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- 2026-06-18 “PS afirma estratégia para construir soluções que sirvam um "futuro melhor" do país — Em entrevista à RTP, José Luís Carneiro garantiu, esta quarta-feira, que sempre procurou privilegiar o interesse nacional, disponibilizando-se para colaborar com o Governo da AD em matérias como a Defesa e a segurança interna e apresentando propostas em áreas críticas como a habitação ou a emergência pré-hospitalar.
"Desde a primeira hora foi clara a minha vontade de participar em soluções políticas que servissem o país", afirmou, sustentando que "o PS sempre esteve disponível para um diálogo construtivo, para as melhores soluções de serviço à comunidade nacional".
José Luís Carneiro rejeitou, por isso, as acusações de falta de diálogo em torno da Prestação Social Única (PSU), assegurando que os socialistas participaram nas conversações promovidas pelo executivo de Luís Montenegro e defenderam maior transparência e rigor na aplicação das prestações sociais, recusando, contudo, "passar um cheque em branco" que permitisse alterar os apoios aos mais vulneráveis sem escrutínio político.
Também quanto à revisão da lei da nacionalidade, o líder socialista negou qualquer indisponibilidade para o entendimento, recordando os contactos mantidos com o primeiro-ministro e com o Presidente da República.
Em causa, explicou, estava a defesa de menores nascidos em Portugal que poderiam ser prejudicados por atrasos administrativos, uma situação que classificou como "de uma grande desumanidade e insensibilidade", reiterando que "não se pode pedir que um partido político com uma história, um percurso de direitos, liberdades e garantias fundamentais como é o PS, abdique de valores e princípios fundamentais".
Mais investimento para reforçar produtividade e recuperar competitividade
No plano económico, José Luís Carneiro destacou a iniciativa "Solução para um Futuro Melhor", através da qual os socialistas estão a aprofundar uma matriz de crescimento sustentável destinada a reforçar a produtividade e a recuperar a competitividade da economia portuguesa, num momento em que o país enfrenta perdas de quota nos mercados externos, um agravamento do défice comercial e uma quebra do investimento direto estrangeiro.
"Nós avançamos com propostas concretas" e "temos um objetivo claro de política económica: validar uma matriz para a produtividade do país", vincou, explicando que reuniu especialistas, académicos e antigos responsáveis governativos para ajudar a definir uma estratégia capaz de permitir que Portugal passe a "produzir mais com maior eficiência no uso dos nossos recursos".
Entre as medidas apontadas pelo Secretário-Geral estão a utilização do reforço do investimento na Defesa para desenvolver a infraestrutura económica nacional, fortalecer o sistema científico e capacitar os recursos humanos, bem como um aumento do investimento em investigação e desenvolvimento, a incorporação de tecnologia nacional nas empresas e a promoção de ganhos de escala que permitam elevar a competitividade das exportações portuguesas.
José Luís Carneiro defendeu igualmente uma aposta estratégica na qualificação, reconversão profissional e formação ao longo da vida dos trabalhadores, considerando que "o país deve preparar-se para os impactos da inteligência artificial e da transição digital".
Estabilidade no emprego é essencial
No espaço informativo 'Grande Reportagem' da RTP, José Luís Carneiro criticou ainda a proposta de "contrarreforma laboral" do Governo da AD, sustentando que a legislação aprovada em 2023 contribuiu para reduzir a precariedade e aumentar a estabilidade no emprego, condição que considera "essencial" para promover a produtividade e melhores salários.
"Contratos de trabalho mais estáveis criam melhores níveis de motivação, dedicação e entrega às funções", sublinhou, acrescentando que "com a economia a crescer, as empresas poderão pagar melhores salários".
Questionado sobre o Orçamento do Estado para 2027, José Luís Carneiro recusou precipitar decisões, lembrando que a proposta não é conhecida.
"Eu não tomo decisões de forma precipitada. Tenho as minhas convicções, mas, em regra, procuro compatibilizá-las com a ética da responsabilidade", assinalou, acrescentando que existirão matérias decisivas para a avaliação política dos socialistas, como a revisão constitucional, a lei de bases da saúde e o modelo do fundo de pensões.
"Daqui até outubro temos ainda muito tempo para falar sobre essa e outras matérias", concluiu.”
- 2026-06-18 “PS critica pacote laboral do Governo que é resultado de "insensibilidade e ideias fixas" — Num debate com a presença da ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Miguel Cabrita classificou o pacote laboral proposto pelo Governo como "radical" e garantiu que o PS votará contra, honrando a sua palavra e a sua história.
O coordenador dos socialistas na Comissão de Trabalho, Segurança Social e Inclusão recordou que este pacote laboral "não estava em nenhum programa eleitoral", tendo o "PSD escondido e apresentado à traição logo após as eleições", mas que "sindicatos e portugueses rejeitam de forma esmagadora, até com duas greves gerais".
O socialista acusou o Executivo de fazer "tudo ao contrário": "Quando o emprego está em máximos históricos, despedimentos sem reintegração; quando Portugal ainda tem precariedade acima da média, mas está a recuperar, querem voltar atrás, aos contratos a termo, menos salários, mais incerteza para os jovens; quando Portugal é um dos países em que se trabalham mais horas, o Governo quer voltar ao banco de horas individual, horários instáveis, trabalhadores coagidos a trabalhar até 50 horas por semana".
Lamentando por o Governo "atirar ao alvo fácil", que são os trabalhadores e os seus direitos, Miguel Cabrita comentou que o país "já viu este filme, só que já não estamos em 2012, estamos em 2026 com o emprego em máximos e a receita do Governo é exatamente igual à da troica".
"Por pura convicção ideológica, insensibilidade, ideias fixas", o executivo da AD quer "dar mais poder a quem já o tem e retirar direitos, condições e perspetivas aos jovens, às famílias, aos trabalhadores", criticou.
Linhas vermelhas do Chega são afinal laranja
O deputado do PS afiançou que a ministra Maria do Rosário Palma Ramalho "escolheu ficar na história como a governante que traz a este Parlamento o pacote laboral mais agressivo, mais regressivo e mais radical da história da nossa democracia".
Já o primeiro-ministro jurou que "não é não" quanto a entendimentos com o Chega, "mas agora governa em cada vez mais áreas com a extrema-direita", referiu.
"E agora o Governo prepara-se para dar à extrema-direita concessões que recusou obstinadamente meses e meses aos sindicatos, tudo para impor a sua vontade e para impor estes retrocessos aos trabalhadores e ao país", atacou. O Governo "vai fazê-lo com a cumplicidade da extrema-direita e do seu líder, que já disse tudo e o seu contrário", vincou o socialista.
Miguel Cabrita lembrou que "o Chega já entregou uma proposta laboral que tem banco de horas individual para pôr a trabalhar as pessoas até 50 horas semanais; entregou uma proposta que escancara a porta a mais e mais contratos a prazo para os jovens; entregou uma proposta que alarga os despedimentos sem reintegração".
Ora, "a troco de dois ou três dias de férias vão tornar a vida dos trabalhadores e dos jovens num inferno em todos os outros 362 dias do ano", disse.
No final da sua intervenção, Miguel Cabrita comentou que, "a troco do futuro das nossas pensões, as linhas vermelhas do Chega são, afinal, muito laranja e vão ser cúmplices do Governo a prejudicar jovens, famílias, classe média, trabalhadores".
Pacote laboral é um retrocesso civilizacional
O presidente do Grupo Parlamentar do PS, Eurico Brilhante Dias, recordou que "a extrema-direita foi dizendo, ao longo dos últimos meses, quando era mais conveniente, que era contra a reforma laboral e, quando era mais conveniente, que era a favor". E acusou André Ventura de ter enganado os seus eleitores durante as eleições presidenciais "dizendo que era contra a reforma laboral".
"A extrema-direita hesita, mas no fim faz aquilo que nós esperamos dela – escolhe a agenda dos seus financiadores, é ela que prevalece sempre", acusou.
Dirigindo-se diretamente a André Ventura, Eurico Brilhante dias assegurou que o pacote laboral "é um retrocesso civilizacional e é, acima de tudo, a sua traição aos trabalhadores de mão dada com Luís Montenegro".”
- 2026-06-17 “PS dá novo impulso à construção de alternativa económica para Portugal — No final do encontro realizado esta terça-feira na Nova School of Business and Economics, o Secretário-Geral do PS salientou a importância estratégica dos desafios que o país enfrenta e destacou o contributo recolhido junto de especialistas de diferentes áreas para a elaboração de uma "Solução para um Futuro Melhor".
"Terminamos agora a nossa sessão de discussão sobre uma matriz para a produtividade, a competitividade, salários, rendimentos, formação, qualificação, educação ao longo da vida, que visa preparar a economia nacional para enfrentar os choques da inteligência artificial, da transição digital e, simultaneamente, o desafio da demografia. São desafios fundamentais aos quais temos de ser capazes de responder", afirmou José Luís Carneiro.
Segundo o líder socialista, a reflexão desenvolvida em Carcavelos constitui apenas uma etapa de um processo mais alargado de construção de propostas, que prosseguirá através do diálogo com os vários setores económicos e com os parceiros sociais.
"Foram muitos os contributos de todos aqueles que estiveram connosco e agora esta matriz irá ao diálogo com os diferentes setores da economia portuguesa para depois ser levada à mesa da concertação social, por forma a construirmos uma proposta política e de política económica alternativa e credível para criar melhores condições de vida para as portuguesas e para os portugueses", afiançou o Secretário-Geral.
Crescimento sustentável e convergência gradual com a Europa
Este encontro com economistas surge na sequência do trabalho que o PS tem vindo a desenvolver em torno de uma "Solução para um Futuro Melhor", procurando definir uma estratégia de crescimento capaz de reforçar a produtividade da economia, promover a inovação e assegurar uma aproximação gradual dos salários nacionais aos padrões europeus.
Entre as prioridades identificadas pelos socialistas encontram-se a qualificação ao longo da vida, a modernização tecnológica das empresas, a incorporação do conhecimento científico na atividade económica e a preparação do mercado de trabalho para as transformações decorrentes da inteligência artificial, da digitalização e das alterações demográficas.
Concluída esta primeira fase de auscultação e reflexão, o PS pretende agora alargar e aprofundar a discussão com os diferentes agentes económicos e sociais, num processo que visa consolidar, "de forma tranquila e sem pressas", uma proposta de política económica assente em bases sólidas e orientada para a criação de melhores condições de vida para todos.
Ao longo dos trabalhos, foi igualmente reafirmada a convicção de que o reforço da competitividade e da produtividade não deve ser alcançado à custa da desvalorização do trabalho, mas antes através do investimento, da inovação, da qualificação e da valorização dos salários, assegurando um caminho de crescimento mais sustentável e uma convergência gradual com os níveis médios de rendimento da União Europeia.”
- 2026-06-17 “Governo "está a jogar muito mal" na economia e a desperdiçar "oportunidade única" para modernizar a indústria nacional — Falando à entrada de uma reunião na AED Cluster Portugal – Associação Aeronáutica, Espaço e Defesa, em Lisboa, José Luís Carneiro salientou que Portugal "perdeu posição em 57% dos seus mercados externos", considerando que é uma demonstração de que a "economia nacional está a perder competitividade na comparação com outras".
No âmbito da reunião de trabalho mantida com o Conselho de Administração da AED, o líder socialista lembrou que Portugal está a receber seis mil milhões de fundos europeus para a defesa no âmbito do programa SAFE [Instrumento de Ação para a Segurança da Europa] que "deveriam contribuir para a industrialização, modernização e transformação da sua estrutura industrial", notando, contudo, que o país está optar por "comprar ao estrangeiro, o que significa que o dinheiro chega a Portugal e volta a sair de Portugal para os fornecedores".
"Estamos a perder uma oportunidade única para, no prazo de 10, 12, 14 anos, transformarmos a nossa infraestrutura industrial, que seria indispensável para garantir não apenas a fixação dos quadros mais qualificados do país, dos jovens mais qualificados, mas particularmente para garantir um contributo para o crescimento da nossa economia", lamentou.
José Luís Carneiro comparou os seis mil milhões de euros do SAFE a cerca de 25% do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), considerando tratar-se "talvez o maior volume de investimento em defesa que se faz nas últimas décadas, talvez o maior de sempre".
Dando o exemplo da compra de novos caças, numa corrida disputada entre norte-americanos e europeus, o líder socialista defendeu que Portugal deve deixar de discutir apenas "do lado da oferta" e sobre o que os outros países têm para vender e passar a perguntar como pode integrar a indústria nacional nas cadeiras de produção.
"Mais do que estamos a discutir, se é a aeronave A, se é o meio marítimo B, se é o fornecimento de determinadas componentes da nossa indústria nacional, aquilo que nós queremos dizer é que devemos aproveitar esta oportunidade para modernizar a nossa infraestrutura económica", afirmou.
É desta forma, sublinhou José Luís Carneiro, que Portugal pode afirmar um "modelo de crescimento económico que incorpora inovação e desenvolvimento, tecnologia, planeamento, formação e qualificação dos recursos humanos", que distingue a visão económica e social que o PS tem para o país, apostado na afirmação internacional das empresas portuguesas, na capacitação industrial e na criação de emprego altamente especializado.”
- 2026-06-17 “José Luís Carneiro pede ao Governo para parar de "transformar Portugal" para pior — No debate quinzenal com a presença do primeiro-ministro, José Luís Carneiro notou que a intervenção inicial do chefe do executivo tinha o mote "transformar Portugal" e pediu para não continuar a transformar o país, "porque Portugal está cada vez pior – está pior na saúde, na habitação, no custo de vida e está pior também na economia".
"O Governo veio criticar no passado os governos do PS, porque tinham a economia a crescer 3%. Hoje o Governo deita fogo de artifício porque está a crescer 1,9%", ironizou.
O Secretário-Geral do Partido Socialista defendeu que "o pior de tudo" é que "a economia portuguesa está a perder competitividade". "A economia portuguesa perdeu posições em 57% dos mercados externos", lamentou.
No dia do primeiro jogo da seleção portuguesa no Mundial 2026, José Luís Carneiro recordou que Luís Montenegro "prometia jogar à Ronaldo" e desejou que Cristiano Ronaldo "jogue melhor no Mundial, porque senão será mesmo uma desgraça para os interesses do país".
Exigência do Chega tiraria 4,5 mil ME ao fundo de pensões
O Secretário-Geral do PS também criticou o primeiro-ministro por, em vez de apostar na investigação e no desenvolvimento, na inovação e na incorporação tecnológica, "propor ao Parlamento a desvalorização do trabalho e a retirada de condições de estabilidade aos trabalhadores".
Assegurando que o Partido Socialista estará contra essa proposta do pacote laboral, José Luís Carneiro não deixou escapar que André Ventura, na sua intervenção, disse que há assuntos que está a tratar com o primeiro-ministro, sendo um deles a diminuição da idade da reforma.
Isso significaria "tirar um ano e nove meses à idade da reforma", explicou o líder do PS, esclarecendo que "a reforma no ano de 2007 compatibiliza a esperança média de vida com a sustentabilidade do fundo de pensões", o que significa "retirar ao fundo de pensões 4,5 mil milhões de euros".
Perguntando ao primeiro-ministro como pretende financiar esse valor, José Luís Carneiro questionou qual das três hipóteses será seguida pelo executivo da AD: "Cortar nas reformas os 10% que compensam estes 4,5 mil milhões de euros? Explicar às empresas se vão pagar mais TSU à Segurança Social? Ou aumentar os impostos para honrar esse compromisso com André Ventura?".”
- 2026-06-16 “"Solução para um Futuro Melhor": José Luís Carneiro reúne economistas para definir estratégia de crescimento — O Partido Socialista promove esta terça-feira, na Nova School of Business and Economics, em Carcavelos, um encontro dedicado à apresentação e debate da iniciativa "Solução para um Futuro Melhor", uma plataforma de políticas públicas destinada a reforçar a competitividade da economia nacional, aumentar a produtividade e acelerar a convergência salarial com a média europeia.
A sessão, marcada para as 18 horas, contará com a participação do Secretário-Geral do PS, José Luís Carneiro, e reunirá mais de duas dezenas de economistas, académicos, gestores e especialistas em áreas como a fiscalidade, a inovação, o investimento, a qualificação e o mercado de trabalho.
A iniciativa surge numa semana em que a Assembleia da República discute a proposta de revisão laboral apresentada pelo Governo da AD, que os socialistas classificam como uma "contrarreforma laboral", uma vez que promove a precariedade e enfraquece os direitos dos trabalhadores.
Ontem, em Viana do Castelo, José Luís Carneiro sublinhou que "esta é uma semana muito relevante".
"Vai ser discutida e votada na Assembleia da República a proposta de contrarreforma laboral que o Governo apresentou e que aumenta a precariedade, fragilizando os direitos dos trabalhadores", assinalou o líder socialista, em declarações proferidas à margem da Rota pela Economia do Mar que o partido está a desenvolver.
Em contraponto, o Secretário-Geral defendeu uma estratégia assente no crescimento sustentado da economia e na valorização do trabalho.
"Contrariamente à visão que o Governo tem para esta matéria, o PS entende que a economia portuguesa tem de ser mais produtiva, mais competitiva, tem de ser capaz de pagar melhores salários e, simultaneamente, tem também de ser capaz de garantir a preparação de um plano de qualificação, de reconversão e de formação ao longo da vida para enfrentar os desafios da inteligência artificial e da transição digital", afirmou.
Segundo José Luís Carneiro, o encontro de hoje pretende precisamente consolidar esse caminho alternativo.
"Encontrar-me-ei com mais de 20 economistas e fiscalistas nacionais para validar uma matriz de produtividade e de competitividade para a economia portuguesa, tendo em vista garantir melhores salários e a fixação das populações e dos recursos humanos mais jovens no seu país", declarou.
Crescimento com melhores salários
A proposta socialista parte do princípio de que o aumento dos rendimentos dos portugueses exige uma transformação estrutural da economia, baseada em maior valor acrescentado, inovação, qualificação e intensidade tecnológica.
O objetivo, sublinha o PS, é aproximar progressivamente os salários nacionais dos padrões europeus, através de uma economia mais forte e mais produtiva.
Para esse efeito, a plataforma em discussão contempla medidas dirigidas à modernização do perfil produtivo, ao reforço da capacidade exportadora, à promoção do investimento público e privado, à simplificação administrativa e fiscal, ao desenvolvimento das qualificações dos trabalhadores e à integração da inteligência artificial como fator de produtividade.
Entre as prioridades identificadas pelos socialistas encontram-se ainda a redução da precariedade laboral, a valorização da contratação coletiva, a criação de condições para fixar os jovens em Portugal, o reforço da economia azul, a promoção da economia circular, a aposta no turismo sustentável e o desenvolvimento do setor agroalimentar.
Perante os jornalistas, José Luís Carneiro reiterou igualmente que a competitividade do país não deve ser construída à custa da desvalorização do trabalho, desafiando o executivo de Luís Montenegro a acolher as propostas socialistas e a abandonar uma estratégia assente na compressão salarial e na liberalização dos despedimentos.
"Não é com contratos precários que vamos assegurar a produtividade e a competitividade da economia nacional", advertiu, defendendo um modelo de crescimento assente na qualificação, na inovação e na valorização dos trabalhadores.
Encontro reúne economistas, académicos e antigos governantes
Participam no encontro de economistas desta tarde Ana Mendes Godinho, António Augusto da Ascenção Mendonça, António Costa Silva, António Mendonça Mendes, António Rebelo de Sousa, Aurora Teixeira, Basílio Horta, Carla Guapo Costa, Carlos Tavares, Eurico Brilhante Dias, Fernando Medina, Filipe Santos Costa, Gonçalo Rodrigues, João Torres, Manuel Herédia Caldeira Cabral, Maria de Fátima Fonseca, Mário Centeno, Marta Simões, Miguel Cabrita, Miguel Costa Matos, Nelson de Souza, Nuno Fazenda, Pedro Siza Vieira, Sérgio Humberto Rocha Ávila e Teresa Almeida.”
- 2026-06-15 “PS quer ouvir ministro da Presidência com urgência sobre declarações que são quase "trumpistas" — O novo Mecanismo de Continuidade Territorial deixará de estar dependente da situação contributiva dos beneficiários e da apresentação de recibo, e cairá também o teto máximo do custo elegível das passagens aéreas.
