vezes é feito com amuos", afirmou, sustentando que os cidadãos sabem distinguir quem está verdadeiramente focado em apresentar soluções.
Neste contexto, reforçou que o PS constitui "uma alternativa sólida, responsável e credível" para governar.
"Podem confiar em mim. Podem confiar no Partido Socialista. Podem confiar no nosso compromisso com Portugal", concluiu, reiterando a ambição de construir "um país que cria mais riqueza, distribui melhor essa riqueza" e onde "ninguém fica para trás".”
- 2026-06-25 “José Luís Carneiro defende prioridade estratégica para Porto de Sines — Em Sines, no âmbito da Rota pela Economia do Mar, o Secretário-Geral do PS criticou a falta de orientação estratégica do executivo de Luís Montenegro, sublinhando que o país não pode continuar a perder tempo num contexto internacional cada vez mais exigente.
"O que tenho sentido é que o Governo está hoje sem agenda para a economia e isso é preocupante porque a economia está a perder competitividade internacional", afirmou José Luís Carneiro, à saída de uma reunião com a administração dos Portos de Sines e do Algarve, seguida de uma visita ao Terminal de Contentores.
Perante os jornalistas, o líder socialista insistiu que Portugal precisa de reforçar a sua inserção na economia global através de uma aposta consistente em setores estratégicos como a energia, o transporte de mercadorias e a articulação entre portos, ferrovia e rodovia, assumindo a economia do mar como eixo central do desenvolvimento nacional.
Nesse contexto, o Porto de Sines assume uma importância decisiva. Trata-se, sublinhou, de uma infraestrutura fundamental para o posicionamento de Portugal na economia global, com impacto direto na competitividade do país e na sua capacidade de atração de investimento.
José Luís Carneiro defendeu, por isso, que Sines não pode ser tratado como mais um ativo logístico, mas sim como um projeto estruturante, com relevância acrescida num horizonte que ultrapassa 2050, devendo beneficiar de uma "forte prioridade política".
Alertou ainda para a degradação da posição competitiva da economia portuguesa, uma situação que, frisou, exige uma resposta determinada e orientada para o crescimento económico sustentável, a modernização das infraestruturas e a valorização dos setores estratégicos.
Questionado sobre as recomendações do Fundo Monetário Internacional (FMI) relativas ao fim dos apoios à habitação jovem, José Luís Carneiro rejeitou essa orientação, sublinhando que o país deve procurar soluções próprias, capazes de responder às necessidades reais das pessoas e de promover uma economia mais forte e mais justa.
"Eu não concordo com esses conselhos do FMI", declarou, defendendo que uma economia mais robusta permitiria a Portugal enfrentar os seus desafios sem depender de recomendações externas desta natureza.”
- 2026-06-25 “Sismo na Venezuela — Manifesto o meu profundo pesar pelas vítimas dos sismos que se fizeram sentir na Venezuela e expressamos a nossa solidariedade para com todas as pessoas afetadas por esta tragédia.
Dirijo uma palavra especial de solidariedade à comunidade portuguesa residente no país, a quem deve ser garantido todo o apoio necessário.
Neste momento difícil, transmitimos as nossas condolências às famílias das vítimas e desejamos uma rápida recuperação aos feridos.
José Luís Carneiro, Secretário-geral do PS”
- 2026-06-25 “PS reorienta Prestação Social Única para combater pobreza e desigualdades — Em declarações aos jornalistas, esta quarta-feira, em Sines, à margem da Rota pela Economia do Mar, José Luís Carneiro salientou que a preocupação dos socialistas esteve, desde o primeiro momento, centrada nos cidadãos mais frágeis da sociedade.
"Desde a primeira hora, a nossa prioridade esteve em acompanharmos as preocupações dos mais vulneráveis, os mais frágeis da nossa sociedade e, por isso, nunca pensámos nestas opções de política em termos de cálculo partidário", vincou.
O Secretário-Geral do PS fez notar que o entendimento alcançado permite integrar diferentes prestações sociais num instrumento mais eficaz de apoio às pessoas que mais necessitam da proteção do Estado.
"Para garantir também que eles estão nas nossas preocupações em termos de inclusão e não utilizar a prestação para excluir as pessoas, mas pelo contrário, para as incluir e para sermos mais eficientes no combate à pobreza e às desigualdades", defendeu.
Alterações reforçam inclusão e escrutínio
Entre as alterações asseguradas pelo Partido Socialista à proposta inicialmente apresentada pelo Governo de Luís Montenegro destaca-se a substituição da regulamentação por portaria por um regime assente em decreto-lei, reforçando a transparência do processo e garantindo maiores possibilidades de escrutínio parlamentar sobre a aplicação da nova PSU.