Em declarações à comunicação social, o vice-presidente da bancada socialista Francisco César avisou que "o Governo da República não pode escolher de uma forma arbitrária as leis que quer cumprir", postura que classificou como "trumpismo puro". "As leis existem, são feitas pela Assembleia da República, o Governo cumpre", vincou.
No requerimento, os socialistas citam declarações do ministro na passada sexta-feira, na Madeira, que "suscitam dúvidas sérias quanto à forma como o Governo está a encarar a execução da lei aprovada pela Assembleia da República".
O ministro da Presidência afirmou que a eliminação dos tetos constitui uma "tremenda irresponsabilidade" e acrescentou que o Governo estaria a trabalhar para encontrar, "no quadro da legislação vigente, uma solução possível e interpretações possíveis", sem adiantar qualquer data para a plena operacionalização do novo regime.
Referiu ainda a alegada pendência de outras iniciativas das Assembleias Legislativas no Parlamento e afirmou que o Governo, com base numa avaliação em curso, "tomará as decisões possíveis" ou proporá "ao país algum caminho com base nessa avaliação".
"Estas declarações exigem esclarecimento parlamentar urgente", defende a bancada do PS.
Francisco César esclareceu que "o fim dos tetos já está em vigor" e frisou que "o que é necessário é que a plataforma eletrónica onde as pessoas vão pedir o reembolso esteja atualizada", algo que "não carece de regulamentação".
"Ouvir um membro do Governo da República admitir que, na prática, não tem vontade política de cumprir uma lei da Assembleia da República – que já está em vigor – é escandaloso, é quase trumpista do ponto de vista da forma como o ministro acha que deve estar em funções", acusou o dirigente socialista.
Comentando que "as famílias estão a fazer de banco do Estado", o vice-presidente da bancada do PS acrescentou que as iniciativas das Assembleias Legislativas referidas pelo ministro "já foram chumbadas" e que mesmo assim o Governo não poderia rejeitar aplicar a lei em vigor.
Francisco César alertou, em seguida, para um "risco grave para o Estado de um contencioso judicial", uma vez que a lei entrou em vigor no passado dia 6 e qualquer pessoa que não receber o seu reembolso "tem o direito de meter o Estado em tribunal para reaver este valor".”
- 2026-06-15 “José Luís Carneiro defende em Santarém reforço dos apoios ao setor agrícola — Falando à margem da visita ao certame, José Luís Carneiro sublinhou que os agricultores trabalham em "circunstâncias muito difíceis" para assegurar as necessidades alimentares do país e deixou uma palavra de "gratidão" ao setor.
Abordando as dificuldades que este setor vital da economia enfrenta, face ao impacto da inflação e dos custos com energia, o líder socialista reiterou a defesa do aumento do apoio ao gasóleo agrícola, dos atuais 10 cêntimos por litro para "um mínimo de até 30 cêntimos".
José Carneiro comparou ainda o apoio nacional aos fertilizantes com o de Espanha, afirmando que o Estado português terá disponibilizado cerca de 20 milhões de euros, enquanto o país vizinho avançou com 500 milhões, uma opção do atual Governo que, como salientou, coloca a agricultura portuguesa em desvantagem competitiva.
"O que está em causa são as condições de sobrevivência de micro, pequenas e médias empresas do setor", disse.
O Secretário-Geral do PS considerou também como insuficiente o apoio de 30 milhões de euros anunciado pelo executivo da AD, na sequência de ter sido solicitado a Bruxelas o acionamento da reserva agrícola, argumentando que o anterior executivo socialista mobilizou cerca de 150 milhões de euros para responder a dificuldades semelhantes.
Sublinhando que é essencial que os apoios cheguem "com rapidez" aos produtores, e alertando que medidas já anunciadas pelo Governo ainda não tiveram impacto no terreno, José Carneiro deixou ainda a garantia ao setor de que o PS vai manter as propostas já apresentadas na Assembleia da República e reafirmou o compromisso socialista de insistir no "reforço dos apoios ao setor agrícola e das pescas".”
- 2026-06-15 “PS aposta na inovação e qualificação para romper estagnação salarial e relançar crescimento — Em mais uma visita integrada na Rota pela Economia do Mar dos socialistas, José Luís Carneiro deslocou-se, esta segunda-feira, a Viana do Castelo, onde visitou os estaleiros da West Sea e destacou este polo industrial como exemplo da capacidade do país para afirmar uma economia mais competitiva e tecnologicamente avançada.
Perante os jornalistas, o líder do PS voltou a enfatizar que "a economia do mar é um dos vetores que mais pode contribuir para a produtividade, o crescimento económico e a melhoria das remunerações salariais do nosso país".
De seguida, explicou que o PS escolheu Viana do Castelo por se tratar de "um dos polos de desenvolvimento da economia do mar", apontando que o concelho "emprega direta e indiretamente mais de mil pessoas num setor que integra atividades muito diversas".
"Desde a produção e a recuperação de manutenção naval, até, por outro lado, a produção de energia em 'offshore' com o modelo de inovação que hoje é um exemplo para toda a Europa que acabei de visitar", referiu.
A visita à West Sea surgiu depois de José Luís Carneiro ter passado pela WindFloat, empresa ligada ao desenvolvimento de soluções para a produção de energia eólica no mar, num percurso que o PS destaca como exemplo do potencial da economia azul.
Segundo frisou o Secretário-Geral do PS, é precisamente através do reforço dos fatores de competitividade que Portugal poderá responder às expectativas das novas gerações e das famílias.
"O caminho" que o partido propõe para o país, afirmou, "é o de apostar nos fatores de produtividade, seja na economia do mar, seja naquilo que é o potencial de setores que estão a revitalizar-se por força da vida internacional".
Como exemplo dessa dinâmica, salientou o facto de estarem a ser construídos nos estaleiros de Viana do Castelo seis navios de duplo uso, civil e militar, com financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
"É pela valorização dos fatores e das variáveis do crescimento da economia portuguesa que poderemos responder às mais jovens e mais qualificadas gerações e às famílias, dizendo-lhes que há condições de alternativa política àquilo que o Governo está a defender", enfatizou.
Socialistas avançam com proposta para produtividade
Nesta deslocação a Viana, José Luís Carneiro aproveitou ainda para anunciar que o PS apresentará amanhã uma proposta centrada na produtividade, na competitividade e na melhoria dos salários, tendo em vista preparar o país para os desafios associados à inteligência artificial e à transição digital.
"Muitas das nossas atividades profissionais — da voz ao jornalismo, passando pelos assistentes técnicos e administrativos, bem como por áreas de produção repetitiva — serão substituídas pela inteligência artificial e pela transição digital, o que exige um plano de formação, capacitação e reconversão profissional, porque é disso que estamos a falar quando falamos das questões essenciais. Mas nada disto tem ocupado o tempo do Governo", assinalou.
Neste ponto, o líder socialista acusou ainda o executivo de se concentrar em matérias ideológicas em detrimento das preocupações concretas dos cidadãos.
"O Governo tem estado mais ocupado com a ideologia, seja em relação às bandeiras LGBT, seja às questões da nacionalidade ou da imigração", criticou, lembrando que "a ideologia não se serve à mesa, não resolve aquilo que as pessoas têm de comer todos os dias, nem responde às necessidades de pagar a renda da casa ou de fazer face às dificuldades concretas das famílias".”
- 2026-06-11 “Proposta da PSU merece voto contra do PS tal como está — No final da reunião entre uma delegação de deputados do PS e o Governo, que incluía Eurico Brilhante Dias, Mariana Vieira da Silva e Miguel Cabrita, o líder parlamentar do PS mencionou que hoje foi noticiado num jornal diário que "pessoas que padecem de doença cancerígena" seriam obrigadas a cumprir até 15 horas de trabalho social para aceder à Prestação Social Única, bem como as pessoas com um grau de incapacidade inferior a 80%, algo que considerou "desequilibrado".
"A proposta de lei tem um conjunto de insuficiências e tem uma ideia repulsiva desde o ponto de vista democrático que é um canal de denúncias, colocando portugueses atrás de portugueses, fiscalizando a sua atividade, o que nos parece uma ideia até antidemocrática", criticou.
Eurico Brilhante Dias acrescentou que a proposta do Executivo da AD "estabelece um conjunto de normas que não são fiscalizáveis pelo Parlamento, porque seriam mais tarde definidas por portaria, o que afastaria o Parlamento e até o Presidente da República da fiscalização de aspetos centrais da política social em Portugal".
Lembrando que a criação da PSU foi da iniciativa do PS, tendo sido "definida por um Governo do Partido Socialista como um marco do PRR", Eurico Brilhante Dias afiançou que a sua bancada "não pode concordar com a proposta tal como está apresentada". "Tal como está, esta proposta só pode ter o voto contra do Partido Socialista", disse.
"Depois da reunião de hoje não podemos dizer que se tenha avançado muito no sentido de um acordo, mas antes de haver um acordo, há um percurso que é preciso percorrer. Está nas mãos do Governo construir esse percurso", defendeu.
Eurico Brilhante Dias revelou que o Partido Socialista "manifestou, mais uma vez, a sua disponibilidade em poder chegar a um acordo e que esse acordo seja feito num quadro que vá para além desta autorização legislativa, porque esta limita a capacidade do Grupo Parlamentar do Partido Socialista em propor alterações à política que é apresentada".”
- 2026-06-11 “10 de Junho: José Luís Carneiro destaca compromisso com o "futuro" e elogia discurso "substantivo" do Presidente da República — "No que respeita à vida política interna, há aqui [no discurso do chefe de Estado] uma mensagem de apelo ao diálogo, à concertação e ao compromisso para colocarmos os nossos propósitos fundamentais do desenvolvimento humano no centro das nossas prioridades", declarou.
José Luís Carneiro destacou, a propósito da escolha dos Açores para as comemorações oficiais deste ano, que Portugal tem "uma expressão insular e arquipelágica" muito importante, vincada na valorização do mar, do oceano e da expressão Atlântica.
"Comemorar o 10 de Junho nos Açores, esta porta da Europa para o Atlântico e do Atlântico com a Europa, é muito significativo e tem um simbolismo muito especial, porque o mar, os oceanos, são uma das nossas forças estratégicas que tem de ser valorizada e tem de estar na prioridade das prioridades políticas".
José Luís Carneiro salientou ter sido essa, precisamente, a razão subjacente ao roteiro para a Economia do Mar que iniciou, esta semana, na região açoriana.
"A pensar naqueles que vivem das pescas, a pensar naqueles que, hoje, nas universidades, nos centros de investigação, inovam e incorporam conhecimento nesta dimensão estratégica do Estado. Mas também para pensar em relançar as bases do crescimento económico para o futuro. Uma economia que cresça, que seja produtiva, que seja baseada na tecnologia, no conhecimento e que seja, simultaneamente, sustentável e inclusiva", vincou.
O Secretário-Geral do PS destacou ainda, na comunicação do Presidente da República, o "apelo ao respeito e à valorização da diversidade" e também à valorização "daquilo que são elementos e esteios fundamentais da afirmação de Portugal no mundo", como a língua, a cultura e a diáspora.
Esteios que são tão mais fundamentais "num país que, historicamente, se bateu pelo valor do multilateralismo, pelo valor do direito Internacional e pela promoção do diálogo entre culturas e civilizações", concluiu.”
- 2026-06-11 “PS reclama resposta do Governo ao aumento do custo de vida e habitação — O Secretário-Geral do PS manifestou esta quinta-feira forte preocupação com o agravamento do custo de vida e com os efeitos que uma nova subida das taxas de juro por parte do Banco Central Europeu poderá ter nos encargos suportados pelas famílias portuguesas, advertindo para o peso crescente das prestações da casa e apelando ao executivo de Luís Montenegro para que tenha em consideração as propostas apresentadas pelos socialistas.
Durante uma visita ao porto de Setúbal, integrada na Rota pela Economia do Mar, José Luís Carneiro sublinhou que a conjuntura internacional continua a exercer uma forte pressão sobre a economia europeia e sobre os orçamentos familiares, num contexto marcado pela persistência da inflação e pelos efeitos do conflito no Médio Oriente nos preços da energia e de outros bens essenciais.
"Hoje, o Banco Central Europeu vai decidir sobre o aumento das taxas de juro e isso significa que, pela primeira vez, está a ver de modo muito preocupado a inflação e os efeitos da inflação na vida das pessoas", apontou o líder socialista, vincando que esta é uma realidade que "deve preocupar todos os portugueses".
José Luís Carneiro destacou em particular as consequências que os sucessivos aumentos dos juros têm vindo a provocar nas prestações do crédito à habitação, recordando que muitos agregados familiares enfrentam já um agravamento contínuo das suas responsabilidades financeiras.
Neste sentido, salientou que os portugueses se confrontam com um aumento da prestação da habitação "há oito meses consecutivos", advertindo para as dificuldades acrescidas que esta situação representa para milhares de famílias, sobretudo para os jovens que procuram construir um projeto de vida autónomo.
Governo da AD deve escutar propostas do PS
Assim, perante o agravamento das condições económicas, o Secretário-Geral socialista renovou o apelo ao Governo da AD para que adote medidas capazes de mitigar os impactos da inflação e proteger o poder de compra dos portugueses.
Na perspetiva do líder do PS, a evolução dos preços dos produtos essenciais e da energia, conjugada com a pressão crescente dos encargos com a habitação, exige uma resposta política determinada e sensível às dificuldades sentidas pela população.
"O aumento do custo de vida com os bens alimentares essenciais, com os combustíveis, a eletricidade e o gás", a par do "aumento expectável consecutivo com os juros dos empréstimos à habitação", justificam que o Governo "pare, escute e olhe para as propostas do PS", enfatizou.
Os socialistas têm vindo a insistir na necessidade de reforçar os mecanismos de proteção das famílias perante o aumento dos preços e de limitar os efeitos económicos decorrentes da instabilidade internacional, defendendo soluções que permitam preservar rendimentos e assegurar maior estabilidade aos agregados mais expostos ao agravamento do custo de vida.”
- 2026-06-09 “José Luís Carneiro quer devolver prioridade estratégica ao mar e reforço do apoio às pescas — Nos Açores, onde teve início o roteiro dedicado ao mar, José Luís Carneiro reforçou os alertas sobre o desperdício de potencial económico e acusou o executivo de Luís Montenegro de não ter uma visão estratégica para uma área que representa cerca de 4% do PIB e do emprego nacional.
"Encontro-me nos Açores, no arranque da nossa Rota da Economia do Mar, porque daqui depende 4% do nosso produto interno bruto e representa também 4% do nosso emprego", afirmou o Secretário-Geral do PS, vincando que "muito do nosso potencial futuro está precisamente no Portugal voltado para o Atlântico, para a economia do mar, a economia azul e para as novas autoestradas do mar".
No âmbito da visita a São Miguel, que incluiu contactos com representantes do setor, o líder socialista defendeu um reforço dos apoios às pescas açorianas, em articulação com o Governo Regional, para fazer face ao aumento dos custos com os combustíveis, que têm vindo a agravar as dificuldades dos profissionais.
Na ocasião, José Luís Carneiro apontou ainda como prioridades a renovação e modernização da frota, o aproveitamento das novas tecnologias e a criação de condições que permitam atrair e fixar novas gerações no setor, defendendo igualmente uma resposta que garanta aos pescadores uma reforma digna, em função dos descontos efetuados para a Segurança Social.
Em vésperas das comemorações do Dia de Portugal, fez notar o simbolismo de ter iniciado este roteiro nos Açores, renovando o compromisso de "dar centralidade a este tema na nossa agenda política" e reafirmando "um compromisso com o futuro dos Açores, que queremos que seja o centro do Atlântico".
AD perdeu de vista uma prioridade nacional
Para os socialistas, o potencial económico associado ao mar encontra-se hoje subaproveitado, apesar do trabalho desenvolvido pelos governos liderados pelo PS, que estabeleceram como objetivo elevar para 7% o contributo da economia azul para a riqueza nacional.
José Luís Carneiro lamentou que essa ambição tenha deixado de constituir uma prioridade para o executivo de Montenegro, acusando-o de não possuir uma estratégia consistente para um dos setores mais promissores da economia portuguesa.
"O que se nota é o Governo sem visão estratégica, por um lado, e por outro, sem planeamento. É todo um potencial económico, é todo um potencial de emprego, é todo um potencial de criação de riqueza que perdeu prioridade política da parte do Governo e isso é uma perda para o país", deplorou, manifestando a expectativa de que o roteiro temático promovido pelo PS possa contribuir para uma mudança de rumo.
"Gostava que esta iniciativa pudesse ter a função de alerta, de farol, para que o Governo não perca o sentido daquilo que é estratégico para o nosso país", sintetizou.
Políticas construídas no terreno
Ao longo das próximas semanas, a rota socialista passará pela Madeira e por várias regiões do continente, com o objetivo de ouvir os agentes ligados ao setor e recolher contributos para uma estratégia que o PS considera essencial para reforçar a competitividade da economia nacional.
Nos Açores, os socialistas reuniram-se com a estrutura regional da Federação de Pescas, visitaram a empresa Futurismo e estiveram no porto de Vila Franca do Campo, procurando conhecer de perto os desafios e as oportunidades da economia azul.
No quadro destas deslocações, José Luís Carneiro defendeu ainda a criação de um instrumento europeu equivalente ao POSEI para as pescas, considerando que, mesmo que não seja possível recuperar o programa anterior, é necessário encontrar mecanismos que permitam compensar os custos associados à ultraperiferia.
Ao enfatizar que as pescas açorianas representam cerca de 15% do setor nacional, o Secretário-Geral do PS sublinhou a importância da inovação e do conhecimento científico produzido na Universidade dos Açores para valorizar a atividade e consolidar a posição estratégica da Região no Atlântico.
"Gostaria que, agora, durante esta rota que estamos a iniciar, o Governo também olhasse com outros olhos para esta prioridade nacional", rematou.”
- 2026-06-08 “José Luís Carneiro defende prioridade à resposta do Estado nos internamentos sociais — "Aqui, é preciso que o Estado assuma a responsabilidade de liderar o processo, neste caso a Segurança Social, o Ministério da Segurança Social, com o Ministério da Saúde, para garantir uma resposta de retaguarda, negociando com as instituições particulares de solidariedade social, com as misericórdias, e financiando essa responsabilidade", declarou.
À margem de uma visita ao Centro Hospitalar Tâmega e Sousa, em Penafiel, no distrito do Porto, onde reuniu com a administração da ULS, o líder socialista colocou o foco na "falta de resposta familiar e social" para idosos hospitalizados, que chegam a passar "um ano, dois anos, três anos" internados.
José Luís Carneiro dirigiu, depois, uma crítica ao atual Governo por não fazer da saúde social uma prioridade.
"Aquilo que eu vejo é que, até agora, nestes dois anos, não vi que fosse prioridade do Governo. Pelo contrário", disse.
Valorizando o trabalho que é feito nas Unidades Locais de Saúde pelo país, José Luís Carneiro afirmou que o PS "sabe aquilo que quer fazer de diferente para garantir resultados diferentes".
"O que estou a afirmar é uma alternativa política para a saúde que passa pela valorização dos cuidados primários de saúde, que passa pela valorização das unidades locais de saúde, que passa pela criação e desenvolvimento dos centros de responsabilidade integrada, que passa pelo reforço da autonomia administrativa financeira e de capacidade de execução dos conselhos de administração", defendeu.
Em Penafiel, ouviu do Conselho de Administração da ULS do Tâmega e Sousa avisos quanto à ocupação de "cerca de 60 camas por dia de pessoas que ficam no hospital porque não têm retaguarda familiar ou social", lembrando um projeto socialista, chumbado no Parlamento, para dar resposta a essa lacuna.
Por outro lado, num centro hospitalar que hoje responde a meio milhão de pessoas, o líder socialista pediu "atenção" ao Governo para o investimento previsto de 200 milhões de euros naquela unidade, onde "faltam cerca de 150 enfermeiros para responder às necessidades", deixando um reparo à ministra da Saúde.
"O pior que pode acontecer a um responsável político é não assumir as suas responsabilidades e querer atirar com as suas responsabilidades para outros", observou.”
- 2026-06-08 “Rota pela Economia do Mar: PS quer colocar os oceanos no centro da estratégia de desenvolvimento do país — Coincidindo com a celebração do Dia Mundial dos Oceanos, José Luís Carneiro iniciou, esta segunda-feira, em Ponta Delgada, um novo périplo temático que pretende afirmar o mar como um dos grandes desígnios estratégicos de Portugal nas próximas décadas, promovendo uma abordagem assente no crescimento económico, na valorização científica, na sustentabilidade ambiental e na coesão territorial.
Na apresentação da iniciativa, o líder socialista defendeu que os Açores ocupam uma posição geoestratégica única e merecem uma atenção reforçada por parte dos decisores políticos nacionais e europeus.
Salientando que o arquipélago constitui uma plataforma privilegiada para a ligação de Portugal às Américas, a África e à Ásia, sublinhou que os Açores podem desempenhar igualmente "um papel determinante" na projeção externa da União Europeia.
Nesta perspetiva, acrescentou que Bruxelas "tem de olhar para os Açores, tem de olhar para Portugal, como a grande plataforma de afirmação da Europa no quadro da valorização dos oceanos".
Uma visão estratégica para os Açores
Destacando áreas como a modernização e descarbonização das frotas, a vigilância oceânica associada às alterações climáticas, o aproveitamento energético e a valorização sustentável dos recursos piscatórios, José Luís Carneiro reiterou que é no arquipélago açoriano que se encontra "o maior potencial para afirmar Portugal como país global".
Sinalizou ainda um conjunto de prioridades que considera fundamentais para potenciar o desenvolvimento da região, defendendo a criação de um grande centro logístico de transportes e de observação oceânica e deixando claro que essa seria a primeira prioridade de um Governo Regional liderado por Francisco César, em articulação com um executivo do PS na República.
Outra aposta estratégica passaria, avançou, pela consolidação dos Açores como uma referência científica internacional nas áreas da oceanografia, da vulcanologia, das alterações climáticas e da biodiversidade marinha.
Paralelamente, o líder do PS vincou a importância de se fazer "uma forte aposta na economia azul", abrangendo setores como a biotecnologia marinha, as energias oceânicas, a monitorização ambiental, a aquacultura sustentável e a robótica submarina.
"São áreas que estavam em todas as estratégias que desenvolvemos quando estávamos no Governo e elas têm de ser recuperadas e ser colocadas no centro das preocupações políticas nacionais, porque delas depende a afirmação dos Açores", enfatizou.
Do hidrogénio verde ao turismo científico e de natureza
No domínio energético, José Luís Carneiro recordou o potencial dos Açores na geotermia e salientou as possibilidades associadas ao hidrogénio verde e às energias renováveis em regime 'offshore'.
"Tínhamos um conjunto de concursos a decorrer. É preciso saber qual é o ponto de situação desses concursos para o aproveitamento das energias renováveis em 'offshore'", advertiu.
José Luís Carneiro apontou igualmente o turismo científico e de natureza como áreas de elevado potencial, considerando fundamental que se invista seriamente na melhoria das ligações aéreas e marítimas da região.
Por seu turno, o líder dos socialistas dos Açores, Francisco César, saudou a escolha da região para o lançamento do novo roteiro nacional do PS, salientando a importância central que o mar assume na economia açoriana e recordando que cerca de sete mil pessoas dependem diretamente das pescas, o que traduz o "peso estratégico" de um setor que continua a constituir uma das principais riquezas do arquipélago.
Ouvir quem está no terreno
A iniciativa socialista Rota pela Economia do Mar assenta numa lógica de proximidade e auscultação dos diferentes intervenientes do setor.
Ao longo das próximas semanas, o PS promoverá encontros com comunidades piscatórias, empresários, trabalhadores, investigadores, centros de conhecimento, associações e responsáveis locais, procurando identificar desafios e oportunidades para reforçar a competitividade da economia azul.
Os socialistas sustentam que Portugal dispõe de condições únicas para transformar o mar num dos principais motores de crescimento do país, defendendo, por isso, uma estratégia orientada para a criação de emprego qualificado, o desenvolvimento sustentável e a valorização do território.”
- 2026-06-08 “José Luís Carneiro destaca legado socialista do Programa Regressar — Em declarações aos jornalistas, em Ponta Delgada, à margem do arranque da Rota pela Economia do Mar, José Luís Carneiro afirmou que as intervenções proferidas nas comemorações do Dia de Portugal constituíram "uma homenagem ao Programa Regressar, feita pelo Presidente da República e pelo primeiro-ministro".
Recordando a génese da medida, o líder socialista explicou que o programa foi inicialmente concebido para responder ao regresso de cidadãos da comunidade luso-venezuelana, tendo posteriormente sido alargado ao conjunto da diáspora portuguesa espalhada pelo mundo.
Segundo assinalou, a iniciativa criada pelos governos do PS permitiu já o regresso de cerca de 40 mil portugueses, constituindo um importante instrumento de valorização dos laços entre Portugal e as suas comunidades.
"Eu devo dizer que me sinto naturalmente honrado, que me sinto satisfeito, com o facto de se reconhecer que essa política, lançada em 2017/2018, é hoje vista como uma política que deve ser alargada nos seus propósitos", salientou.
Diáspora deve ser prioridade estratégica
José Luís Carneiro lembrou igualmente que o Programa Regressar integrou diversos mecanismos destinados a facilitar o retorno dos emigrantes, incluindo incentivos fiscais, apoios financeiros associados ao transporte e à logística e medidas de promoção da empregabilidade e do investimento.
"Foi com bastante alegria que vi e ouvi as palavras do senhor Presidente da República e do senhor primeiro-ministro a lembrarem essa linha de desenvolvimento do país, que é de procurarmos criar incentivos ao regresso de uma ampla diáspora que temos no mundo", assinalou.
Defendeu ainda que a diáspora portuguesa continua a representar um ativo estratégico insuficientemente aproveitado, quer no plano da política externa, quer no domínio do desenvolvimento económico e social do país.
"Eu tenho ideias muito claras sobre o modo como se pode aproveitar essa linha de desenvolvimento económico, essa linha estratégica de desenvolvimento", garantiu, considerando que esta matéria "deve ter um grau de prioridade política que não tem tido" por parte do Governo da AD e manifestando a expectativa de que o executivo de Luís Montenegro "finalmente acorde para essa prioridade política estratégica".
Importância geopolítica dos Açores
Nas declarações proferidas em São Miguel, o líder socialista referiu-se ainda às comemorações do 10 de Junho, que prosseguem na ilha Terceira, considerando que a realização das cerimónias nos Açores evidencia a centralidade estratégica do arquipélago.
"Nós queremos reiterar a importância da aliança transatlântica e da nossa aliança de segurança e defesa com os Estados Unidos da América. Essa aliança é estrategicamente indispensável. Ela é geopoliticamente relevante para o futuro da segurança e da defesa nacionais", enfatizou.
Para José Luís Carneiro, as celebrações do Dia de Portugal nos Açores constituem também um sinal da "grande dimensão geopolítica" do arquipélago e da relevância da relação transatlântica para a afirmação estratégica do país.”
- 2026-06-05 “PS avança com iniciativa de diálogo social e estratégia para a economia — "A greve geral que se viveu hoje [quarta-feira] é a segunda greve de grande adesão em seis meses. E é claramente uma resposta ao estilo de governação deste Governo. A paz social que durante anos foi construída em diálogo, com concertação, com respeito mútuo entre parceiros sociais, foi quebrada pela teimosia, pela inflexibilidade e pela arrogância deste Governo, que mostrou um desrespeito inaceitável pelo diálogo social", afirmou a secretária nacional Fátima Fonseca.
Por isso, vincou a dirigente socialista, a responsabilidade por esta greve "é inteiramente" do executivo da AD, "que teima em ignorar os sinais que a sociedade tem insistentemente dado desde o início deste processo" e que "preferiu a imposição ao diálogo".
"Dez meses depois da apresentação do documento de contrarreforma laboral, este continua profundamente errado. Não dá resposta a novos problemas e ressuscita problemas que já tinham sido ultrapassados. Não responde à competitividade, não responde à produtividade e mantém um desequilíbrio radical contra quem trabalha", sublinhou.
"O que este Governo propõe é claro: mais precariedade, mais instabilidade, horários desregulados, piores salários, projetos de vida comprometidos e acesso à habitação ainda mais difícil", criticou.
A dirigente socialista contrapôs que foi nos governos do PS, com o acordo de concertação social de 2018 e com a Agenda para o Trabalho Digno de 2023, que "a precariedade diminuiu para convergir com a Europa" e que "foram regulados" aspetos relacionados com os novos desafios da economia e do trabalho.
"O PS compreende a complexidade dos desafios do mundo do trabalho e é por isso que defende o trabalho com direitos, a estabilidade das famílias e o diálogo social como pilares inegociáveis de uma sociedade mais justa", sinalizou.
Equipa e linhas de ação para uma transformação estrutural da economia
Neste sentido, defendeu, "o Partido Socialista considera que o desafio que se coloca ao país não é uma contrarreforma laboral que ataca os direitos das famílias, dos jovens, das mulheres e dos mais desprotegidos", mas uma estratégia de ação que permita a Portugal "crescer mais, produzir melhor e remunerar melhor".
"O que o país precisa é de uma estratégia que promova a transformação estrutural da economia portuguesa, que aumente a competitividade das empresas, a produtividade, a criação de riqueza e a convergência salarial", através "de um alinhamento entre investimento, internacionalização, qualificação, inovação, produtividade e salários".
Para dar concretização a esta estratégia, Fátima Fonseca anunciou que o PS dará início, ainda durante este mês de junho, à iniciativa de encetar contactos com um conjunto de 20 economistas, para validar uma metodologia de trabalho e constituir uma equipa que reúna com os parceiros sociais, sobre as diversas áreas da economia, visando "prosseguir com um conjunto de linhas de ação" para dar corpo a este "objetivo agregador e transformador" do país.
"É para esse desígnio que o PS está disponível", concluiu.”
- 2026-06-02 “Secretário-Geral do PS manifesta total apoio e confiança na candidatura de Portugal ao Conselho de Segurança da ONU — No momento em que se aproxima o início da votação para a eleição dos membros não permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas, no mandato de 2027-2028, quero reiterar o meu total apoio à candidatura portuguesa.
Desde que foi apresentada, em 2013, essa candidatura tem sido preparada e a respetiva campanha conduzida por vários governos, numa demonstração clara da unidade em torno dos grandes objetivos nacionais. Portugal tem sido exemplar na forma como exerce as suas responsabilidades internacionais, designadamente enquanto membro do Conselho de Segurança.
A sua adesão aos princípios do multilateralismo é inequívoca, e a sua participação nas Nações Unidas tem um valor unanimemente reconhecido. Acresce que, sendo português o Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, a nossa responsabilidade e reconhecimento ainda são mais determinantes.
Quero, por tudo isto, deixar agora uma palavra de confiança no resultado desta eleição. E agradecer muito sinceramente à diplomacia portuguesa o seu trabalho, de enorme qualidade, na realização desta candidatura.
O Secretário-Geral do Partido Socialista”
- 2026-06-02 “Secretário-Geral do PS manifesta total apoio e confiança na candidatura de Portugal ao Conselho de Segurança da ONU — No momento em que se aproxima o início da votação para a eleição dos membros não permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas, no mandato de 2027-2028, quero reiterar o meu total apoio à candidatura portuguesa.
Desde que foi apresentada, em 2013, essa candidatura tem sido preparada e a respetiva campanha conduzida por vários governos, numa demonstração clara da unidade em torno dos grandes objetivos nacionais. Portugal tem sido exemplar na forma como exerce as suas responsabilidades internacionais, designadamente enquanto membro do Conselho de Segurança.
A sua adesão aos princípios do multilateralismo é inequívoca, e a sua participação nas Nações Unidas tem um valor unanimemente reconhecido. Acresce que, sendo português o Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, a nossa responsabilidade e reconhecimento ainda são mais determinantes.
Quero, por tudo isto, deixar agora uma palavra de confiança no resultado desta eleição. E agradecer muito sinceramente à diplomacia portuguesa o seu trabalho, de enorme qualidade, na realização desta candidatura.”
- 2026-06-02 “PS apoia candidatura de Portugal ao Conselho de Segurança da ONU — "No momento em que se aproxima o início da votação para a eleição dos membros não permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas, no mandato de 2027-2028, quero reiterar o meu total apoio à candidatura portuguesa", salienta o líder socialista.
Sublinhando que "Portugal tem sido exemplar na forma como exerce as suas responsabilidades internacionais, designadamente enquanto membro do Conselho de Segurança", o Secretário-Geral do PS lembra que a candidatura portuguesa, desde a sua apresentação, em 2013, tem sido preparada e a respetiva campanha conduzida por vários governos, numa "demonstração clara da unidade em torno dos grandes objetivos nacionais"
"A sua adesão aos princípios do multilateralismo é inequívoca, e a sua participação nas Nações Unidas tem um valor unanimemente reconhecido. Acresce que, sendo português o Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, a nossa responsabilidade e reconhecimento ainda são mais determinantes", refere José Luís Carneiro.
"Quero, por tudo isto, deixar agora uma palavra de confiança no resultado desta eleição. E agradecer muito sinceramente à diplomacia portuguesa o seu trabalho, de enorme qualidade, na realização desta candidatura", completa o Secretário-Geral do PS.”
- 2026-06-02 “"Portugal não pode continuar a crescer a duas velocidades" — Durante a visita que realizou no fim de semana à Festa da Cereja, em Resende, José Luís Carneiro voltou a colocar a coesão territorial entre as prioridades da ação política socialista, sublinhando que "Portugal não pode continuar a crescer a duas velocidades".
"É preciso investir no interior para construir um país mais equilibrado, mais justo e mais forte", afirmou, sustentando que o desenvolvimento nacional exige respostas concretas para os territórios que enfrentam maiores dificuldades de acessibilidade e na atração e fixação de população.
Conhecedor da realidade das regiões do Douro e do interior norte, o líder do PS alertou para as consequências do atraso no investimento público em infraestruturas essenciais, lembrando que "quando o interior fica para trás, todo o país perde oportunidades de crescimento, investimento e emprego".
Neste contexto, reassumiu o compromisso político de concretizar a ligação de Baião à Ponte da Ermida e de Resende à A24, considerando tratar-se de uma intervenção decisiva para reforçar a articulação entre os concelhos do interior dos distritos do Porto e de Viseu.
"Esta ligação é um objetivo fundamental para construirmos um eixo de coesão territorial capaz de atrair investimento, criar oportunidades de emprego e melhorar as condições de vida das populações desta região", vincou.
A infraestrutura, salientou José Luís Carneiro, responde a reivindicações antigas das populações locais. Além de reduzir constrangimentos à mobilidade, permitirá reforçar a competitividade económica e aproximar comunidades afetadas pelo isolamento relativo destes territórios.
Neste sentido, garantiu que o Partido Socialista continuará a defender este investimento, quer na oposição quer num futuro exercício de funções governativas, enfatizando que a concretização da obra constitui uma prioridade para assegurar melhores condições de desenvolvimento económico e social dos municípios e da região.
Combater isolamento com investimento e acessibilidades
O líder socialista aproveitou ainda a ocasião para alertar para problemas de mobilidade que continuam por resolver no território, nomeadamente a ligação do Barrô, que "já está interrompida há três meses".
Defendendo uma maior atenção do Governo às necessidades das populações e à reposição de ligações consideradas essenciais para a vida quotidiana e para a atividade económica local, José Luís Carneiro deixou claro que o PS continuará a concentrar esforços na Assembleia da República.
"O que podem contar os habitantes desta região é com o líder do Partido Socialista, que conhece bem estes territórios e que tudo fará, no desempenho das suas funções políticas, para os defender e para estabelecer prioridades políticas voltadas para a criação de oportunidades de vida", assegurou.
A terminar, o Secretário-Geral do PS defendeu que a valorização do interior tem de traduzir-se em políticas públicas capazes de garantir igualdade de oportunidades entre territórios, reforçar a coesão nacional e assegurar que ninguém fica para trás no desenvolvimento do país.”
- 2026-06-01 “PS exige resposta urgente do Governo sobre agravamento das prestações da habitação — O Secretário-Geral do Partido Socialista exigiu, este sábado, explicações e medidas concretas ao Governo de Luís Montenegro perante o novo aumento das prestações do crédito à habitação, alertando para o impacto que a subida dos juros terá nos orçamentos familiares, num contexto já marcado pelo agravamento generalizado do custo de vida.
À margem de uma visita à Festa da Cereja, em Resende, José Luís Carneiro considerou que a perspetiva de aumento das prestações da casa representa "um balde de água fria" para milhares de famílias portuguesas, em particular para os jovens que enfrentam maiores dificuldades para suportar os encargos com a habitação.
"O primeiro-ministro deve explicar ao país o que é que está a fazer para responder às necessidades concretas por que estão a passar as famílias, quer com o custo de vida e agora com este balde de água fria que vai cair em cima de muitas famílias, particularmente muitas jovens famílias do nosso país", afirmou.
O líder do PS sublinhou que este novo agravamento surge numa altura em que os portugueses continuam a enfrentar aumentos nos preços dos bens alimentares essenciais, dos combustíveis, das comunicações e de outros encargos indispensáveis ao quotidiano, pressionando ainda mais os rendimentos das famílias.
"Queria saber o que é que o Governo está a fazer para responder a essa dificuldade", questionou, manifestando forte preocupação relativamente a dados recentes que apontam para uma subida nas prestações dos contratos de crédito à habitação com taxa variável já em junho, com determinados empréstimos cujos acréscimos poderão atingir várias dezenas de euros por mês.
Perante este cenário, José Luís Carneiro recordou que o Partido Socialista tem vindo a apresentar propostas destinadas a aliviar a pressão sobre os rendimentos dos portugueses, nomeadamente através da redução dos custos associados aos bens alimentares, combustíveis, gás, produção alimentar e setor das pescas, defendendo igualmente uma atenção particular ao impacto dos aumentos dos encargos com a habitação.
"O Governo tem de explicar, o primeiro-ministro tem de explicar aos portugueses o que é que está a fazer para responder a estas necessidades", insistiu.
Socialistas rejeitam visão punitiva da proteção social
Questionado sobre a futura Prestação Social Única (PSU), o Secretário-Geral confirmou que a medida estava prevista no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) como instrumento de integração das prestações sociais dirigidas aos cidadãos mais vulneráveis, mas sublinhou divergências relativamente à forma como a mesma poderá vir a ser aplicada.
"Não podemos ver numa medida desta natureza uma medida de correção de comportamentos individuais e sociais", enfatizou.
Para os socialistas, o aumento dos encargos com a habitação constitui mais um sinal das dificuldades que se acumulam para as famílias portuguesas e reforça a necessidade de respostas políticas centradas na proteção do rendimento, na valorização dos salários e no combate ao aumento do custo de vida.”
- 2026-05-29 “Saúde é das áreas em que o Governo da AD mostra mais incompetência — "O Partido Socialista agendou este debate, porque hoje perfazem precisamente dois anos que o Plano de Emergência e Transformação na Saúde (PETS) foi apresentado pelo primeiro-ministro e pela ministra da Saúde", apontou Eurico Brilhante Dias, que assinalou o facto de a ministra Ana Paula Martins se ter "demitido de vir ao Parlamento discutir e fazer o balanço do plano".
Ora, "essa demissão vai em linha com o comportamento que o Governo tem tido: procura dizer que não sairá de fininho, mas quando chega o momento de prestar contas, fica apenas a propaganda", atacou.
Eurico Brilhante Dias vincou que o executivo da AD "governa há dois anos e os resultados são um autêntico fracasso", o que contrasta com a governação de oito anos do PS: "O SNS, de 2015 a 2024, ficou com mais 150 mil profissionais, 82 mil entre médicos e enfermeiros; as consultas hospitalares aumentaram 11,7%; o número de cirurgias aumentou 27,9%; as consultas médicas nos cuidados de saúde primários cresceram 12,2%"; e tudo isto com o SNS a enfrentar uma pandemia.
Já em 2025, na governação de Luís Montenegro – que tudo prometeu na área da saúde – "verificámos um agravamento das listas de espera para consultas nos cuidados de saúde primários de 13,9%", exemplificou.