O acordo alcançado traduziu-se também no abandono da proposta que previa a obrigatoriedade de 15 horas de trabalho social ou comunitário para os beneficiários, uma das medidas mais contestadas da versão inicial apresentada pelo executivo da AD.
A solução final afasta, assim, uma lógica sancionatória e privilegia uma abordagem centrada na inclusão social e na criação de condições efetivas para a autonomia das pessoas.
Outro dos resultados da negociação foi a introdução de mecanismos de acompanhamento individualizado dos beneficiários.
Nesse sentido, explicou José Luís Carneiro, ficou garantida a existência de planos personalizados para as pessoas abrangidas pela prestação, orientados para promover a sua inclusão profissional e social.
O entendimento entre PS e PSD preserva ainda o requisito de um ano de contribuições para acesso às prestações sociais, mantendo o enquadramento já previsto na legislação.
Prioridade esteve nos mais vulneráveis
Em conjunto, as alterações asseguradas pelo Partido Socialista contribuíram para reorientar uma reforma que suscitava reservas em vários setores, reforçando a sua vocação de proteção social e orientando-a para o combate à pobreza, a redução das desigualdades e o apoio aos cidadãos em situação de maior fragilidade.
José Luís Carneiro rejeitou interpretações que associem este acordo a futuras negociações políticas, designadamente em matéria orçamental.
"A nossa primeira e mais importante preocupação foi a de pensar nas pessoas que estão a viver em situações de maior vulnerabilidade", enfatizou, concluindo que o critério determinante para a posição dos socialistas foi a defesa de soluções que respondam aos problemas concretos dos portugueses.”
- 2026-06-25 “PS chega a acordo com o Governo para garantir PSU "equilibrada e que não estigmatiza a pobreza e os mais frágeis" — Numa conferência de imprensa, acompanhado pelas vice-presidentes da bancada Mariana Vieira da Silva e Ana Paula Bernardo, e pelo coordenador dos socialistas na Comissão de Trabalho, Segurança Social e Inclusão, Miguel Cabrita – que constituíram a delegação do PS na negociação com o Governo nos últimos dois dias –, Eurico Brilhante Dias sublinhou que "o país vai poder executar um marco importante do Plano de Recuperação e Resiliência e receber, nesse quadro, centenas de milhões de euros".
O líder parlamentar revelou que o PS conseguiu, nesta negociação com o Governo, que o "trabalho dito obrigatório deixe de ser obrigatório e esteja enquadrado num plano individual personalizado de inserção, não afastando a ideia de que as pessoas com menos recursos e mais pobres têm direito a um percurso que as leve à integração e à inclusão social".
Um outro aspeto "particularmente importante" para o PS "é a queda do canal de denúncias". "Sempre entendemos essa proposta como uma proposta que iria colocar pobres a fiscalizar pobres", denunciou o presidente do Grupo Parlamentar do Partido Socialista, que acrescentou que, "sem prejuízo do reforço dos mecanismos de combate à fraude e ao abuso, foi possível remover esse canal de denúncias da proposta do Governo".
O PS conseguiu igualmente a alteração substantiva da condição de recursos, "garantindo que o acesso das pessoas mais vulneráveis continua a ser possível sem a restrição que foi apresentada pelo Governo", disse.
Eurico Brilhante Dias referiu que era também muito importante para o Partido Socialista que os valores da prestação pudessem ser escrutinados pelo Parlamento. "Está considerado no texto do acordo que a iniciativa, num primeiro momento, será através de decreto-lei, o que permitirá ao Parlamento escrutinar", congratulou-se.
PS cumpre o seu papel de apoiar pessoas mais vulneráveis
O presidente da bancada considerou que o PS "cumpriu o seu papel de apoiar as pessoas mais vulneráveis e de estabelecer um acordo que permite concretizar um projeto que começou com o Partido Socialista – a Prestação Social Única – mas que não era de todo aquilo que o Governo trouxe ao Parlamento".
Reforçando que o PS sempre disse que "estes temas, pela sua sensibilidade, não devem ser negociados com a extrema-direita e com os seus preconceitos", Eurico Brilhante Dias recordou que o Partido Socialista enviou uma carta ao Governo em que era muito objetivo na vontade em chegar a um acordo que garantisse que tínhamos uma PSU "equilibrada, moderada e, acima de tudo, não estigmatizava os pobres e a pobreza".”