O líder parlamentar do PS referiu que "o Governo estabelece metas, não cumpre nenhuma das metas e, ao fim de dois anos, o melhor que tem para dizer é 'nós prometemos, mas não cumprimos'".
Dirigindo-se à secretária de Estado da Saúde, Ana Povo, que disse que construiu a sua carreira com provas públicas, Eurico Brilhante Dias comentou que, "quando definimos metas, confrontamos os resultados com as metas e os indicadores que definimos. Se nas suas provas públicas apresentasse umas metas para os indicadores e depois quisesse validar essas metas com outros números, teria chumbado nas suas provas públicas".
O presidente da bancada socialista assegurou que o PS será sempre "alternativa com propostas concretas" e destacou algumas das propostas que apresentou nestes últimos dois anos, como a alternativa para a urgência pré-hospitalar e a carreira de médico dentista, que foi aprovada em plenário.
"Como partido responsável, cá estaremos sempre que seja necessário para dizer que a incompetência deste Governo deve ser assinalada e a área da saúde é, provavelmente, das áreas mais paradigmáticas da sua incompetência", acusou.
Ministra da Saúde continua incapaz de assumir que errou
Na abertura do debate, a vice-presidente do Grupo Parlamentar Mariana Vieira da Silva notou que "o Governo passou os últimos dois anos a apregoar o cumprimento do Plano de Emergência e, magicamente, esta noite atualizou o seu site". Ora, "ontem estavam cumpridas 60% das medidas, hoje estão cumpridas, magicamente, 88% das medidas", ironizou.
Mas a verdade é que muitas das medidas anunciadas como cumpridas têm um "resultado falhado", denunciou Mariana Vieira da Silva, que deu exemplos como o "compromisso de acabar com as listas de espera para cirurgia oncológica que fossem para além do tempo máximo de resposta garantido", que se agravou 9% no último ano.
Apesar do que o plano prometia, "temos mais espera nas consultas, mais espera nas cirurgias, menos consultas nos cuidados de saúde primários, mais bebés a nascer em ambulâncias e muito mais incerteza", lamentou.
A socialista criticou depois a ministra Ana Paula Martins – que não compareceu ao debate de hoje – por responsabilizar "praticamente toda a gente" por erros na saúde: "As administrações hospitalares, a linha SNS24, os chefes de gabinete, os bombeiros, os apoios administrativos dos gabinetes, os trabalhadores e, claro, vários utentes". "A ministra da Saúde permanece ainda, e sempre, absolutamente incapaz de assumir que errou", censurou.
No final da sua intervenção, Mariana Vieira da Silva comentou que "há um facto indesmentível": "As expectativas e a confiança dos portugueses na capacidade deste Governo para melhorar o SNS está como as metas recentemente enviadas ao Parlamento – revistas em forte baixa e com um prognóstico muito reservado".”
- 2026-05-28 “Comunicado — O Partido Socialista confirma que a Polícia Judiciária está na Sede Nacional do Partido Socialista, a realizar diligências relacionadas com atividades que são imputadas a um dos seus trabalhadores.
O Partido Socialista não é, como tal, visado pela investigação da Polícia Judiciária.
Como é seu dever, o Partido Socialista está a colaborar com a Polícia Judiciária em tudo quanto lhe é por esta solicitado, no sentido de assegurar a boa condução das investigações e no respeito integral dos princípios e regras do Estado de direito.
Lisboa, 28 de maio de 2026
Gabinete de Imprensa do PS”
- 2026-05-28 “Maio, mês do Trabalho: A qualificação profissional como prioridade nacional — Ao percorrer escolas profissionais, centros de formação e instituições de ensino de norte a sul do país, esta iniciativa colocou no centro do debate nacional uma realidade muitas vezes esquecida: centenas de milhares de jovens e trabalhadores procuram oportunidades concretas de valorização pessoal e profissional, esperando que o país seja capaz de lhes oferecer perspetivas de estabilidade, reconhecimento e futuro.
Durante demasiado tempo, o ensino profissional foi injustamente tratado como uma via secundária. Esse preconceito social não apenas desvaloriza talentos, como limita o próprio desenvolvimento económico do país. Hoje sabemos que as economias mais competitivas da Europa são precisamente aquelas que melhor articulam formação técnica, inovação, empresas e qualificação avançada.
A Rota pelo Ensino e Formação Profissional mostrou exemplos concretos dessa articulação virtuosa. Em Braga, Serpa, Évora, Oliveira do Hospital, Setúbal, Matosinhos, Trofa, Celorico de Basto ou Lisboa, ficou evidente que existe um país empreendedor, inovador e profundamente comprometido com a formação das novas gerações. Escolas, empresas, autarquias e comunidades locais demonstram diariamente que é possível construir emprego qualificado e desenvolvimento territorial a partir do investimento no conhecimento.
Esta visão contrasta com respostas simplistas assentes na desregulação laboral e na fragilização dos direitos dos trabalhadores. Um país mais competitivo não se constrói pela desqualificação das relações laborais, mas sim pelo reforço das competências, da produtividade e da inovação.
Valorizar o ensino profissional é também valorizar a dignidade do trabalho. É reconhecer que cada jovem deve poder escolher livremente o seu percurso sem estigmas nem hierarquias artificiais entre diferentes formas de conhecimento. E é compreender que a coesão territorial depende, em larga medida, da capacidade de fixar talento, criar oportunidades e gerar esperança em todas as regiões do país.
Mais do que uma agenda setorial, esta rota representa uma ideia de país: um Portugal mais qualificado, mais justo e mais preparado para competir num mundo em rápida transformação. Um país que aposta nas pessoas como o seu principal recurso estratégico.
É esse o caminho que importa continuar a construir. E Maio foi o mês de o sublinhar. Mês que terminou com a publicação da encíclica papal sobre o dignidade humana e as ameaças da inteligência artificial. Documento que moldará o futuro e para o qual tão bem o Ascenso Simões aqui chamou a atenção. "Vemos, ouvimos e lemos, não podemos ignorar" (um verso célebre da "Cantata da Paz", poema escrito por Sophia de Mello Breyner Andresen).”
- 2026-05-28 “Governo não tem legitimidade para lançar uma "ofensiva laboral" — "O Governo e a velha AD não tinham legitimidade para apenas três meses depois das eleições lançar esta ofensiva laboral", já que as medidas não estavam nem no programa da AD, nem na campanha eleitoral, sustentou o socialista durante uma interpelação do PCP ao Governo sobre a legislação laboral, acrescentando que "não falaram porque sabiam que não ganhariam as eleições".
"Por isso, o Governo não tem legitimidade política para este radicalismo, devia retirar esta proposta e voltar ao início", defendeu.
Miguel Cabrita explicou que se o Governo quer competitividade e produtividade, tem de "apostar na formação; reduzir custos de contexto e não confundir com direitos laborais; reduzir custos de energia; premiar o investimento em inovação; apostar na incorporação de tecnologia na economia; reduzir a burocracia; simplificar; diminuir prazos de licenciamento; reduzir os tempos de justiça".
O coordenador dos socialistas na Comissão de Trabalho, Segurança Social e Inclusão comentou que o "Governo é rápido a proibir burcas, a alimentar polémicas com identidade de género, a proibir bandeiras, a criar problemas com a nacionalidade, mas é incapaz de resolver os problemas das pessoas na habitação, na saúde, no custo de vida, na educação".
"Não desviem as atenções, comecem a governar", instou.”
- 2026-05-27 “José Luís Carneiro pergunta até quando Montenegro vai manter insensibilidade — Durante o debate quinzenal com a presença do primeiro-ministro, José Luís Carneiro criticou Luís Montenegro por ter dito na Assembleia da República que nunca aumentou os impostos sobre os combustíveis.
Esta afirmação levou o Secretário-Geral do PS a reafirmar que "desde que tomou posse, em abril de 2024, o primeiro-ministro aumentou os impostos sobre os combustíveis e hoje os portugueses estão a pagar as suas decisões".
E clarificou que, entre abril de 2024 e o dia de hoje, "significou um aumento de 9,7 cêntimos por litro de gasóleo e cerca de seis cêntimos por cada litro de gasolina". José Luís Carneiro perguntou até quando o primeiro-ministro "vai manter esta insensibilidade e teimosia".
O líder do Partido Socialista lamentou também que o Governo não tenha aceitado as medidas que o PS apresentou para mitigar os efeitos da inflação no custo de vida das pessoas. "Elas traduzir-se-iam na redução, para metade, no custo do aumento com os bens essenciais à vida das pessoas", vincou.
Saúde é um falhanço clamoroso do Governo
Considerando a saúde um "falhanço clamoroso deste Governo", José Luís Carneiro lembrou que, no último debate com o primeiro-ministro, Luís Montenegro disse que "haver menos 200 mil consultas nos cuidados primários e menos 50 mil consultas nos cuidados hospitalares tinha que ver com a gripe".
Depois de terem saído dados oficiais, pôde constatar-se que, "afinal, foram menos 760 mil consultas durante o ano de 2025 nos centros de saúde portugueses", frisou.
O Secretário-Geral do PS esclareceu que "significa menos duas mil consultas por dia" e acusou o Governo de "falta de sensibilidade e de falta de resposta às pessoas". José Luís Carneiro defendeu que o primeiro-ministro deveria reconhecer que "faltou à verdade aos portugueses".”
- 2026-05-27 “PS percorre o país para construir alternativa de confiança com os portugueses — Sob o lema "2 Anos de Governo… O Governo falha. PS: Alternativa. Confiança", a iniciativa decorrerá até sábado em todos os distritos de Portugal continental e nas regiões autónomas dos Açores e da Madeira, num exercício de contacto direto com militantes, agentes locais e sociedade civil, num sinal claro de abertura, responsabilidade e preparação de uma alternativa governativa sólida.
Em declarações aos jornalistas, o dirigente do partido Luís Soares sublinhou que o objetivo central da iniciativa passa por "provocar o debate numa perspetiva de escuta ativa", apontando respostas concretas para os problemas que se agravaram sob a governação de Luís Montenegro.
"Foi prometido um conjunto de propostas e de reformas para resolver problemas que existiam, mas a verdade é que o resultado das políticas, ao final destes dois anos, é que o Governo não só não resolveu os problemas, como ainda os agudizou, em diversos domínios, sendo a habitação, a saúde e o custo de vida os casos mais visíveis", afirmou.
Segundo adiantou Luís Soares, os membros do Secretariado Nacional do PS irão percorrer o país em articulação com as estruturas locais para "assinalar estes dois anos e o falhanço deste executivo, apontando caminhos alternativos".
Uma ação que, acrescentou, reflete a postura que o partido tem assumido desde o início da legislatura, "na liderança de uma oposição responsável e, sobretudo, com propostas e alternativas".
Luís Soares salientou ainda que esta mobilização nacional pretende reforçar a ligação entre a direção do PS e os cidadãos, colocando no terreno os responsáveis que "estão a liderar o partido no dia-a-dia", para ouvir contributos, discutir soluções e aprofundar a reflexão política em contacto direto com as realidades locais.
A iniciativa inspira-se no modelo participado adotado durante a recandidatura de José Luís Carneiro a Secretário-Geral, através do movimento "Contamos Todos", marcado pela abertura à sociedade civil e pela realização de sessões descentralizadas em todo o país.
"Esperamos que esse espaço de participação que se abriu com a candidatura de José Luís Carneiro possa continuar e que os dirigentes nacionais possam ter contacto com aquelas pessoas que se mostraram disponíveis para dar o seu contributo", afirmou Luís Soares, reforçando a ideia de um PS próximo, participativo e empenhado na construção de soluções concretas para os problemas dos portugueses.
As sessões deste roteiro nacional do PS decorrerão ao longo de quinta-feira, sexta-feira e sábado, estando abertas não apenas aos militantes socialistas, mas também à sociedade civil, numa iniciativa que procura reforçar a confiança dos cidadãos numa alternativa política dialogante, credível e preparada para responder aos desafios do país.”
- 2026-05-26 “José Luís Carneiro defende escola pública mais próxima e participada — Durante a visita que realizou, esta segunda-feira, à Escola Secundária Alexandre Herculano, no Porto, José Luís Carneiro sublinhou a importância de aproximar os jovens da vida cívica e democrática.
Ao participar num momento de diálogo com os alunos sobre o funcionamento do processo legislativo e a forma como se constroem iniciativas legislativas, o líder socialista referiu que a visita também lhe permitiu assistir à apresentação de um trabalho dedicado à revisão do regime relativo ao sistema de direção, de gestão e de administração das escolas.
Nesta matéria, destacou a relevância de aprofundar a democratização dos órgãos de gestão escolar, através de "uma maior participação da comunidade educativa – dos pais, dos alunos e dos professores", bem como do reforço da relação entre a escola e os territórios.
Ouvir para construir ensino de excelência
Para o Secretário-Geral do PS, a escola pública continua a assumir um papel estruturante no desenvolvimento do país e na consolidação da democracia.
"A escola é o elemento fundador dos direitos, liberdades e garantias, é o mais importante motor da igualdade de oportunidades e é um fator decisivo da qualidade da nossa democracia", declarou, defendendo uma visão da educação assente na inclusão, na proximidade e na valorização das comunidades educativas.
Sob o mote de que "o futuro constrói-se com conhecimento e proximidade", José Luís Carneiro destacou a importância do contacto direto com os estabelecimentos de ensino, considerando que ouvir quem vive diariamente a realidade escolar é essencial para construir respostas eficazes para o setor.
O líder socialista reiterou ainda que o Partido Socialista continuará empenhado na defesa de uma escola pública forte e capaz de responder aos desafios do futuro.
"Acreditamos que ouvir a comunidade escolar é o primeiro passo para construir uma educação pública de excelência", enfatizou, concluindo que "uma verdadeira valorização da escola pública passa por ir ao terreno, ouvir quem nela vive e trabalha, e desenhar soluções para uma educação mais forte, inclusiva e preparada para as exigências do amanhã".”
- 2026-05-26 “José Luís Carneiro afirma que plano do Governo para a saúde é um "ato voluntarista" e defende medidas para resposta duradoura — No encerramento do fórum "Plano de Emergência e Transformação da Saúde (PETS): Dois Anos de Anúncios por Cumprir", organizado pelo Grupo Parlamentar do PS, José Luís Carneiro comentou que o PETS "mais não foi do que um ato voluntarista" – a forma "mais diplomática" que arranjou para o classificar – e frisou que, de acordo com os números oficiais, "em 2025 houve menos 760 mil consultas nos centros de saúde". "Isto diz bem de como este plano foi meramente um ato de voluntarismo que não tem substância para podermos classificá-lo de outra forma", sustentou.
De acordo com o Secretário-Geral do PS, a melhor forma de se evitar "cair no erro" da AD é "não procurar oferecer respostas fáceis para questões que são complexas e difíceis" e, ao mesmo tempo, "não ir contra aquilo que está a ser bem feito só pelo facto de não ter sido proposto por nós".
Instalou-se uma crise na capacidade de gestão dos cuidados de saúde
José Luís Carneiro defendeu a necessidade de se "garantir maior autonomia às administrações hospitalares" e frisou que esta área "deve suscitar uma ampla convergência política" para que se possa garantir que nas administrações hospitalares há "a qualidade, a experiência, o mérito, uma cultura de serviço público e uma cultura de compromisso com os interesses gerais do Estado", o que "significa também dar maior autonomia aos conselhos de administração" dos hospitais.
"Estarmos quase no fim de maio sem os planos de desenvolvimento organizacional dos hospitais diz bem da crise que se instalou na capacidade de gestão e de organização dos cuidados de saúde", criticou.
O líder do Partido Socialista sublinhou ainda a importância da "implementação do Registo Único de Saúde que seja interoperável não apenas entre os cuidados primários e os cuidados hospitalares, mas também com as respostas que são dadas pelo setor social e por outros setores".
Para além de ter "uma ideia muito clara sobre a importância de reformarmos os cuidados primários", José Luís Carneiro salientou a necessidade de se "valorizar a autonomia e a capacidade para atrair e fixar os profissionais" de saúde. Em primeiro lugar, tem de se integrar o "internato médico na carreira médica" e, em segundo, introduzir a "especialidade dos enfermeiros na sua prática profissional e no seu contexto de trabalho".
No final da sua intervenção, José Luís Carneiro referiu que, "de muito bom grado", o Partido Socialista transmitiu ao Presidente da República a sua disponibilidade para "participar no diálogo interpartidário para constituir uma resposta duradoura" na saúde.”
- 2026-05-26 “Degradação do SNS é má notícia para os portugueses e para a democracia — Na abertura do fórum "Plano de Emergência e Transformação da Saúde (PETS): Dois Anos de Anúncios por Cumprir", organizado pela bancada do PS e que reúne deputados, especialistas, profissionais de saúde e representantes de entidades do setor, Eurico Brilhante Dias explicou que o objetivo da iniciativa é "construir propostas alternativas que respondam às necessidades dos portugueses" e vincou que o Partido Socialista não quer fazer apenas oposição, mas sim ser uma alternativa ao Governo da AD.
Não é suficiente fazer críticas à atuação do Executivo, "porque os portugueses não vivem da crítica, vivem de propostas concretas que resolvem os seus problemas", salientou. O líder parlamentar recordou quando o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, endereçou uma carta ao primeiro-ministro no quadro da gestão da emergência pré-hospitalar. A verdade é que "o Governo considerou que a proposta do Partido Socialista era positiva e tinha mérito, mas, passado praticamente um ano, o grau de execução dessa proposta é zero", lamentou.
"Passaram dois anos e os resultados são manifestamente insatisfatórios", asseverou Eurico Brilhante Dias, considerando a "degradação do Serviço Nacional de Saúde" uma "má notícia para a saúde dos portugueses" e, ao mesmo tempo, "uma má notícia para a qualidade da democracia portuguesa, porque há um vínculo entre o Serviço Nacional de Saúde, as conquistas democráticas e a participação coletiva na democracia".
Criticando o Governo por ter feito com que os doentes em listas de espera tenham aumentado, Eurico Brilhante Dias notou que "não se vê como é que o Governo vai alterar esta trajetória".
Focando-se nas Unidades de Saúde Familiar (USF), o presidente da bancada socialista referiu um pequeno detalhe revelador das políticas deste Executivo: "Fez campanha eleitoral de forma insistente dizendo que teríamos USF tipo C ao virar da esquina, mas, passados dois anos, não há uma única USF tipo C".
Eurico Brilhante Dias recordou quando o PS, "em mais do que uma oportunidade, questionou a continuidade da ministra da Saúde" e esclareceu que tal "não tem a ver com uma apreciação pessoal da ministra" Ana Paula Martins, nem o Partido Socialista tem a "expectativa de que a substituição de um titular do Ministério da Saúde resolva, por milagre, como se fosse uma bala de prata, todos os problemas da saúde em Portugal".
"É apenas uma avaliação" feita com a certeza de que, em vez de o titular de um cargo político ajudar a resolver problemas, "infelizmente já esgotou essa capacidade de mudar positivamente o sistema", sustentou.
Promessa do Governo foi um "inconseguimento"
A sessão de abertura do fórum esteve também a cargo do deputado do PS Filipe Neto Brandão, que recordou que o Governo da AD prometeu "um Serviço Nacional de Saúde mais eficiente, mais rápido e mais acessível, mas o país hoje tem o Serviço Nacional de Saúde mais frágil, mais instável e mais desigual".
O presidente da Comissão Parlamentar de Saúde sublinhou que Luís Montenegro está em funções há mais de dois anos e, "em campanha eleitoral para se fazer eleger, foi este mesmo primeiro-ministro quem fez da saúde um pilar daquilo que anunciava então ser o seu compromisso com os portugueses".
"Foi o presidente do PSD e líder da Aliança Democrática quem, pessoal e publicamente, assumiu o compromisso de nos primeiros dois meses de Governo apresentar um plano de emergência para executar, até final de 2025, na área da saúde".
Ora, Filipe Neto Brandão recuperou um "neologismo introduzido no léxico parlamentar pela antiga Presidente da República, Assunção Esteves", para dizer que esta promessa do Governo se "traduz num 'inconseguimento'".
O socialista mencionou ainda que, em março deste ano, a ministra da Saúde "foi forçada a reconhecer publicamente que o Governo não vai conseguir atribuir médico de família a todos os utentes e que está mesmo muito longe de o poder fazer".”
- 2026-05-25 “Governo prejudicou o país ao manter SIRESP dois anos sem presidente — "Durante dois anos, a mais importante infraestrutura de comunicação do Estado esteve sem presidente e qual foi a notícia que soubemos ontem [sexta-feira]: o Governo foi buscar, ao fim de dois anos, o general Viegas Nunes para voltar a assumir a presidência", apontou o líder socialista, à margem da reunião do Conselho Estratégico do partido, que decorreu no sábado, em Coimbra.
José Luís Carneiro salientou que quando o PS saiu do Governo, em 2024, deixou concluído o relatório para garantir a transição tecnológica do SIRESP, num trabalho preparado pelo general Viegas Nunes.
"Foi feito um trabalho que cumpriu três objetivos: o concurso internacional que estava a decorrer, a interoperabilidade das comunicações nas regiões autónomas e o continente, e conseguiu também a interoperabilidade dos serviços de comunicação civis com os militares e a Jornada Mundial da Juventude permitiu testar essa resposta", sublinhou.
O Secretário-Geral do PS considerou ainda que o general Viegas Nunes é um "servidor do Estado" e uma "das personalidades que mais sabe de comunicações no nosso país".”
- 2026-05-25 “PS centra agenda progressista no país real — Na sétima reunião do Conselho Estratégico do PS, realizada no passado sábado, em Coimbra, o PS reuniu dirigentes, especialistas e representantes da sociedade civil para discutir "quais devem ser as prioridades fundamentais de uma agenda política progressista relativamente às questões económicas e sociais", num encontro marcado pela forte participação de jovens e pela aposta na definição de soluções práticas para os problemas que mais afetam os portugueses.
À entrada para a reunião, José Luís Carneiro sublinhou que o partido está concentrado em ouvir contributos e preparar respostas para as dificuldades concretas enfrentadas pelas famílias.
"Temos hoje de novo o Conselho Estratégico para abordar as prioridades que devem estar na agenda política do nosso país", afirmou, destacando o trabalho desenvolvido pelo órgão coordenado por Augusto Santos Silva.
O líder socialista identificou como prioridade imediata "as questões ligadas ao custo de vida", defendendo ser "muito importante garantirmos respostas para as dificuldades que as pessoas estão a passar".
A habitação foi, desde logo, apontada como outro dos grandes desafios nacionais, com o líder socialista a insistir na "necessidade de encontrarmos soluções que são vitais para os mais jovens, mas também para as diferentes gerações".
Na área da saúde, alertou para o agravamento da situação no SNS, referindo que existem "mais pessoas sem médico de família, mais pessoas à espera da primeira consulta, de cirurgias, inclusivamente as oncológicas".
"Urgem respostas adequadas por parte do SNS", vincou.
José Luís Carneiro destacou ainda os sinais de bloqueio da economia portuguesa, considerando fundamental garantir "salários mais dignos, capazes de fixar as gerações mais jovens e qualificadas deste país".
Em declarações aos jornalistas, a escolha de Coimbra para acolher a reunião foi também apresentada como simbólica.
"É uma das cidades do conhecimento do nosso país. É uma das marcas, um dos motores do conhecimento, do saber, da investigação", afirmou o Secretário-Geral, associando o debate estratégico socialista à valorização do conhecimento, da qualificação e da inovação como motores do desenvolvimento nacional.
No final da reunião, Augusto Santos Silva destacou a dimensão e diversidade da discussão promovida pelo PS.
Após enfatizar que o tema "não podia ser mais oportuno", o coordenador do Conselho Estratégico referiu que a reunião contou com "20 intervenções" centradas em áreas como educação, habitação, proteção social, segurança social, saúde e políticas de migração, defendendo que o PS está a construir uma alternativa política assente em crescimento económico com justiça social e proteção dos mais vulneráveis.
Socialistas condenam "desmazelo" do Governo na gestão de crises
Críticas à atuação do Governo nos momentos de maior exigência marcaram também esta jornada de trabalho, com José Luís Carneiro a acusar o executivo da AD de acumular falhas graves na gestão de crises sucessivas que atingiram Portugal nos últimos meses.
À margem da reunião do Conselho Estratégico, o líder socialista apontou diretamente para o relatório da Presidência da República sobre as tempestades que atingiram várias regiões do país no início do ano para evidenciar falhas na resposta da equipa chefiada por Luís Montenegro.
"Veio mostrar que o Governo não teve capacidade de resposta, chegou tarde, que a resposta foi insuficiente e incompetente", frisou, considerando que o documento mostra "um Governo desmazelado".
José Luís Carneiro defendeu que o país necessita de uma liderança capaz de antecipar problemas e coordenar eficazmente os meios públicos em situações de emergência, considerando ainda que as conclusões agora conhecidas confirmam alertas que o PS tem vindo a fazer relativamente à atuação do Governo em vários dossiês críticos.
Nesse sentido, recordou igualmente o relatório elaborado pelo deputado social-democrata Paulo Moniz sobre o apagão elétrico, que apontava falhas de coordenação e incapacidade de resposta por parte do executivo.
Para José Luís Carneiro, existe um padrão de atuação governativa que se repetiu nos incêndios de 2025, no apagão elétrico e agora na resposta às tempestades que assolaram o país durante o inverno.
"A palavra desmazelo é a que melhor caracteriza a resposta do Governo aos momentos mais críticos", rematou.”
- 2026-05-22 “PS lança ciclo de conferências sobre a reforma da justiça — Numa conferência de imprensa, Eurico Brilhante Dias sublinhou que o lançamento destas conferências "é um marco importante no trabalho" que o PS tem vindo a desempenhar e assegurou que o fará "com diálogo e auscultando diferentes personalidades e agentes do sistema de justiça" com o intuito de termos uma "justiça mais eficaz".
O objetivo é "fazer uma viagem transversal em diálogo e que o Partido Socialista esteja não só preparado para discutir uma profunda reforma da justiça – que é um dos temas que mais tem vindo a promover alguma desconfiança na relação entre os cidadãos e o Estado – mas, acima de tudo, defender o pilar fundamental dos direitos, liberdades e garantias e da qualidade da democracia portuguesa", frisou.
O presidente do Grupo Parlamentar do PS explicou que, à medida que se forem realizando as conferências, o Partido Socialista pretende "ter uma produção legislativa e resolutiva eficiente, abrindo a porta também ao diálogo com os outros partidos políticos", uma vez que é essencial que esta reforma "possa ser o mais consensual possível e feita de forma estruturada para perdurar no tempo".
O vice-presidente da bancada Pedro Delgado Alves detalhou que o ciclo das 14 conferências iniciará no mês de junho com o processo penal e com o combate à corrupção.
"A matéria do processo penal é, seguramente, a que nos últimos meses tem não só trazido iniciativas legislativas ao Parlamento por parte do Governo, como também sugestões e contributos por parte de algumas profissões jurídicas", indicou.
Haverá também conferências sobre a justiça administrativa e fiscal, o Direito Contraordenacional, a resolução de litígios, o papel dos tribunais na democracia, as novas tecnologias na justiça, como a Inteligência Artificial e, no mês de novembro, em que se assinala o combate à violência contra as mulheres, o PS propõe realizar dois painéis, um relativo à violência doméstica e outro relativo aos crimes contra a liberdade e à autodeterminação sexual, "sobre os quais também tem havido muitas intervenções legislativas", notou o deputado.
A bancada do PS quer ainda debater temas como os desafios da organização judiciária, o acesso à justiça – já no mês de janeiro –, a celeridade da justiça, o sistema prisional e a reinserção social e, por fim, a inovação nos registos e notariado.”
- 2026-05-21 “PS solidário com profissionais da Lusa: "Em causa está a qualidade da democracia" — Foi num contexto de forte contestação aos novos estatutos impostos pelo Governo da AD que o Partido Socialista se colocou, esta quarta-feira, ao lado dos trabalhadores da agência noticiosa nacional, concentrados frente à Assembleia da República em defesa da liberdade de imprensa, da autonomia editorial e da qualidade da vida democrática.
Na ocasião, o Secretário-Geral do PS expressou a total solidariedade socialista com os profissionais em protesto, deixando um aviso claro sobre os riscos que o PS identifica nas alterações promovidas pelo executivo de direita.
José Luís Carneiro avisou que, nesta ofensiva do Governo de Luís Montenegro, está em causa "a garantia de isenção, da imparcialidade, da liberdade, da autonomia e do sentido de responsabilidade que a Lusa tem tido com uma imprensa livre, garante dos valores democráticos".
Sublinhando que a defesa da agência noticiosa nacional ultrapassa a dimensão estritamente mediática, uma vez que assume um significado estratégico para o país, o líder do PS disse ser "inaceitável" também que procurem "colocar a Lusa num papel subsidiário".
Neste sentido, salientou que a agência representa "uma das mais importantes riquezas de que o país dispõe em termos de expressão da língua, da cultura e da afirmação de Portugal no mundo", tanto pela sua presença em território nacional como junto das comunidades portuguesas no exterior.
De seguida, insistiu que "a expressão do rigor, da independência e da imparcialidade é absolutamente decisiva para garantirmos a qualidade da nossa democracia", alertando que "é a qualidade da vida democrática" em Portugal que está em causa.
Dirigindo-se diretamente aos trabalhadores da agência e aos seus representantes sindicais, o Secretário-Geral deixou claramente expressa a garantia de que os profissionais da Lusa não estarão sozinhos nesta luta.
"Contem com o PS e com o Grupo Parlamentar para defender essas vossas posições", afirmou.
Socialistas contra ameaça à livre informação
O apoio político do PS surge numa altura em que os profissionais da Lusa denunciam riscos de "influência política e de governamentalização" decorrentes dos novos estatutos, contestando igualmente o plano de rescisões, a ausência de reforço de quadros e a eventual transferência da sede da agência para o campus da RTP, cenário que os trabalhadores acreditam que irá fragilizar a independência funcional da agência e até favorecer a sua extinção.
Em comunicado divulgado hoje, o Sindicato dos Jornalistas salienta que a paralisação total do serviço da Lusa demonstrou "a insatisfação de todos os profissionais com os novos estatutos", uma vez que estes abrem espaço a "ingerências políticas na informação".
Entretanto, a bancada do PS na Assembleia da República avançou já com a apresentação de um projeto de lei destinado a "repor a normalidade democrática".
A proposta visa assegurar aos estatutos da Lusa enquadramento legal e legitimidade democrática, em conformidade com as normas europeias, defendendo simultaneamente um processo de revisão participado que inclua trabalhadores, jornalistas e a sociedade civil.”
- 2026-05-21 “PS rejeita alterações à legislação laboral e critica Governo — PS rejeita "contrarreforma laboral"
Em conferência de imprensa na sede nacional do PS, em Lisboa, foi confirmado que o grupo parlamentar votará contra aquilo que o líder socialista classificou como uma "contrarreforma laboral". Caso o diploma avance para a fase de especialidade, será apresentada uma proposta alternativa com alterações concretas.
Segundo José Luís Carneiro, trata-se de uma proposta que demonstra uma "gritante insensibilidade", sobretudo em relação aos trabalhadores mais jovens. Foi ainda defendido que a iniciativa governamental poderá empurrar mais cidadãos para situações de precariedade.
Críticas à proteção das famílias e trabalhadores
O líder do PS alertou para o impacto das medidas nas famílias, especialmente naquelas com filhos menores até aos 12 anos. Foi sublinhado que a conciliação entre vida profissional e familiar poderá ser negativamente afetada.
Além disso, criticou-se a forma como os direitos das mães, nomeadamente no período de amamentação, são tratados na proposta. Estas situações foram descritas como exemplos claros de desvalorização das condições laborais.
Risco de retrocesso social e económico
Foi também apontada uma "profunda insensibilidade" face à proteção dos grupos mais vulneráveis. Segundo José Luís Carneiro, a proposta poderá levar ao regresso de relações laborais informais, o que representaria um retrocesso de décadas no desenvolvimento social e económico do país.
Falta de concertação social gera críticas
O PS considerou "incompreensível" a decisão do Governo de avançar com a proposta sem acordo em concertação social. Esta posição foi apresentada como um sinal de desrespeito pelos parceiros sociais.
Para contrariar esta abordagem, José Luís Carneiro anunciou que será apresentada, na próxima semana, uma proposta mais abrangente. O objetivo passa por melhorar a competitividade da economia portuguesa, reforçar a produtividade e promover a valorização salarial, assim como a formação e requalificação profissional.
Reuniões com parceiros sociais já em curso
No âmbito deste processo, o secretário-geral do PS revelou que já reuniu com diversas entidades, incluindo:
Está também agendada uma reunião com a
CGTP
para os próximos dias.
Salário mínimo pode tornar-se "moeda de troca"
Durante a intervenção, José Luís Carneiro alertou ainda para a possibilidade de a subida do salário mínimo para 1600 euros ser utilizada como contrapartida política. Segundo o líder socialista, esta estratégia poderá resultar na desvalorização das condições laborais no médio e longo prazo.
Reação a declarações da ministra do Trabalho
Questionado sobre declarações recentes da ministra do Trabalho, que associou o Presidente da República à posição da UGT na concertação social, José Luís Carneiro classificou essas afirmações como "imponderadas" e "profundamente infelizes".
Nomeação para Provedora de Justiça sem confirmação
Sobre notícias relacionadas com a possível indicação de Luísa Neto para Provedora de Justiça, o secretário-geral do PS não confirmou a informação. O tema foi remetido para o líder parlamentar do partido.”
- 2026-05-20 “ANMP celebra 42 anos: respeito pelos autarcas e autonomia local — Associação Nacional de Municípios Portugueses celebra 42 Anos
PS exige respeito pelos Autarcas e pela Autonomia do Poder Local
A Associação Nacional de Autarcas do Partido Socialista (ANA/PS) saúda, hoje, os 42 anos sobre o Congresso constituinte da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), realizado na Figueira da Foz.
Estes 42 anos são celebrados no ano em que, a 12 de dezembro, se assinala uma outra data histórica do Poder Local: 50 anos das primeiras Eleições Autárquicas democráticas em Portugal.
Nesta ocasião, felicitamos e agradecemos os contributos de milhares de autarcas que desempenharam e desempenham funções em executivos municipais em todo o território continental e nas Regiões Autónomas, bem como a todas e todos os Presidentes de Câmara – de todos os quadrantes políticos – que, desde 1984, integraram e integram os Órgãos da ANMP.
O exercício do Poder Local é tão mais eficaz e eficiente, quando exercido com proximidade, havendo, nesse contexto, que garantir mais e melhores recurso técnicos, humanos e financeiros, aos Órgãos (e seus legítimos representantes) que exercem constitucionalmente funções executivas e deliberativas, em Municípios e Freguesias.
Se os 42 anos da ANMP e os 50 do Poder Local Democrático constituem, per si, motivo de ampla satisfação, consubstanciadas nas múltiplas conquistas que os Autarcas conseguiram nesses períodos, os tempos que vivemos são, simultaneamente, de grande preocupação e descontentamento pela linha norteadora que o Governo AD impõe na sua ação e relação com os Municípios e Freguesias e com os Autarcas em geral.
A permanente ausência de diálogo em matérias que às Autarquias dizem respeito, as declarações públicas de governantes remetendo às Autarquias responsabilidades que não são as suas e a declarada inobservância de regras institucionais na relação com as Autarquias são a imagem de marca de um Governo que não privilegia os atores locais como parceiros privilegiados de implantação de políticas a favor das populações.
Como exemplo recente, e ainda sem correção, a criação do Grupo de Trabalho para a Revisão da Lei das Finanças Locais, 'concedendo' o papel de meros observadores a ANMP e ANAFRE, só pode ser encarada como um episódio extra de "Isto é gozar com quem trabalha". Ao longo de dois anos de Governo AD, múltiplas Propostas de Lei com incidência na Administração Local chegam tardiamente e de forma extemporânea para apreciação de quem as executa.
Constata-se, igualmente, que o Governo AD não está a cumprir com os Acordos assinados com a ANMP no que respeita à Educação e à Saúde. Na Educação, só ainda foram aprovadas as escolas que o Governo PS conseguiu inscrever no PRR. Relativamente às restantes, para as quais há compromisso de apoio, ainda não há qualquer apoio, não há qualquer aprovação. Na Saúde, a situação é semelhante, apenas estão aprovados projetos que o Governo PS incluiu no PRR. Falta ao Governo AD, entre outras falhas, fazer a lista completa dos equipamentos de saúde recebidos pelos Municípios e que necessitam de requalificação e garantir o seu financiamento.
Ao Governo AD, exige-se respeito pelos Autarcas, enquanto legítimos representantes das populações; exige-se respeito e cumprimento da Autonomia do Poder Local; exige-se que dialogue e seja parceiro de Municípios e Freguesias na prossecução e implantação das Linhas Gerais de Atuação aprovadas nos Congressos de ANMP e ANAFRE, por Autarcas de todas as forças políticas ali representadas.
Seguimos Juntos, do Poder Local Democrático e das Pessoas.
A Presidente da Direção Nacional da ANA/PS | Sónia Sanfona”
- 2026-05-19 “José Luís Carneiro conclui Rota pelo Ensino e Formação e exige nova ambição estratégica — Após semanas de contactos com escolas, centros de formação, empresas e agentes económicos de diferentes regiões do país, José Luís Carneiro garantiu que o PS tem "uma clareza muito forte sobre as prioridades".
"Temos de ter a formação e o ensino profissional no topo das prioridades, porque são um esteio fundamental para a qualificação dos nossos jovens, para a qualificação dos nossos trabalhadores, para a reconversão profissional e para a estabilidade do crescimento da nossa economia", afirmou José Luís Carneiro, apontando as atuais exigências em matéria de habitação, saúde, salários, produtividade, estabilidade futura dos trabalhadores e transformações tecnológicas.
Durante a visita que realizou esta manhã à Escola Profissional Agrícola de Fermil, o líder socialista voltou a sublinhar a necessidade de o país responder com ambição às transformações provocadas pela transição digital e pela inteligência artificial, reiterando o carácter essencial de avançar com uma aposta firme na formação e na reconversão profissional.
Ao longo da Rota pelo Ensino e Formação Profissional, os socialistas identificaram como uma das principais fragilidades do sistema o desfasamento entre a oferta formativa existente e as necessidades reais do tecido empresarial, defendendo, por isso, a criação de agendas concretas para a empregabilidade e para a reconversão profissional.
Nas sucessivas visitas realizadas a estabelecimentos de ensino profissional e politécnico, o líder do PS destacou igualmente a importância de garantir um novo modelo de financiamento para o setor, sustentado não apenas por fundos europeus, mas também por recursos nacionais, de modo a assegurar estabilidade às escolas e capacidade de adaptação às novas exigências tecnológicas e económicas.
Outra das prioridades referidas foi a valorização social e académica do ensino profissional e tecnológico, através da facilitação do acesso ao ensino superior para os estudantes destas vias.
Formação adaptada a exigências da economia global
Recorde-se que Portugal conseguiu reduzir o abandono escolar de 39% para menos de 10% entre 2000 e 2023, aproximando-se da média europeia.
Ainda assim, o PS tem vindo a alertar para sinais de estagnação das políticas públicas nesta área e para o risco de o país desperdiçar oportunidades associadas ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), caso não adapte rapidamente a formação às novas exigências da economia digital.
Entre as dez áreas prioritárias identificadas pelos socialistas ao longo deste périplo temático destacam-se o reforço da articulação entre escolas e empresas, a revitalização da oferta formativa, o combate ao estigma associado ao ensino profissional, a valorização do empreendedorismo jovem e a facilitação da transição para o ensino superior.
Com esta rota, José Luís Carneiro colocou reforçadamente a qualificação, a reconversão do capital humano e a valorização do ensino profissional no centro da agenda política, assumindo a formação como condição essencial para garantir emprego qualificado, coesão territorial e uma economia mais moderna, inovadora e competitiva.
PS focado nos problemas reais do país
À margem da visita à Escola Profissional Agrícola de Fermil, em Celorico de Basto, José Luís Carneiro foi questionado pelos jornalistas sobre o atual contexto político e sobre a subida do PS nas mais recentes sondagens de opinião.
Na resposta, o Secretário-Geral rejeitou alimentar cenários eleitorais e deixou críticas ao foco do chefe do executivo da AD, Luís Montenegro, nas disputas partidárias.
"A minha preocupação não é com eleições. Admito que essa seja a preocupação do primeiro-ministro desde que chegou há dois anos a funções governativas. Parece que está permanentemente preocupado com as eleições. Ele deve preocupar-se é em resolver os problemas das pessoas, porque foi para isso que ele foi eleito há dois anos", enfatizou.
O líder socialista garantiu ainda que o partido continuará a agir com sentido de responsabilidade e a favor da estabilidade institucional, deixando, contudo, uma clara mensagem ao Governo de Montenegro.
"Os portugueses sabem" que o PS está "para contribuir para a estabilidade política do país e para servir o país", disse, acrescentando que Portugal "não aguenta estas crises consecutivas do ponto de vista político".”
- 2026-05-18 “José Luís Carneiro felicita PAICV pela vitória eleitoral em Cabo Verde — O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, felicitou o presidente do PAICV, Francisco Carvalho, pela expressiva vitória alcançada nas eleições em Cabo Verde.
"Enquanto partidos unidos por laços históricos de amizade, cooperação e partilha de valores progressistas, o Partido Socialista acompanha com particular apreço este momento significativo para o PAICV e para o povo cabo-verdiano", diz a mensagem de José Luís Carneiro. E acrescenta: "A vitória agora alcançada constitui igualmente um sinal da esperança dos cabo-verdianos numa governação centrada nas pessoas, na justiça social, no reforço democrático e na criação de oportunidades para todos".
O secretário-geral do PS manifesta ainda a sua convicção "de que esta nova etapa contribuirá para aprofundar o desenvolvimento de Cabo Verde e fortalecer os vínculos históricos entre os nossos povos".”
- 2026-05-18 “PS rejeita modelo económico de estagnação e retrocesso de uma direita que "trabalha para o passado" — O Secretário-Geral do Partido Socialista acusou, esta segunda-feira, o Governo da AD de querer impor uma contrarreforma laboral que representa um retrocesso nos direitos dos trabalhadores e um incentivo à precariedade, enfatizando que as propostas apresentadas pelo executivo de Luís Montenegro colocam em causa princípios fundamentais da estabilidade laboral e da valorização do trabalho.
À margem da visita que realizou, esta manhã, à Escola Secundária Gonçalves Zarco, em Matosinhos, José Luís Carneiro criticou duramente a orientação política do Governo PSD/CDS-PP, considerando que o executivo "está a trabalhar para o passado", apesar da propaganda institucional em torno do futuro.
"O Governo pôs uns cartazes pelo país a dizer que está a trabalhar pelo futuro, mas verdadeiramente aquilo a que temos assistido é que está a trabalhar para o passado porque nada de novo trouxe, por exemplo, nas propostas de legislação laboral", afirmou.
Reiterando que as alterações às leis laborais defendidas pelo executivo fragilizam os trabalhadores e desequilibram ainda mais a relação entre patrões e empregados, o líder do PS exemplificou essa posição com as mudanças previstas para os despedimentos ilícitos.
"As propostas de contrarreforma laboral que o Governo trouxe permitem o despedimento sem justa causa", apontou José Luís Carneiro, explicando que, mesmo quando um tribunal reconheça razão ao trabalhador despedido, as empresas poderão deixar de ser obrigadas à sua reintegração.
"Qualquer um de nós que está a trabalhar numa entidade patronal é despedido sem fundamento, recorre para o tribunal, o tribunal dá razão ao trabalhador e as empresas deixam de ser obrigadas a reintegrar esse trabalhador", advertiu.
O líder socialista criticou igualmente a intenção do Governo de prolongar os limites temporais dos contratos a prazo, considerando que essa opção agravará a precariedade laboral.
"Um trabalho mais precário é um trabalho, desde logo, menos remunerado", indicou, sublinhando que a instabilidade contratual reduz o poder negocial dos trabalhadores.
Neste sentido, vincou que a estratégia do executivo de Montenegro representa um recuo face aos avanços alcançados com a Agenda para o Trabalho Digno, aprovada durante os governos do PS, pois transmite um sinal errado às empresas portuguesas.
"Porque aquilo que nós devemos dizer às empresas é que só há uma forma de fazer crescer a nossa economia e as empresas, que passa por apostar na inovação tecnológica, na investigação, no conhecimento, na capacitação dos seus recursos humanos e na sua formação profissional", frisou.
Contrarreforma laboral da AD vai "asfixiar" empresas
Já no fim de semana, o Secretário-Geral do Partido Socialista tinha deixado um veemente alerta sobre as consequências económicas da contrarreforma que o executivo pretende impor, acusando Luís Montenegro de empurrar o país para um modelo de precariedade que acabará por destruir a competitividade das próprias empresas.
"Uma empresa que não aposta na estabilidade dos seus recursos humanos (…), no curto e no médio prazo, deixará de ser produtiva", indicou, salientando que a estratégia do Governo acabará por "asfixiar" a economia nacional.
À margem da apresentação do livro "Vencer os Tempos", em Braga, José Luís Carneiro deixou patente que Portugal "não pode querer competir com as economias asiáticas nem com as economias de regiões onde não há direitos laborais nem há direitos ambientais", porque, avisou, "com o tempo as empresas serão asfixiadas".
Deste modo, sustentou que a proposta do executivo é profundamente nociva para o tecido económico nacional, rejeitando a ideia de que a competitividade das empresas possa ser construída à custa da instabilidade dos trabalhadores, da fragilização dos vínculos laborais ou da normalização do trabalho informal.
Outro dos aspetos particularmente preocupantes da iniciativa governamental referida por José Luís Carneiro prende-se com a diminuição do regime sancionatório aplicável às situações de trabalho não declarado, uma vez que, considerou, "essa opção incentiva práticas ilegais e empurra a economia portuguesa para um modelo de baixos salários e baixa produtividade".
"Manter uma economia baseada em trabalho informal é manter uma economia que, a muito curto prazo, sucumbirá à competitividade das empresas internacionais", alertou.
Por outro lado, o Secretário-Geral socialista associou esta ofensiva do Governo às preocupações crescentes em torno dos trabalhadores com mais de 50 anos, alertando para os riscos de despedimentos sem justa causa e para a condenação de uma nova geração à precariedade permanente.”
- 2026-05-18 “Investimento nas competências dos portugueses é a resposta aos desafios da IA e da transição digital — "Se, de facto, o país está interessado em responder aos desafios da inteligência artificial e da transição digital, só há uma forma de enfrentar esse desafio que é formando, qualificando e reconvertendo as competências dos portugueses", afirmou José Luís Carneiro, à margem de uma visita à Escola Secundária Gonçalves Zarco, em Matosinhos, em mais uma etapa da Rota pelo Ensino e Formação Profissional que tem percorrido o território nacional.
O líder do PS assinalou que há uma desconformidade entre a oferta profissional e as necessidades do tecido empresarial e económico, o que torna necessário avançar com agendas para a empregabilidade no país, insistindo que que investir na qualificação das pessoas é fundamental para ter uma economia mais produtiva.
Acompanhado na visita por vários deputados socialistas e por Luísa Salgueiro, autarca de Matosinhos, José Luís Carneiro reforçou que o Governo da AD tem de garantir às escolas profissionais um novo modelo de financiamento, uma melhor oportunidade de acesso ao ensino superior e que a oferta do ensino profissional corresponda às necessidades das empresas e da economia.
No roteiro temático que tem vindo a realizar nas últimas semanas, o Secretário-Geral do PS contou ter verificado que há atrasos nas transferências financeiras do Estado para as escolas profissionais, o que leva a que as estas tenham de se endividar.
"Os custos com os empréstimos bancários acabam por absorver parte dos recursos que poderiam ser destinados ao investimento, o que significa garantir um novo modelo de financiamento com recursos não apenas europeus, mas também recursos nacionais", frisou.
Defendendo também a ampliação do acesso ao ensino superior para quem opta pela via profissional, José Luís Carneiro voltou a recordar que existem cerca de 140 mil jovens em Portugal que não estudam, nem trabalham e que aguardam por uma oportunidade de vida e por uma vida mais plena.
"O Governo, em vez de responder a esses 140 mil jovens, traz-nos para a agenda do dia temas ideológicos, as questões da nacionalidade, da revisão da Constituição, das leis laborais e não dá resposta às questões que verdadeiramente têm a ver com a vida das pessoas", frisou.
"Para nós, garantir uma resposta aos 140 mil jovens que não estudam nem trabalham é uma prioridade política", vincou o líder socialista.”
- 2026-05-18 “José Luís Carneiro critica Governo por aumentar impostos nos combustíveis e baixar IRC às grandes empresas — "Saíram dados públicos que confirmam que o Governo aumentou os impostos sobre os combustíveis desde que tomou posse, por mais do que uma vez, e que os impostos sobre os combustíveis são hoje mais elevados do que eram quando o Governo assumiu funções, o que, portanto, contradiz aquilo que o primeiro-ministro e o ministro das Finanças afirmaram na Assembleia da República", apontou José Luís Carneiro, à margem da sessão de apresentação do livro de sua autoria 'Vencer os Tempos'.
Em declarações aos jornalistas, o líder socialista afirmou que o PS não pode aceitar que o mesmo Governo que reduziu o IRC às grandes empresas, "perdendo com isso cerca de quatro mil milhões de euros de receita por ano", esteja a "fustigar" as micro, pequenas e médias empresas do país e os consumidores em geral com o aumento dos impostos sobre os combustíveis.
José Luís Carneiro reiterou ainda o pedido de explicações ao primeiro-ministro, já enunciada no dia anterior, em Coimbra, sobre uma possível subida do IVA da restauração.
"O Governo aumentou os impostos sobre os combustíveis e agora o ministro das Finanças veio dizer que foi um erro reduzir o IVA da restauração, o que significa que então, no entender dele, deve aumentar-se o IVA da restauração. O primeiro-ministro deve esclarecer o país se acompanha ou não as declarações do ministro das Finanças", acrescentou.
Para José Luís Carneiro, "é um erro grave" o que foi dito pelo ministro Miranda Sarmento e "será um erro grave se o Governo aumentar os impostos sobre a restauração".
"Porque, como se sabe, é um setor que está a sentir já as dificuldades, nomeadamente o aumento do custo de vida. O Governo deve responder ao aumento do custo de vida", apontou.
José Luís Carneiro reiterou o compromisso do PS "com a defesa da manutenção do IVA da restauração nos termos em que foi assumido em 2015", no valor de 13%, e lembrou que os socialistas apresentaram um conjunto de propostas para "mitigar os efeitos da inflação no custo de vida das pessoas", como a redução do IVA sobre os combustíveis e eletricidade, a redução dos custos sobre o gás e o apoio aos agricultores, que "foram chumbadas pela Direita".
"Nesta altura, em que o país está a ter os primeiros sintomas de quebra na procura do setor da restauração, é incompreensível que o ministro das Finanças, em detrimento de apoiar as propostas que o PS tem apresentado para mitigar os efeitos da inflação no custo de vida, venha, pelo contrário, com ideias que colocam em causa a sustentabilidade de milhares e milhares de postos de trabalho", concluiu o Secretário-Geral do PS.”
- 2026-05-15 “Educação em Portugal (2015-2024): todas as medidas, reformas e impacto no sistema educativo — O que mudou na Educação em Portugal entre 2015 e 2024?
A última década ficou marcada por uma estratégia integrada que abrangeu currículo, professores, inclusão, infraestruturas e inovação pedagógica. O objetivo central foi reforçar o sucesso escolar, reduzir desigualdades e preparar os alunos para os desafios do século XXI.
Currículo e aprendizagem: mais autonomia e novas competências
Foram atualizadas as Orientações Pedagógicas para a Creche e revistas as orientações da educação pré-escolar. Foi também criado o Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória, que passou a definir o referencial do sistema educativo.
As principais medidas incluem:
- Definição das Aprendizagens Essenciais para todas as disciplinas
- Introdução da disciplina de Cidadania e Desenvolvimento
- Implementação de Tecnologias de Informação e Comunicação desde o 5.º ano
- Criação do Curso Básico de Teatro
- Revisão do Português Língua não Materna
Educação inclusiva e integração de alunos
A inclusão foi reforçada com a criação de um novo regime jurídico para a Educação Inclusiva, baseado em equipas multidisciplinares e numa abordagem multinível.
Outras medidas:
- Apoio a alunos migrantes e refugiados (programa MENA)
- Integração de comunidades ciganas
- Criação da Rede de Escolas Interculturais
- Adaptação de provas e exames para necessidades específicas
Sucesso escolar e inovação pedagógica
O Programa Nacional para a Promoção do Sucesso Escolar permitiu às escolas desenvolver estratégias próprias.
Destaques:
- Flexibilidade curricular até 25% do currículo
- Criação do Projeto Piloto de Inovação Pedagógica
- Implementação de 897 Clubes Ciência Viva
- Apoio Tutorial Específico para alunos com dificuldades
Avaliação e acesso ao ensino superior
O modelo de avaliação foi reformulado, com foco no acompanhamento contínuo:
- Introdução de provas de aferição com caráter formativo
- Projeto MAIA para diversificação da avaliação
- Inclusão da oralidade nos exames de línguas
- Revisão do acesso ao ensino superior
Também foram eliminadas barreiras para alunos do ensino profissional, criando condições mais justas de acesso.
Ensino profissional e percursos flexíveis
O ensino profissional ganhou centralidade:
- Criação de Percursos Formativos Próprios
- Ajuste da oferta às necessidades regionais
- Revisão do Catálogo Nacional de Qualificações
Literacia, cultura e participação dos alunos
Foi reforçada a dimensão cultural e crítica da educação:
- Plano Nacional de Leitura 2027
- Plano Nacional de Literacia Mediática
- Plano Nacional das Artes (mais de 500 escolas)
- Reforço da Rede de Bibliotecas Escolares
Participação dos alunos:
- Criação da iniciativa Voz dos Alunos
- Programa Escola sem Bullying/Escola sem Violência
Investimento e condições nas escolas
O investimento público aumentou 44%, refletindo-se em:
- Manuais escolares gratuitos
- Refeições durante pausas letivas
- Reforço da ação social escolar
- Apoio ao transporte
- Mais 9 mil professores
- Aumento de psicólogos (de cerca de 700 para 1300)
- Reforço de técnicos especializados
- Requalificação de mais de 500 escolas
- Remoção de amianto (90% concluído)
- 1300 laboratórios digitais
- 1 050 000 computadores distribuídos
Carreira docente e estabilidade
Foram tomadas várias medidas para valorizar a profissão docente:
- Integração de mais de 22 500 professores
- Redução da norma-travão (de 5 para 3 anos)
- Recuperação parcial do tempo de serviço
Outras medidas:
- Subsídio de deslocação
- Novos índices remuneratórios
- Redução de distâncias nos quadros pedagógicos
Inclusão, equidade e apoio aos alunos
A equidade tornou-se um eixo central:
- Redução de alunos por turma
- Apoio a alunos com dificuldades
- Criação de unidades para alto rendimento escolar
- Indicadores de sucesso e equidade
Educação de adultos e Programa Qualifica
A qualificação de adultos foi reforçada com:
- Programa Qualifica (mais de 1,3 milhões de certificações)
- Português Língua de Acolhimento
- Projetos locais de formação
- Acelerador Qualifica (incentivos financeiros)
Resposta à pandemia na educação
Durante a pandemia foram implementadas medidas estruturais:
- Programa televisivo Estudo em Casa
- Recursos digitais para escolas
- Escolas de acolhimento
- Reforço de tutorias e apoio social
Descentralização e modernização do sistema educativo
A descentralização transferiu competências para autarquias:
- Gestão de edifícios escolares
- Transportes e refeições
- Manutenção e investimento
Também foram adotadas medidas de simplificação administrativa e redução da burocracia.
Entre 2015 e 2024, a Educação em Portugal evoluiu significativamente, com impacto na inclusão, inovação pedagógica e acesso ao ensino. Apesar dos avanços, persistem desafios na valorização dos professores e na consolidação dos resultados educativos.”
- 2026-05-15 “PS reafirma linhas vermelhas contra a "selva laboral" do Governo — O Secretário-Geral do PS deixou, esta quinta-feira, um aviso claro ao executivo chefiado por Luís Montenegro, ao indicar que será muito difícil qualquer entendimento em torno das alterações às leis do trabalho caso o Governo mantenha a "insensibilidade" e a "desumanidade" da contrarreforma que pretende aprovar.
Antes da reunião que manteve ontem com o primeiro-ministro, José Luís Carneiro reafirmou que os socialistas rejeitam uma alteração à legislação laboral que agrava a precariedade, fragiliza direitos e abre caminho a despedimentos injustificados.
À margem de uma visita a uma escola de Lisboa, integrada na iniciativa "Rota pelo Ensino e Formação Profissional", o líder socialista sublinhou que o partido tem mantido uma linha de coerência desde o primeiro momento em que o Governo apresentou a proposta de reforma laboral "Trabalho XXI".
"Desde a primeira hora" que os socialistas se colocaram contra esta proposta, recordou, referindo que o executivo de direita insiste num modelo que não responde às necessidades reais da economia portuguesa nem protege quem trabalha.
"Os trabalhadores e os jovens, as mulheres, as pessoas que fazem a sua vida, e que a querem fazer com dignidade, sabem que têm no PS um parceiro de confiança", afirmou, reforçando que os socialistas não alteram o discurso em função das circunstâncias políticas.
"Nós não dizemos uma coisa hoje e outra amanhã", afiançou, enfatizando ser "inaceitável que o Governo queira aumentar a precariedade laboral".
O dirigente socialista alertou, assim, mais uma vez, para os riscos profundos da proposta governamental, acusando o Governo da AD de querer quebrar princípios fundamentais da legislação do trabalho.
É que, frisou, algumas das medidas apresentadas "abrem a selva às relações laborais", fragilizando a proteção dos trabalhadores e favorecendo práticas de desregulação.
PS estará ao lado dos trabalhadores
Entre os aspetos mais criticados pelo PS estão a possibilidade de facilitar despedimentos sem justa causa, o enfraquecimento das condições de compatibilização entre vida profissional e familiar, a abertura ao recurso ao 'outsourcing' para contratação precária e o que os socialistas avisam ser uma "perigosa permissividade" perante o trabalho informal e não declarado.
Questionado sobre a possibilidade de entendimento parlamentar com o executivo nesta matéria, José Luís Carneiro não excluiu à partida um acordo, "caso o primeiro-ministro recuasse nos pontos essenciais".
"Não é difícil" haver entendimento, disse, desde que o Governo deixe cair "todos estes pilares fundamentais".
Deixou, porém, um forte recado político ao executivo, vincando que, "se o Governo insistir, se teimar, se for insensível, se continuar com esta insensibilidade, com esta desumanidade que trouxe para estas leis laborais", o PS continuará ao lado dos trabalhadores, lembrando que estes constituem "um dos fundamentos do partido".
Alternativa assente em inovação, qualificação e direitos
José Luís Carneiro anunciou ainda que apresentará uma visão alternativa durante o debate parlamentar e no diálogo político com o primeiro-ministro, defendendo um modelo laboral assente na formação, na qualificação e na reconversão do capital humano, na inovação tecnológica, na estabilidade, na valorização do trabalho e na proteção dos direitos sociais.
"Nunca aceitaremos propostas em que se procure retirar direitos, nomeadamente, às mulheres trabalhadoras e aos trabalhadores na sua compatibilização da vida profissional com a vida familiar", garantiu.
Ao abordar matérias relacionadas com trabalho informal e a facilitação de despedimentos, o líder do PS endureceu ainda mais o tom das críticas.
"Nunca aceitaremos que se procure desvalorizar ou mitigar o regime sancionatório para o trabalho não declarado, porque trabalho não declarado é economia informal", afirmou, acrescentando que o PS considera "absolutamente inaceitável" qualquer tentativa de permitir despedimentos sem justa causa sem obrigação de reintegração do trabalhador, mesmo após decisão judicial favorável.”
- 2026-05-15 “PS chama Paulo Rangel à AR e fala em humilhação de Portugal à escala planetária — Numa entrevista à Fox News, Marco Rubio disse que muitos países da NATO foram "muito úteis" aos Estados Unidos da América e destacou Portugal, que, segundo o secretário de Estado, disse "sim" aos norte-americanos antes mesmo de saber o assunto.
"Ontem à noite, o país sofreu uma humilhação à escala planetária", já que o executivo português foi "apresentado como um Governo que colabora sem perguntar naquela que é uma evidente violação do direito internacional, quando temos assistido à passagem de drones assassinos e outras armas de guerra entre os Estados Unidos e o Médio Oriente", lamentou Eurico Brilhante Dias em declarações à comunicação social.
Considerando que este "é um padrão do Governo português desde o início da guerra no Irão", o líder parlamentar do PS vincou que "a utilização da Base das Lajes é conhecida e as condições impostas pelo Governo português, já a posteriori, eram de serem apenas defensivas ou retaliatórias", mas, "na Comissão dos Negócios Estrangeiros, o ministro disse que não tinha condições para avaliar do cumprimento dessas condições impostas".
Portugal passou a imagem de ser "um país subserviente", porque "teve um Governo que não defendeu o interesse nacional", atacou Eurico Brilhante Dias, que considerou "particularmente grave" o facto de o país estar a viver "de cócoras".
Outros aliados da NATO defenderam o direito internacional
O presidente da bancada socialista salientou que Portugal é "aliado e parceiro dos Estados Unidos da América politicamente e na NATO". No entanto, "também o são a Alemanha, com o chanceler Merz, o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, o primeiro-ministro do Reino Unido, Starmer, França, e a Itália, com a insuspeita de ser socialista Meloni. Mas estes países defendem o direito internacional e os seus interesses", notou.
Assim, o Grupo Parlamentar do PS chamará o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros ao Parlamento. "Se for entendido que pelo menos uma parte dessa audição deve ser à porta fechada por questões de Defesa e segurança nacional, não nos vamos opor, mas o país tem de perceber por que o Governo português levou o país a uma humilhação à escala planetária", disse.
O Governo português desmentiu Marco Rubio, "mas tudo aquilo que conhecemos desde o princípio faz-nos ter as maiores dúvidas de que não seja verdade o que disse o secretário de Estado norte-americano", comentou Eurico Brilhante Dias.”
- 2026-05-15 “Governo da AD tem responsabilidade na subida do preço dos combustíveis — Durante um debate de atualidade requerido pelo PCP sobre a resposta à crise e a defesa da paz, António Mendonça Mendes centrou-se no preço dos combustíveis e comentou que o Governo enviou, no passado dia 30 de abril, um documento à Comissão Europeia em que informa que "aumentou os impostos sobre os combustíveis, em 2025, em 700 milhões de euros".
Ora, "depois de o ter feito, quando começou a crise decorrente da guerra do Irão, o Governo foi rápido a tomar uma decisão que evitou que o Estado ganhasse em IVA nos combustíveis com o aumento dos preços e diminuiu em ISP – uma medida que não custa nada aos cofres do Estado, simplesmente neutraliza o efeito do aumento", explicou.
"E depois disto, o que é que o Governo fez? Zero", lamentou o vice-presidente da bancada do PS, salientando que "na responsabilidade deste Governo sobre os preços atuais dos combustíveis estão, pelo menos, 700 milhões de euros".
A recusa do Governo em admiti-lo demonstra que "o padrão deste Governo" consiste em "dizer uma coisa cá dentro e outra coisa lá fora", a que se pode acrescentar a incapacidade do ministro dos Assuntos Parlamentares, no debate desta manhã, em "desmentir categoricamente aquilo que o secretário de Estado norte-americano disse" relativamente à cooperação portuguesa na guerra no Médio Oriente.
Governo tem de cumprir promessa feita aos agricultores
Já Eurico Brilhante Dias comentou que, "esta semana, o secretário-geral da CONFAGRI [Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas e do Crédito Agrícola de Portugal] – antigo deputado do PSD Nuno Serra – disse que o Governo prometeu 20 milhões de euros de apoio aos fertilizantes", mas "esta semana tinham chegado zero euros aos agricultores".
O presidente do Grupo Parlamentar do PS citou mesmo uma notícia que se baseou em dados do INE para informar que "a comida ficou mais cara agora que no início da guerra da Ucrânia".
"Convinha que o Governo português descesse da lua e pusesse os pés na Terra", aconselhou Eurico Brilhante Dias.”
- 2026-05-13 “Crise na Saúde em Portugal: PS responsabiliza primeiro-ministro e questiona ministra — Crise na Saúde em Portugal: PS responsabiliza primeiro-ministro e questiona continuidade da ministra
O Partido Socialista voltou a colocar a crise na saúde em Portugal no centro do debate político, responsabilizando diretamente o primeiro-ministro pela situação atual do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e pela continuidade da ministra da Saúde.
Em declarações após reunião do Secretariado Nacional, a secretária nacional do PS, Maria Antónia Almeida Santos, afirmou que a decisão sobre a permanência da ministra é exclusivamente política e cabe ao chefe do Governo:
"Compete ao senhor primeiro-ministro prescindir da senhora ministra ou não."
PS critica resultados do SNS e aponta falhas estruturais
Segundo o PS, os indicadores da saúde têm vindo a piorar, refletindo problemas profundos na gestão do setor. Maria Antónia Almeida Santos foi clara ao afirmar que:
"Os números não mentem. A saúde está hoje muito pior em Portugal do que há dois anos."
A dirigente socialista considera que a atual ministra da Saúde "não tem mais condições para continuar", apontando uma gestão errática ao longo dos últimos anos.
Degradação do Serviço Nacional de Saúde em foco
- Dificuldades no acesso aos cuidados de saúde
- Carência de profissionais
- Crescente procura devido ao envelhecimento da população
- Impactos ainda visíveis da pandemia
O PS acusa o Governo de ignorar estes desafios estruturais, defendendo que:
"Tudo falhou" nas promessas feitas para resolver os problemas do SNS.
Pressão política sobre o Governo
Para os socialistas, a responsabilidade não recai apenas sobre a ministra da Saúde, mas sobretudo sobre o primeiro-ministro, que mantém o poder de decisão política.
Maria Antónia Almeida Santos reforçou a necessidade de ação imediata:
"O primeiro-ministro tem que atuar (…) chega de desculpas."
O PS a questionar a liderança na área da saúde e a exigir decisões concretas num contexto de crescente preocupação dos cidadãos com o acesso e qualidade dos cuidados de saúde.”
- 2026-05-13 “PS quer debate de urgência sobre execução do PRR no dia 20 de maio — Numa conferência de imprensa, acompanhado pelos deputados António Mendonça Mendes, Nuno Fazenda e Hugo Costa, o líder parlamentar do PS referiu que a "marca" do Governo da AD é ser "incapaz de executar".
Criticando a "má execução e má gestão do Plano de Recuperação e Resiliência durante os últimos dois anos", Eurico Brilhante Dias lamentou que, a poucos meses do encerramento do PRR, ainda haja "promotores que continuam à espera" de uma decisão sobre os seus projetos. "Temos mesmo alguns que, neste momento, não irão executar os seus projetos, porque a decisão não foi suficientemente atempada", assegurou.
Denunciando a existência de "muitos projetos que continuam à espera de que os pagamentos devidos sejam executados", o presidente da bancada socialista frisou que, dos 127 projetos que constam do relatório da Comissão Nacional de Acompanhamento do PRR, "21 estão classificados como em estado preocupante e 16 em estado crítico". "Estima-se que possam estar em causa 1,5 mil milhões de euros de investimento que pode ser perdido", avisou.
Existem também casos em que equipamentos, como por exemplo a residência de estudantes do Instituto Politécnico de Beja e habitação em Grândola – que estão concluídos há muitos meses – continuam encerrados sem serem disponibilizados à população, apontou.
Eurico Brilhante Dias criticou ainda as constantes reprogramações do PRR: "O Governo vem-nos dizer hoje que vai reprogramar outra vez o PRR, a poucos meses do seu encerramento. É absolutamente escandaloso este fenómeno de reprogramação em reprogramação", que se torna no "anúncio evidente do falhanço da concretização de muitos dos projetos do PRR".
Por fim, o presidente do Grupo Parlamentar do PS comentou que, nos últimos dois anos, a Comissão Nacional de Acompanhamento do PRR deixou de ser convidada a participar na Comissão Interministerial do PRR, "onde se tomam as decisões fundamentais de gestão do Plano". E acusou o Governo de empobrecer metas e marcos "para poder dar um ar de alguma concretização".”
- 2026-05-13 “PS está focado no país e em soluções para os 140 mil jovens esquecidos pelo Governo — Na visita que realizou esta terça-feira à Escola Profissional de Hotelaria e Turismo de Setúbal, integrada na Rota pelo Ensino e Formação Profissional promovida pelo PS, José Luís Carneiro voltou a colocar a qualificação dos jovens e a formação dos trabalhadores no centro da resposta aos desafios da economia portuguesa, sustentando que o aumento da produtividade e da competitividade depende essencialmente do investimento nas pessoas e não de alterações laborais sem orientação estratégica.
"O modo do país produzir mais riqueza, enfrentar o desafio tecnológico, da inteligência artificial e da transição digital" é "garantir formação aos mais jovens e garantir formação aos adultos", afirmou o líder socialista, apontando a educação e a qualificação como instrumentos decisivos para assegurar um crescimento económico sustentado e coesão social.
Numa intervenção fortemente focada na valorização do ensino técnico e profissional, José Luís Carneiro alertou para a necessidade de responder aos milhares de jovens atualmente afastados da escola e do mercado de trabalho.
"A minha grande preocupação é mesmo o ensino profissional, a formação profissional, a reconversão dos trabalhadores e as oportunidades para 140 mil jovens que esperam por uma resposta", enfatizou, recusando comentar polémicas e debates laterais.
Neste contexto, aproveitou também para criticar a estratégia seguida pelo executivo da AD, ao tentar recentrar a agenda nacional numa reforma laboral sem apresentar uma visão consistente para o desenvolvimento económico do país.
"O Governo apareceu há dias, de uma forma muito atabalhoada e durante meses, com uma proposta de contrarreforma laboral, mas com o argumento de que era para fazer face à competitividade e à produtividade da economia", lembrou.
E reiterou que "a melhor forma de enfrentarmos o problema da produtividade e da competitividade da economia portuguesa é, mesmo, apostar na formação das jovens gerações e formar os trabalhadores".
Qualificação no centro da agenda socialista
Questionado sobre eventuais contactos entre PSD e PS relativamente à anunciada reforma laboral, José Luís Carneiro esclareceu que "é preciso que o Governo saiba o que quer fazer agora", acrescentando que não existiram até ao momento conversações entre os dois partidos sobre essa matéria.
A propósito, o Secretário-Geral fez questão de voltar a deixar claro que o país não enfrenta um problema de ausência de enquadramento legal na área do trabalho, recordando que a legislação laboral foi revista recentemente por iniciativa parlamentar do PS.
"Nós temos alguma falta de leis? Nós aprovámos uma lei em 2023. Então estamos a falar do quê? Da agenda de quem? Não é da agenda do Partido Socialista. A agenda do Partido Socialista é formação, qualificação, educação da população adulta, compatibilização do ensino profissional com a articulação com o ensino superior, politécnico e universitário", afirmou.
Ao longo da visita, José Luís Carneiro reforçou a ideia de que a grande transformação estrutural do país depende da valorização das capacidades humanas e da preparação das novas gerações para os desafios tecnológicos e económicos do futuro.
"Haverá maior reforma do que preparar os seres humanos para com as suas capacidades, as suas qualidades. Não há forma de prepararmos melhor o país, de reformarmos mais o país, do que alterar mesmo o que está aqui dentro", declarou, apontando para a escola que visitava.
Confrontado mais uma vez pelos jornalistas sobre se o PS poderá viabilizar, no Parlamento, uma futura reforma laboral do Governo, o Secretário-Geral não hesitou em redirecionar o discurso para a necessidade de responder aos jovens excluídos do sistema de ensino e do mercado de trabalho.
"Os 140 mil jovens que não estudam nem trabalham podem contar com o Partido Socialista", assegurou.”
- 2026-05-13 “Ensino Profissional: PS apresentará propostas no Parlamento — O secretário-geral do Partido Socialista, José Luís Carneiro, desvalorizou as medidas anunciadas pelo Governo para o ensino profissional, defendendo que muitas das propostas apresentadas resultam de políticas iniciadas pelo anterior executivo socialista.
Segundo o líder do PS, as iniciativas recentemente comunicadas não configuram uma mudança estrutural, mas sim a continuidade de medidas já previstas e financiadas. A posição foi expressa no Fórum TSF, onde José Luís Carneiro sublinhou que o atual Governo tem sobretudo a responsabilidade de executar o que já estava definido.
"Tudo o que o secretário de Estado anunciou é aquilo que herdou do Governo anterior."
Medidas para o ensino profissional já estavam em curso
Entre os exemplos apontados, o secretário-geral socialista referiu os centros tecnológicos especializados, financiados no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), destacando que o essencial agora passa pela sua operacionalização.
"Sobre os centros tecnológicos, que eram 350 financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência, o que ele tem de garantir é que os põe a funcionar."
"A atualização e a validação do catálogo das qualificações […] começou a ser feita pelo ministro João Costa."
"O financiamento médio das escolas por turma, que está nos 80 mil euros e não é atualizado há vários anos, [deve] passar para os cem mil euros."
Desajuste entre formação e necessidades da economia
Para o PS, continua a existir um desfasamento significativo entre a oferta formativa e as necessidades reais do mercado de trabalho, o que limita a eficácia do ensino profissional.
José Luís Carneiro alertou para a necessidade de melhorar a articulação entre o sistema de formação e o tecido empresarial, defendendo uma resposta mais alinhada com a economia.
"Prevalece ainda uma discrepância grande entre a oferta formativa e as necessidades do tecido social e institucional das empresas e da economia."
O secretário-geral socialista defendeu também que é essencial melhorar a correspondência entre oferta e procura no setor, de forma a garantir maior empregabilidade e melhor utilização dos recursos disponíveis.
Propostas do PS para o Parlamento
Face às críticas, o Partido Socialista prepara um conjunto de propostas para levar ao Parlamento, com o objetivo de reforçar o sistema de ensino profissional em Portugal.
Entre as principais linhas de atuação apontadas por José Luís Carneiro estão:
- Criação de um modelo de financiamento mais estável e previsível, reduzindo a dependência de fundos europeus;
- Reforço da autonomia das escolas profissionais;
- Simplificação e agilização dos mecanismos de pagamento;
- Melhor articulação entre formação e necessidades da economia;
- Ajuste da oferta formativa para responder às necessidades das empresas.
O líder socialista sublinhou a importância de garantir maior consistência no financiamento, evitando oscilações que possam comprometer o funcionamento das instituições.
"Há necessidade de estabelecer um modelo de financiamento mais regular, mais consistente, menos dependente do Fundo Social Europeu."
"Há necessidade de agilizar os mecanismos de autonomia das próprias escolas profissionais e também os pagamentos."
PS insiste na prioridade estratégica da formação profissional
O PS defende que o ensino profissional deve continuar a ser uma prioridade estratégica para o país, especialmente no contexto de transformação económica e tecnológica.
Para José Luís Carneiro, a qualificação dos jovens e trabalhadores é determinante para aumentar a competitividade da economia portuguesa e responder às exigências do mercado de trabalho.
Neste contexto, o partido considera essencial não apenas dar continuidade aos investimentos já realizados, mas também aprofundar as políticas públicas nesta área, garantindo estabilidade, eficácia e alinhamento com as necessidades reais do país.”
- 2026-05-12 “José Luís Carneiro defende que o país se deve focar na qualificação e formação profissional dos jovens e não em matérias para "desviar atenções". — Escola Profissional de Desenvolvimento Rural de Serpa, a poucos quilómetros desta cidade alentejana, José Luís Carneiro frisou que "a prioridade do país deve estar na formação dos seus jovens" e na "sua adaptação às exigências da economia".
"Para o PS, a formação profissional estará como um 'esteio' essencial da política económica para o país", até porque "não há forma diversa desta de promover o crescimento da economia".
"Contrariamente àquilo que outros têm vindo a afirmar, que tem a ver com a desvalorização laboral, nós entendemos que é pela via da formação dos jovens, da formação dos trabalhadores, que nós conseguiremos adaptar-nos às exigências da competição económica global", sustentou.
Questionado pelos jornalistas sobre o veto por inconstitucionalidade do Presidente da República, António José Seguro, do decreto que cria a pena acessória de perda da nacionalidade, na sequência de acórdão do Tribunal Constitucional, devolvendo-o à Assembleia da República, o líder do PS não quis comentar o assunto.
"Aquilo que eu tenho a dizer é sobre a formação profissional. Há quem queira desvalorizar as condições de proteção do trabalho, facilitando os despedimentos, a contratação a prazo, aspetos que são para nós inaceitáveis, nomeadamente no que tem a ver com a liberalização das questões laborais", contrapôs.
Mas o PS, comparou, tem a "prioridade no sítio certo, ou seja, a prioridade do país deve estar na formação dos seus jovens" e na adaptação destes "às exigências da economia".
Esses "são os temas que interessam às pessoas. Sei que há aqueles que se interessam com outras matérias para desviar as atenções daquilo que importa ao país", mas com essas temáticas, o PS não tem "nenhum interesse em estar a distrair as [suas] atenções", argumentou.
Questionado igualmente sobre a reforma laboral proposta pelo Governo e a greve geral de 03 de junho, cujo pré-aviso já foi apresentado pela CGTP, embora, em declarações recentes ao Público, o secretário-geral da UGT, Mário Mourão, tenha dito que a paralisação é "extemporânea", o líder do PS limitou-se a dizer que respeita as decisões das centrais sindicais.
José Luís Carneiro anda a realizar um périplo pelo país por estabelecimentos de ensino profissional e apontou hoje a Escola Profissional de Desenvolvimento Rural de Serpa como "um dos bons exemplos de parceria do Estado com as autarquias".
A escola, indicou, é financiada "a 30% pelo Orçamento do Estado, depois uma parte significativa com fundos europeus e depois com os produtos desenvolvidos na própria produção agroalimentar pelos alunos dos vários cursos", disse, o líder do PS, que, além de ficar a conhecer as diversas valências da escola, até ajudou a plantar produtos hortícolas.”
- 2026-05-12 “José Luís Carneiro defende aposta nos jovens como eixo estratégico para modernizar a economia — O Secretário-Geral do Partido Socialista voltou a sublinhar, esta terça-feira, que o futuro económico do país depende de uma aposta forte e séria na qualificação e na formação profissional dos jovens, frisando que só uma economia mais preparada e assente em trabalho qualificado poderá garantir melhores salários, maior produtividade e capacidade para fixar talento em Portugal.
Durante a visita que realizou à Escola Profissional de Desenvolvimento Rural de Serpa, no distrito de Beja, o líder socialista afirmou que "a melhor forma de termos uma economia mais produtiva e capaz de absorver as gerações mais qualificadas é apostar na formação técnica e profissional".
"Para o PS, a formação profissional estará como um 'esteio' essencial da política económica para o país", afirmou, vincando que não existe "forma diversa" de assegurar um crescimento económico sustentado sem investimento robusto na qualificação das pessoas.
José Luís Carneiro contrapôs ainda a visão do PS à de setores políticos e económicos que, apontou, continuam a insistir em soluções assentes na precarização laboral e na desvalorização do trabalho.
"Contrariamente àquilo que outros têm vindo a afirmar, que tem a ver com a desvalorização laboral, nós entendemos que é pela via da formação dos jovens, da formação dos trabalhadores, que nós conseguiremos adaptar-nos às exigências da competição económica global", declarou.
O líder socialista criticou igualmente propostas que passam pela flexibilização excessiva das relações laborais, considerando "inaceitáveis" medidas que facilitem despedimentos ou promovam maior recurso à contratação precária.
"Há quem queira desvalorizar as condições de proteção do trabalho, facilitando os despedimentos, a contratação a prazo, aspetos que são para nós inaceitáveis, nomeadamente no que tem a ver com a liberalização das questões laborais", acentuou.
PS centra debate político nas questões determinantes para o futuro
De seguida, deixou claro que os socialistas mantêm "a prioridade no sítio certo", insistindo que os portugueses esperam respostas concretas para os desafios da economia, da qualificação e dos rendimentos, e não "debates destinados a criar distrações políticas".
"Esses são os temas que interessam às pessoas", atirou, admitindo haver também quem se interesse por "outras matérias para desviar as atenções daquilo que importa ao país".
Todavia, garantiu, o Partido Socialista não pretende "estar a distrair as [suas] atenções" com questões secundárias.
Nesta nova visita integrada na Rota pelo Ensino e Formação Profissional, José Luís Carneiro aproveitou para destacar a Escola Profissional de Desenvolvimento Rural de Serpa como "um dos bons exemplos de parceria do Estado com as autarquias".
A propósito, fez questão de salientar o modelo de financiamento da instituição, sustentado pelo Orçamento do Estado, por fundos europeus e pela própria atividade agroalimentar desenvolvida pelos alunos.
Além de conhecer as várias valências pedagógicas da escola, o Secretário-Geral socialista participou ainda em atividades práticas ligadas à produção hortícola, contactando diretamente com alunos e formadores.”
- 2026-05-11 “José Luís Carneiro quer qualificações profissionais no centro das políticas públicas — Durante uma visita à EPTOLIVA – Escola Profissional de Oliveira do Hospital, integrada na iniciativa "Rota pelo Ensino e Formação Profissional", promovida pelo PS, José Luís Carneiro defendeu que Portugal precisa de "planear e investir fortemente na formação e na capacitação dos mais jovens e de todos os trabalhadores", considerando que o ensino técnico e profissional é determinante para reforçar a produtividade, aumentar a competitividade da economia e garantir melhores salários.
Perante alunos, professores e responsáveis da escola, o líder socialista voltou a falar da situação de milhares de jovens que continuam sem respostas adequadas ao nível da formação e da integração profissional, classificando essa realidade como um desperdício de talento e de capacidade humana para Portugal.
"O país não pode ignorar que há 140 mil jovens que carecem de uma resposta de política pública para a sua formação, qualificação e reconversão profissional", insistiu, defendendo que o executivo deve colocar esta matéria no centro da sua ação governativa.
De seguida, acusou o Governo liderado por Luís Montenegro de desvalorizar estas matérias num momento de profundas transformações tecnológicas e económicas, sustentando que a adaptação às exigências do mercado de trabalho e da inteligência artificial exige uma estratégia pública consistente.
"O Governo devia começar por aqui", vincou, propondo uma reforma assente na valorização da via de ensino técnico e profissional e na qualificação contínua da população ativa.
O Secretário-Geral do PS criticou ainda a atuação do executivo nas relações com os representantes dos trabalhadores, considerando que o foco do Governo devia estar centrado na criação de soluções para a economia, o emprego e a qualificação dos portugueses.
Na intervenção, manifestou igualmente preocupação com os atrasos no financiamento dos centros tecnológicos criados no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), alertando para a "grande inquietação" existente em várias escolas profissionais quanto à continuidade dos apoios necessários ao funcionamento dessas estruturas.
Durante a visita à EPTOLIVA, que contou com a presença dos presidentes das câmaras municipais de Oliveira do Hospital, José Francisco Rolo, e de Tábua, Ricardo Cruz, o líder socialista contactou com o modelo pedagógico da escola, marcado pela forte ligação ao mercado de trabalho desde o primeiro ano, através de estágios e contacto direto com profissionais especializados.
José Luís Carneiro testemunhou ainda o desenvolvimento dos Centros Tecnológicos Especializados nas áreas da informática e multimédia, defendendo maior rapidez nos processos burocráticos e nos reembolsos associados ao financiamento dos projetos.
E aproveitou para voltar a defender a valorização do ensino profissional, considerando essencial ultrapassar o preconceito ainda associado a esta via de ensino.
Neste sentido, apontou os exemplos de sucesso da Alemanha e da Suíça, garantindo que a valorização do ensino e formação profissional continuará a ser um tema central para o Partido Socialista.
Risco de desinvestimento no PRR
Antes, José Luís Carneiro já tinha denunciado a "escassez de respostas" públicas para mais de 140 mil jovens ao nível da formação profissional e da qualificação de adultos, anunciando que a iniciativa Rota pelo Ensino e Formação Profissional dará origem a propostas concretas do PS na Assembleia da República.
Falando à TSF, o líder socialista alertou para "um risco de desinvestimento" na reta final da execução do PRR, afirmando que as visitas a escolas e centros tecnológicos têm revelado sinais de "estagnação das políticas públicas" e de "inércia institucional".
"Há a ideia de que se está a perder fôlego do ponto de vista do investimento nestas políticas", advertiu, instando o Governo a reforçar a oferta de ensino noturno para jovens e adultos trabalhadores e revelando ter ouvido vários apelos à recuperação de um modelo semelhante ao programa Novas Oportunidades para a reconversão profissional da população ativa.”
- 2026-05-11 “José Luís Carneiro felicita os portugueses e lusodescendentes eleitos nas eleições do Reino Unido — Lisboa, 11 de maio de 2026
Felicito todos os 10 portugueses e lusodescendentes eleitos nas últimas eleições locais no Reino Unido pelos diferentes partidos, pelo exemplo de cidadania, empenho pelo bem comum e defesa da democracia e do pluralismo. Felicito também todos os compatriotas que se candidataram com o mesmo sentido democrático e em prol das populações para as quais se dispuseram a trabalhar para melhorar as suas vidas.
Muito particularmente, gostaria de felicitar os eleitos pelo Partido Trabalhista Tiago Corais, em Oxford, Diogo Costa, em Lambeth, Lúcia das Neves, em Haringey e Hedson de Castro, em Hillingdom. Esta foi uma vitória que teve tanto mais valor e significado quanto estas eleições locais foram disputadas num contexto politicamente adverso para os candidatos do Partido Trabalhista.
Merecem igualmente felicitações os eleitos pelos restantes partidos, Isabel Araújo, Sandra Mano e Nick da Costa, pelos Liberais-Democratas, Elmedina Mendes, pelos Verdes e Floyd do Rosário e Salvador Pereira, pelos Conservadores.
Importa ainda destacar que o ato eleitoral do passado dia 7 de maio contou com a maior participação de sempre de candidatos portugueses ou de origem portuguesa em eleições locais no Reino Unido, o que é um excelente sinal para as nossas comunidades, pelo exemplo de cidadania e vontade de contribuir para o bem comum através da participação política.
Tanto os eleitos como os restantes candidatos que não conseguiram os seus objetivos constituem, por isso, uma referência para as comunidades portuguesas, onde quer que se encontrem, designadamente porque a participação de cidadãos estrangeiros na vida política constitui o nível mais elevado de integração nos países de acolhimento.”
- 2026-05-11 “PS diz que perda da nacionalidade só poderia ser chumbada e critica alianças do Governo com extrema-direita — Depois de o Tribunal Constitucional ter voltado a declarar, por unanimidade, inconstitucional a pena acessória de perda da nacionalidade portuguesa para quem cometer uma série de crimes, Eurico Brilhante Dias admitiu que era a decisão que o PS esperava. "Por unanimidade, mais uma vez, o que bem se prova que o Tribunal Constitucional é um tribunal independente, sem prejuízo do processo eleitoral na Assembleia da República, das suas cooptações, cada um dos juízes pensa pela sua própria cabeça, e tomaram esta decisão que está muito em linha com aquilo que era a posição do PS", vincou.
Defendendo que, tal como o primeiro, "este novo decreto também era inconstitucional" e uma "violação grosseira da Constituição", o líder parlamentar defendeu a decisão do Partido Socialista de ter feito o pedido de fiscalização ao Tribunal Constitucional. O PS "fez o seu papel, como partido da Constituição", já que a "perda de nacionalidade como pena acessória fazia uma divisão clara entre portugueses", o que "não tem respaldo constitucional", sublinhou.
"Esta pena acessória é pura propaganda populista que teve a adesão da AD", lamentou Eurico Brilhante Dias, que afirmou que a "aliança contínua da AD com a extrema-direita está a fazer com que, na área dos direitos, liberdades e garantias, se esteja a legislar sempre contra a Constituição e contra os direitos humanos".
Eurico Brilhante Dias assegurou que "era de tal forma flagrantemente inconstitucional, que os deputados que votaram favoravelmente este decreto sabiam que estavam a votar normas inconstitucionais".
Extrema-direita não respeita os direitos fundamentais
O presidente da bancada socialista criticou o executivo da AD por não procurar "nestas matérias ter um consenso moderado, alargado, com o PS" ou com outros partidos democráticos, insistindo "em fazer acordos com a extrema-direita".
"A extrema-direita não respeita os direitos humanos, os direitos fundamentais, a Constituição e, evidentemente, quando os juízes tiveram de deliberar, deliberaram da única forma que nos parecia razoável, que era pela inconstitucionalidade. A unanimidade diz muito do decreto aprovado na Assembleia da República", sustentou.
Eurico Brilhante Dias espera agora, "naturalmente, o envio para Belém, para que Sua Excelência o Presidente da República faça o evidente, que é vetar e reenviar este decreto para a Assembleia da República". "Esperemos que este processo tenha terminado depois de dois vetos por unanimidade", disse.”
- 2026-05-11 “Governo "perdeu a credibilidade" na negociação da reforma laboral — "O Governo perdeu credibilidade pelo modo como conduziu o processo [de negociação]. Agora vamos aguardar por aquilo que o Governo vai fazer", afirmou o líder socialista, em Fafe, à margem da prova do Rali de Portugal, a que assistiu.
Para José Luís Carneiro, falhado um acordo global em sede de concertação, há agora "uma resposta que tem de ser dada pela parte do Governo", apontando que seria um caminho errado o executivo levar ao Parlamento a proposta que apresentou inicialmente, sem ter em consideração as matérias sobre as quais foi possível haver já uma aproximação de posições.
"O Governo levar uma proposta à Assembleia da República que já contemple as alterações sobre as quais tinha havido acordo, do meu ponto de vista, seria o caminho adequado", considerou.
José Luís Carneiro lembrou ainda, a propósito, que "em 2023 foram feitas alterações às leis laborais", que o PSD se absteve, "e depois, na campanha eleitoral nunca falou de leis laborais", nem no seu programa eleitoral.
"Portanto, vamos aguardar agora por aquilo que o Governo quer fazer", disse, deixando a garantia que o PS nunca estará disponível para aprovar uma legislação que vise "tirar direitos aos jovens, tirar direitos às mulheres trabalhadoras, tirar direitos aos mais vulneráveis e particularmente prejudicar a compatibilização da vida familiar com a vida profissional".
Economia com "motores gripados"
Por ocasião da sua presença no evento em Fafe, o Secretário-Geral do PS deixou também um alerta para os "motores gripados" da economia do país, que se manifestam em áreas fundamentais.
"O motor do investimento público está a cair abruptamente. O motor do investimento estrangeiro está a cair também de forma muito significativa. As exportações nacionais de bens estão também a cair de forma muito significativa", enumerou.
Por isso, salientou, é necessário apoiar "os motores que hoje continuam a garantir que o país cresça", dando como exemplo o setor do turismo.
"O turismo hoje representa mais de 20 mil milhões de euros, e dentro do turismo, nomeadamente os eventos desportivos que projetam Portugal no mundo, como é o caso do Rally de Portugal, e como é o caso de um conjunto vasto de eventos desportivos que irão ocupar o país nos próximos meses", concretizou.”
- 2026-05-11 “Líder do PS convida primeiro-ministro a visitar mercados para "tomar o pulso" à inflação que aflige as famílias — À margem de uma visita ao mercado de Angeiras, em Matosinhos, o Secretário-Geral do Partido Socialista lançou este sábado um "convite direto" a Luís Montenegro para visitar espaços comerciais populares, como mercados em diferentes pontos do país, defendendo que só assim poderá "tomar o pulso ao custo de vida" sentido diariamente pelas famílias.
"Deixo o convite ao primeiro-ministro para que visite mercados como o de Angeiras, de Benfica ou de Alvalade, e perceba na prática o impacto do aumento dos preços na vida das pessoas", afirmou, sublinhando que o PS não deixará de colocar o tema do aumento da inflação no centro do debate político.
Segundo explicou o líder socialista, uma família-tipo com quatro pessoas, consumindo combustível, gás e suportando um crédito à habitação até 150 mil euros, enfrenta atualmente um encargo mensal significativamente superior ao registado no início do ano.
"Em maio, essa mesma família está a pagar mais cerca de 147 euros do que pagava em janeiro", referiu, alertando para a pressão crescente sobre os orçamentos familiares.
O líder do PS criticou ainda a insensibilidade demonstrada pelo executivo de Montenegro ao rejeitar propostas que poderiam aliviar este agravamento, nomeadamente medidas que os socialistas apresentaram no Parlamento para reduzir o impacto da subida dos preços no cabaz alimentar.
"Não compreendemos esta insensibilidade em recusar soluções que permitiriam aliviar em cerca de 67 euros o custo associado ao cabaz alimentar", apontou.
E lembrou que o PS tem defendido, neste âmbito, um conjunto de medidas integradas para mitigar a pressão inflacionista sobre as famílias, incluindo a redução do IVA sobre os combustíveis, eletricidade e gás, bem como a contenção dos preços no setor agroalimentar.
"O custo de vida está a gerar constrangimentos sérios às famílias e não há sinais de melhoria significativa das condições económicas internacionais. Por isso, é essencial que o Governo não ignore nem minimize este problema", concluiu.”
- 2026-05-08 “Governo comprova a sua incompetência ao levar Portugal para último lugar dos países da UE na execução do PT2030 — "Considerando que o primeiro-ministro nos pediu, há poucos meses, para termos uma mentalidade à Cristiano Ronaldo, não deixa de ser curioso que este Governo tenha levado Portugal para o último lugar dos países da União Europeia na execução de fundos comunitários", comentou o líder parlamentar do PS, em declarações à comunicação social, depois de ter sido noticiado que Portugal está em último lugar em termos de desembolsos da Comissão Europeia no âmbito do PT2030.
Eurico Brilhante Dias assegurou que "isto é um padrão" do Governo de Luís Montenegro e recordou que o "Plano de Recuperação e Resiliência está a chegar ao fim com uma má execução", nas tempestades que assolaram o país, principalmente na região Centro, "as famílias e as empresas continuam à espera dos apoios" e agora chega a notícia de que "o Portugal 2030 não só não é executado, como está em último lugar no conjunto dos países da União Europeia".
"Este é um Governo que, sistematicamente, cria expectativas e falha, de forma incompetente, na execução", atacou.
Eurico Brilhante Dias lembrou que, quando o Partido Socialista saiu do Governo, "deixou integralmente executado o Portugal 2020 – a 100% –, o Portugal 2030 estava apenas no seu início e o Plano de Recuperação e Resiliência em execução".
Admitindo preocupação, Eurico Brilhante Dias sublinhou que a bancada do PS já pediu a ida, com urgência, do ministro da Economia ao Parlamento para explicar a execução do PRR e frisou que também irá questionar o governante sobre o PT2030.
O presidente da bancada do PS acrescentou que "o Governo acaba de lançar o PTRR", que é composto por "medidas requentadas, uma parte substantiva sem dinheiro novo ou com dinheiro que há de vir e que não está programado".”
- 2026-05-08 “Falta de acordo na concertação social é uma derrota do primeiro-ministro — Depois de a reunião na concertação social ter terminado, mais uma vez, sem acordo quanto às alterações à lei laboral, Miguel Cabrita frisou, em declarações à comunicação social, que "o Governo desistiu do diálogo social".
"O Governo geriu mal este processo do primeiro ao último dia", criticou o socialista, lembrando que o executivo apresentou uma proposta – que não constava do seu programa eleitoral – "cheia de recuos para os jovens, para os trabalhadores e para as famílias".
O Governo "nunca soube entender os sinais que foi recebendo, das críticas imediatas dos sindicatos a muitos setores da sociedade portuguesa, houve uma greve geral e o Governo não entendeu, houve propostas da UGT para alterar profundamente este pacote laboral e o Governo não entendeu", lamentou.
O coordenador dos socialistas na Comissão de Trabalho, Segurança Social e Inclusão disse que o processo negocial foi feito num "clima inédito de tentar encontrar um acordo ao mesmo tempo que, sistematicamente, se pressionava e se procurava descredibilizar o lado sindical".
Miguel Cabrita assegurou que "a agenda do PS é completamente diferente", estando "alinhada com o país e com as necessidades dos trabalhadores, dos jovens, das famílias e da economia".
Admitindo não saber que proposta legislativa é que o Governo vai fazer chegar à Assembleia da República, o deputado sustentou que as propostas do PS "serão todas para procurar reequilibrar esta agenda, que nasceu muito desequilibrada a favor de um dos lados e que o Governo nunca revelou nem disponibilidade, nem vontade, nem capacidade para reequilibrar".”
- 2026-05-07 “José Luís Carneiro acusa Governo de falhar promessas e responsabiliza primeiro-ministro pela crise no SNS — À margem da Gala da Liberdade, no Barreiro, José Luís Carneiro contrapôs a posição do PS à atuação do executivo da AD, sustentando que a equipa chefiada por Montenegro não cumpriu os compromissos assumidos perante os portugueses, tendo mesmo agravado as dificuldades já existentes no SNS, apesar do aumento de meios e de recursos financeiros.
"O primeiro-ministro falhou de uma forma clara e inequívoca, em relação à promessa que fez aos portugueses", acusou, lembrando que Luís Montenegro prometera em campanha eleitoral encontrar, no prazo de seis meses, um plano de ação para responder aos problemas da saúde.
"Não resolveu os problemas que visava resolver, pelo contrário, mesmo com mais meios humanos, com mais recursos investidos, o primeiro-ministro agravou o problema que já era suficientemente sensível no Ministério da Saúde", criticou o líder socialista, em declarações que surgem depois de o PS, pela voz de Mariana Vieira da Silva, ter defendido a demissão da ministra da Saúde, Ana Paula Martins, acusando-a de ter desistido do SNS perante "dados gravíssimos de deterioração na resposta" prestada às populações.
Para José Luís Carneiro, a responsabilidade política pela situação vai além da titular da pasta governativa, atingindo diretamente o chefe do executivo.
"O primeiro-ministro falhou e é o primeiro e mais importante responsável por manter uma ministra em funções, quando ela, há muito, perdeu a autoridade política que deveria ter para garantir a organização e a eficácia da resposta do Serviço Nacional de Saúde", reforçou.
O líder socialista apontou o distrito de Setúbal como um dos exemplos mais evidentes das falhas do Governo na área da saúde, numa região onde persistem dificuldades de acesso a cuidados médicos e respostas hospitalares insuficientes.
Questionado sobre a possibilidade de uma mudança governativa na tutela da Saúde piorar ainda mais a situação, o Secretário-Geral atirou que "pior é impossível".
José Luís Carneiro considerou ainda que a permanência da ministra em funções demonstra "uma grande desconsideração" e "uma grave insensibilidade perante os problemas que afetam as pessoas todos os dias", acusando o executivo de ignorar os sinais de deterioração do SNS.
PS disponível para dialogar avisa que populações não podem esperar
Apesar das críticas, reiterou a disponibilidade do Partido Socialista para o diálogo institucional em torno de soluções estruturais para o setor, na sequência do apelo feito pelo Presidente da República.
"Quero que fique claro: nós manifestámos a nossa abertura para o apelo que fez o senhor Presidente para podermos fazer um diálogo, tendo em vista alicerçar respostas fundamentais para o futuro", enfatizou, manifestando o desejo de que "esse diálogo e essa cooperação sejam bem sucedidos".
Ainda assim, o líder do PS advertiu que os problemas no terreno exigem respostas urgentes e não podem ficar dependentes de processos prolongados de negociação.
"As populações não podem esperar um ano porque todos os dias estão a bater à porta dos hospitais e dos centros de saúde", alertou, defendendo a necessidade de "garantir respostas adequadas à salvaguarda da vida das pessoas e da dignidade das pessoas".
"É isso que se exige ao primeiro-ministro, porque é o primeiro e mais importante responsável do Governo", rematou.”